Fraude Eletrônica: Uma preocupação pertinente

12.7.14
Por Chico Leitoa (Ex-deputado e ex-prefeito de Timon)

Quando se fala em fraude nas eleições eletrônicas, muita gente reage de forma até violenta. Não admitem sequer discutir. Dizem logo: é impossível; é a eleição mais segura do mundo, etc. Pois bem, trata-se de eleição que exige dos concorrentes forte esquema de fiscalização, pois é perfeitamente e facilmente possível modificar o resultado de uma eleição, através de diversos métodos, sendo que o mais comum é patrocinado por mesários orientados e em conivência entre os mesmos.

Em geral, nas duas horas finais do período de votação, onde muitos fiscais (quando tem) já abandonaram seus postos, é possível votar por todos que não compareceram e rabiscarem as folhas de votação e fica por isso mesmo.

Outro fator que contribui, é a ausência de foto no título de eleitor, o que propicia uma pessoa votar por outra. Em muitos lugares, os mesários ou acompanhantes, em geral crianças, votam por idosos ou eleitores com dificuldades no manuseio da máquina.

Alguém pode dizer que o voto digital impede a fraude. Ledo engano, se a máquina não reconhece a digital, o presidente da seção pode liberar a mesma para o eleitor votar, e ai é que mora o perigo, se pode liberar, então…

Outro ponto importante e decisivo, é o direito que os partidos políticos têm de verificar através de CD fornecidos a eles pelo TSE, para checarem a completa normalidade dos computadores que fazem a totalização do resultado vindo de todos os municípios, para os TRE e que enviam para o TSE. Os Partidos têm que estarem atentos, não podem vacilar.

Para não esticar mais o assunto (muita gente grande se aborrece), só tem uma maneira de evitar a fraude, é uma forte fiscalização com fiscais treinados e comprometidos, além claro, da atuação da justiça, fora disso é risco iminente.

A propósito, diante de questionamentos sobre a inviolabilidade da urna eletrônica, o TSE contratou três equipes da área de informática da UNB para, através de estudos, verificar se seria possível identificar em quem os eleitores votaram em uma determinada urna com votação concluída. Um das equipes, coordenada pelo Prof. Diego Aranha, de posse do horário de votação de uma eleitora famosa, identificou todos os seus votos. Ou seja, foi-se por terra o sigilo do voto. Então por que não fazer a impressão do voto no ato da votação ?

Em 2012, a convite nosso, o Prof.Diego, à época com 28 anos, esteve em Teresina e Timon. Fez uma importante palestra sobre o tema, no auditório do SESI em Teresina, deu entrevistas e fez várias conversas com públicos diferentes. Restou a nós muitas preocupações e uma reflexão: treinar fiscais é tão importante quanto conquistar votos. Quem duvidar, pode chorar depois do leite derramado. Depois de proclamado o resultado, qualquer reação de quem perdeu, é choro de perdedor. Adeus Rosa…

…quanto à “fraude eletrônica”, só tem um jeito: EVITAR. Ai se dará consistência ao poder originário, essência da democracia.

Eng. Chico Leitoa

2 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    tem gente em caxias que é vitima.

  1. Anônimo disse...:

    CHEGA DA PENA E DÓ DESTE NOBRE POLITICO, POIS O MESMO ESTA COM MEDO DE FAZER UM ALTO INVESTIMENTO EM SUA CAMPANHA E NÃO SER ELEITO, POIS ME RECORDO QUE O MESMO SAIU POIS O POVO TIMONENSE NÃO SUPORTAVA MAS TANTA FALTA DE HUMANIDADE POR PARTE DESTE "POLITICO", OBSERVE SE ALGUEM QUE ESTÁ NO PODER VEM ESCREVER ALGO SOBRE O ASSUNTO?

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