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| Acostumado a cobrar explicações de tudo, oposicionista
não conseguiu explicar origem da fortuna apreendida em sua casa pela PF |
O vereador Daniel Barros, o autointitulado ‘fiscal do povo’, finalmente teve a chance de se manifestar na tribuna da Câmara Municipal de Caxias e explicar a origem das centenas de milhares de reais apreendidos na sua casa durante batida da Polícia Federal na Operação Farândola, que tem como foco a apuração de um suposto esquema de Caixa Dois e práticas de corrupção eleitoral nas últimas eleições municipais.
Único orador inscrito no Grande Expediente da sessão desta segunda-feira, 9, tanto os colegas quanto o público presente aguardavam ansiosos pelas explicações do ‘fiscal do povo’ sobre a origem dos recursos vultosos (reais e dólares), bem como jóias, relógios e uma arma de fogo apreendidos na sua casa pela Polícia Federal.
Com a tribuna toda sua, Daniel Barros jogou confetes em si mesmo durante metade do tempo em que iria explicar a origem da fortuna encontrada em sua posse.
Conversa vai, conversa vem e todos querendo saber de onde saiu tanta grana. “No brasil não é crime ter dinheiro em espécie em casa”, iniciou o vereador na parte que seria finalmente a explicação da origem do dinheiro. “Posso ter até 320 mil reais em espécie no ano de 2024; em 2023 tinha 520 mil reais”, continuou o parlamentar aumentando a expectativa sobre a parte em que todos saberiam a origem da grana. “A minha esposa, no imposto de renda dela pode ter em espécie até 300 mil reais, dá 620 mil que eu poderia ter em casa”, somou o vereador arrancando mais ansiedade ainda.
Travando um hipotético diálogo com um curioso, o ‘fiscal’ finalmente preparou o clímax para revelar tudo, aumentando o suspense no Plenário Edson Vidigal.
“Mas Daniel, esse dinheiro vem da onde? Tu tá 10 anos que tú faz oposição a família Gentil. Tú não tem acesso a licitação. Tú não tem acesso aos esquemas que por ai fora rolam”, se autoquestionava o oposicionista para finalmente fazer o desfecho da trama: “é um recurso meu, da minha família, familiar”, finalizou o vereador na parte do discurso em que seria a revelação da origem do dinheiro, jóias e da arma apreendidos em sua casa deixando o público decepcionado com a conversa fiada do moço.
Bem, para que o material apreendido seja devolvido, as explicações não podem ser feitas na tribuna da Câmara e muito menos em rede social.
Caso consiga explicar tin tin por tin tin a origem de cada item apreendido vai ficar bastante fácil, pois essa de “recurso meu, da minha família, familiar”, geralmente não cola com a Polícia Federal.
“Recurso familiar”, essa é boa...
(PS: não é crime ter
dinheiro em casa e valores acima de R$ 30 mil devem ser informados na
declaração de imposto de renda. Recebimentos acima de R$ 30 mil exigem o
preenchimento da DME (Declaração
de Operações Liquidadas com Moeda em Espécie) junto à Receita Federal e os valores devem ter a origem
licita comprovada, ou seja, como obteve o dinheiro (saques bancários, venda de
bens, etc) e compatível com a renda declarada)









