Minha Figura

Mário Assunção em novo calvário – eleição antecipada da Câmara deve ser anulada na sessão desta quarta-feira, 15

15.4.26

O caxiense Gonçalves Dias tem um poema, entre tantos, imortalizado na literatura brasileira que fala da resistência diante das dificuldades da vida:

“Não chores, meu filho;

Não chores, que a vida

É luta renhida:

Viver é lutar.

A vida é combate,

Que os fracos abate,

Que os fortes, os bravos

Só pode exaltar!”

O famoso trecho pertence ao poema “Canção do Tamoio”, do filho de Caxias mais conhecido no mundo, que nos deixou em 03 de novembro de 1864. 

Mas foi preciso outro caxiense, Mário Assunção, sentir na pele, 162 anos depois, as palavras do conterrâneo ilustre.

É que pode acontecer, nesta quarta-feira, 15, a anulação da eleição antecipada da Câmara Municipal para o biênio 2027/2028, ocorrida ainda em maio de 2025, que presenteou o vereador Mário Assunção com a presidência da Câmara, algo meio que de mão beijada.

A provável anulação será por conta da recomendação do Ministério Público, que já notificou a Câmara “por violação ao Princípio da Contemporaneidade estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal na ADI 7.733/DF, declarando a invalidade do ato eleitoral e a inexistência de direito adquirido ao exercício do cargo”, diz trecho do documento que já circula desde ontem entre vereadores e funcionários do Legislativo municipal.

“ABSTENHAM-SE de dar posse ao candidato eleito em maio de 2025 (Mário Fernando de Assunção Sousa) para o cargo de Presidente da Mesa Diretora do biênio 2027/2028, em razão da nulidade absoluta do ato eleitoral que o elegeu”, diz outro trecho do documento, que continua: “REALIZEM nova eleição para o cargo de Presidente e demais membros da Mesa Diretora do biênio 2027/2028 no período constitucionalmente adequado, ou seja, a partir de outubro de 2026”, finaliza o print.

A recomendação do MP foi motivada devido à irregularidade na eleição exclusiva para presidente da Câmara, feita em 2025 para um mandato que só começaria em 2027, um verdadeiro escândalo.

O texto do print que circula em grupos de WhatsApp menciona a ADI 7.733/DF, do Supremo Tribunal Federal, que fixou o Princípio da Contemporaneidade, o que significa que a eleição da Mesa Diretora deve acontecer próxima do início do mandato, e não com muita antecedência. Ou seja, não pode haver eleição com anos de antecedência, como ocorreu nesse caso (2025 para mandato de 2027).

O blog avisou

Não foi por falta de aviso que os envolvidos nessa eleição antecipada da Câmara seguiram nessa empreitada.

No dia 14 de dezembro de 2025, na matéria “Decisão do STF pode tornar sem validade eleição feita sob medida para presentear Mário Assunção com a presidência da Câmara Municipal de Caxias”, abordamos a decisão do STF ao anular a eleição antecipada da Câmara de Jatobá do Piauí em resposta a uma Reclamação Constitucional apresentada pelo Ministério Público (reveja aqui).

Já neste ano, em 05 de janeiro, em nova postagem (“Comfim do recesso, MP/MA poderá iniciar processo de Reclamação Constitucional paraanular eleição que elegeu Mário Assunção como presidente da Câmara de Caxias”), o blog voltou ao assunto e fez nova cobrança ao Ministério Público, além de conclamar os leitores a fazerem o mesmo por meio dos canais de denúncia do órgão fiscalizador, para que as providências fossem tomadas.

E, finalmente, depois de muitas cobranças, a coisa certa poderá acontecer e, nesta quarta-feira, 15, a malfadada eleição antecipada e exclusiva para presidente da Câmara será anulada.

Camomila, erva-cidreira e lavanda ajudam muito a acalmar quem está com os nervos à flor da pele, assim como uma reza forte.

Caso alguém esteja disposto a fazer essa caridade, favor procurar o vereador Mário Assunção hoje na Câmara.

Depois de Carlos Brandão prometer construir santuário em Caxias, empresa contratada pelo Governo do Maranhão faz lambança e fiéis ficam impossibilitados de fazer orações no local

14.4.26

Em reunião com padres, bispo, missionários, prefeito Fábio Gentil e deputadas Daniela e Amanda Gentil, governador prometeu viabilizar a construção do santuário N. Sra. das Graças

Além de um rastro de serviços mal executados, empresa deixou um verdadeiro “cemitério” de
manilhas, que podem ser vistas às margens da BR-316

Não convidem mais o bispo Dom Sebastião e os padres da Diocese de Caxias para uma conversa, ou até mesmo para rezar um Pai-Nosso com o governador do Maranhão, Carlos Brandão. O motivo é que, em reunião no Palácio Episcopal, realizada ainda em 2024, Brandão prometeu a todo o clero da Igreja Católica em Caxias que iria viabilizar a construção do santuário N. Sra. das Graças, uma demanda sonhada por toda a comunidade de Caxias e região. Na referida reunião também estavam presentes empresários, missionários, o então prefeito Fábio Gentil e as deputadas Daniela e Amanda Gentil.

Carlos Brandão fez questão de saber, dos envolvidos no projeto, quanto custaria o empreendimento. Quando lhe foi informado o valor, tratou-o com naturalidade e disse que seria fácil, chegando a citar o nome de duas empresas que atuam no Maranhão como hipotéticas patrocinadoras.

Depois dos tapinhas nas costas e muitos sorrisos, um total de zero pessoas presentes na reunião depositou grande confiança nas palavras do chefe do Executivo maranhense. Mas, como milagres podem acontecer, ficou no ar a possibilidade de a promessa do governador, feita na presença do bispo e dos padres, ser mais uma daquelas a serem catalogadas como um milagre de N. Sra. das Graças.

Passaram-se os meses e chega setembro de 2025, mês da tradicional “chuva do caju”, que muitos tratam como algo milagroso. No entanto, nem uma gota de água caiu do céu por essas bandas nos primeiros dias do mês, deixando desanimados aqueles poucos que ainda esperavam pelo milagre da promessa do governador.

Mas eis que, em meados de setembro de 2025, chegam as máquinas para iniciar as obras de construção do santuário e, junto com elas, a chuva do caju — um prenúncio de que o milagre era real e de que a palavra de Brandão estava sendo cumprida, um tapa na cara dos céticos e desprovidos de fé.

Muralha de 8 metros impede a passagem dos fiéis

Mas, como diz o ditado, quando a esmola é grande, o santo desconfia. Em poucos dias, a empresa abandonou a obra e deixou, junto com a decepção, uma lambança sem tamanho.

Fazendo apenas a melhoria da pavimentação dos primeiros 300 metros de acesso até onde será o santuário, a empresa deixou um barranco de aproximadamente 8 metros de altura no meio do caminho, algo desnecessário e que, desde então, inviabiliza a peregrinação dos fiéis, que costumavam ir até o local para pagar promessas, rezar e acender velas em um cruzeiro afixado pela Igreja, como forma de envolver a comunidade na construção do espaço sagrado.

As primeiras intervenções feitas pela empresa contratada pelo Governo do Maranhão não respeitaram o projeto original disponibilizado pela Igreja. Ou seja, o pouco que foi feito acabou prejudicando, pois ninguém consegue mais chegar ao local, algo que antes era possível até mesmo de carro.

 

Passaram-se longos quatro meses e as máquinas retornaram a Caxias, reacendendo a esperança dos fiéis. Quando muitos já acreditavam que tudo estava perdido, as obras foram retomadas.

 

Mas, ainda desconfiados, todos ficaram intrigados com o ritmo do trabalho, que não continuou de onde havia parado, mas sim a partir da entrada, onde dezenas de manilhas foram colocadas para viabilizar um novo acesso pela BR-316. Isso porque a empresa teria utilizado um terreno de terceiros, não previsto no projeto original, e o proprietário passou a reivindicar a posse da área.

 

A passos lentos, a obra do novo acesso ainda não foi concluída, e a empresa novamente retirou as máquinas do local, deixando um amontoado de manilhas às margens da rodovia — um retrato da falta de atenção do poder público com a fé do povo de Caxias.

 

E o que antes era um local de peregrinação e oração deu lugar à revolta e à indignação na comunidade católica caxiense, que agora se vê praticamente de mãos atadas. Um sonho possível tornou-se um pesadelo diante do descaso e da falta de sensibilidade daqueles que deveriam apoiar a iniciativa.

 

A Bíblia traz diversas passagens que orientam e fortalecem os cristãos diante de desafios à sua fé, encorajando-os a confiar em Deus, permanecer firmes e agir com sabedoria.

 

O que está sendo feito contra os sonhos e esforços da comunidade católica em Caxias terá resposta.

 

O santuário N. Sra. das Graças será construído, e ninguém, por mais poderoso que seja, impedirá isso.

 

O trabalho ficou mais difícil, mas não impossível para aqueles que têm fé e Deus no coração.

Dia D de Vacinação intensifica prevenção contra a gripe em Caxias

13.4.26

Foi realizado nesse sábado (11), em Caxias, o Dia D de vacinação contra a gripe, com atendimento em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. A mobilização teve como objetivo ampliar a cobertura vacinal e reforçar a proteção da população contra o vírus da Influenza.

No Dia D, a prioridade é a vacinação da Influenza, mas a gente também aproveita a oportunidade e verifica a situação vacinal e atualiza todas as vacinas pendentes. Além do grupo prioritário, também tem o grupo especial, como caminhoneiros, profissionais de saúde, pessoas com comorbidades. Após este primeiro momento da vacinação para o grupo prioritário, que acaba tendo maiores complicações de saúde, a vacinação vai ser aberta para a população em geral depois de maio”, frisa Laise Miranda, enfermeira da Unidade Básica de Saúde do Salobro.

A ação foi voltada, especialmente, aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, incluindo crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, idosos, profissionais de saúde, professores e integrantes das forças de segurança. Esses públicos são considerados mais vulneráveis às complicações causadas pela gripe, o que torna a imunização ainda mais essencial.

Tem que vir, vacinar direitinho para combater esta gripe, tá perigosa”, disse Valdenir Costa, aposentado.

“O importante é que ficamos imunes a várias doenças. Pessoas que tenham minha idade ou mais venham se vacinar”, reforça Maria Emília, aposentada.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a Influenza, pois reduz significativamente o risco de agravamento da doença, internações e até óbitos. Além disso, ao se vacinar, a pessoa também contribui para a diminuição da circulação do vírus, protegendo indiretamente outras pessoas, especialmente aquelas que não podem ser imunizadas.

“É muito bom se vacinar, não doeu. Venham todos se vacinar, não vai doer”, disse Arlete Pereira, moradora do Salobro.

“Convida as amigas para tomar vacina. Eu vim com minha irmã hoje. E você de casa, cuidado, olha a gripe”, destaca Raimunda Pereira, aposentada.

A gripe, muitas vezes subestimada, pode evoluir para quadros mais graves, como infecções respiratórias severas, principalmente em pessoas com a saúde mais fragilizada. Por isso, campanhas como o Dia D são fundamentais para conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do cuidado coletivo.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacinação continua disponível nas unidades de saúde e orienta que quem faz parte dos grupos prioritários e ainda não se imunizou procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima para garantir sua proteção.

Caxias se firma como potência no Maranhão com premiações no Prefeitura Empreendedora

11.4.26

Caxias voltou a ganhar protagonismo no cenário estadual ao conquistar importantes reconhecimentos na 13ª edição do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora (PSPE), ciclo 2025-2026. O município garantiu o 1º lugar na categoria Empreendedorismo Rural, com o programa Flor do Campo, e o 3º lugar em Inclusão Socioprodutiva, com o programa Meu Primeiro Emprego.

A premiação foi realizada na noite desta quinta-feira (10), no Salão Zeca Bello, no Complexo Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís, reunindo prefeitos, técnicos e especialistas de diversas regiões do estado. Ao todo, 26 projetos foram reconhecidos como exemplos de gestão pública moderna, eficiente e voltada para resultados.

Flor do Campo: raízes fortalecidas e economia em movimento

O grande destaque ficou por conta do programa Flor do Campo: Fortalecendo Raízes e Gerando Negócios, que colocou Caxias no topo do empreendedorismo rural no Maranhão. A iniciativa já foi desenvolvida em 2025 nos povoados Engenho D’Água (2º Distrito) e Soledade (3º Distrito), promovendo geração de renda e fortalecimento das comunidades.

Coordenado pela Secretaria Adjunta de Direitos Humanos e Política para Mulheres, o programa atua de forma intersetorial, integrando ações de inclusão social, acesso a direitos, assistência técnica e incentivo ao empreendedorismo, com foco especial no protagonismo feminino e comunitário.

Além disso, valoriza saberes ancestrais, práticas culturais e a identidade local, promovendo capacitações que reforçam o sentimento de pertencimento das comunidades. A iniciativa conta ainda com o apoio da Secretaria Municipal de Atividades Produtivas e Inspeção Animal, além da parceria com a Federação da Agricultura e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Maranhão.

Meu Primeiro Emprego: oportunidades que transformam vidas

Outro destaque foi o programa Meu Primeiro Emprego, que conquistou o 3º lugar na categoria Inclusão Socioprodutiva. Criado pela Prefeitura de Caxias em 2025 e mantido integralmente com recursos próprios, o programa tem como objetivo inserir jovens no mercado de trabalho local.

A iniciativa atua em duas frentes: capacitação de jovens e parceria com empresários. Durante seis meses, os participantes recebem formação enquanto atuam diretamente nas empresas, com capacitações realizadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de Caxias.

Os resultados já demonstram impacto positivo: em 2025, dos 50 jovens participantes, mais de 30% permaneceram empregados ao final do programa. Em 2026, a iniciativa foi ampliada, dobrando o número de vagas — serão 100 jovens atuando em 95 empresas locais.

Caxias como referência estadual

As conquistas reforçam o posicionamento de Caxias como referência em políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e social. Com iniciativas que unem capacitação, inclusão e valorização das comunidades, o município mostra que investir nas pessoas é o caminho para transformar realidades e impulsionar o crescimento sustentável.

O reconhecimento no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora evidencia que Caxias está no rumo certo, com projetos que geram oportunidades, fortalecem a economia local e impactam diretamente a vida da população.

Por unanimidade, TRE confirma vontade popular em Caxias e mantém Gentil Neto prefeito

9.4.26

Sessão de julgamento do TRE-MA que indeferiu recurso contra decisão favorável ao
prefeito de Caxias, Gentil Neto

A disputa judicial na política de Caxias ganhou mais um capítulo e com desfecho desfavorável para Paulo Marinho Jr. O julgamento em segunda instância, concluído na noite desta quinta-feira (9), manteve o entendimento favorável ao prefeito Gentil Neto, reafirmando que eleição se vence nas urnas e não gerando factóides para ganhar no tapetão.

De acordo com a decisão, o tribunal não reconheceu fundamentos suficientes na ação apresentada, levando à manutenção do resultado já apontado anteriormente. Com isso, a tese da defesa de Paulo Marinho Jr. não se sustentou diante dos elementos analisados.

A nova derrota mostra o que já vinha sendo sinalizado desde a primeira instância: a fragilidade da acusação. Nos bastidores, aliados de Gentil Neto avaliam que o resultado consolida não apenas uma vitória jurídica, mas também política, diante da repercussão que o caso tomou nas redes sociais.

O episódio também reacende discussões sobre o histórico político de Paulo Marinho Jr. Ao longo de sua trajetória, ele já disputou cerca de seis eleições, acumulando derrotas na maioria delas. As únicas vitórias registradas foram na condição de vice, o que reforça o cenário de dificuldades enfrentado em disputas majoritárias. E toda vez que perde uma eleição, tenta recorrer a justiça e sempre sem sucesso.

Por outro lado, o clima é de pressão no grupo de Paulo Marinho Jr., que apostava na reversão da decisão para sustentar o discurso adotado nas últimas semanas. Com mais esse revés, cresce a avaliação de que a estratégia pode ter gerado efeito contrário, fortalecendo a imagem do prefeito.

Gentil Neto, por sua vez, saiu fortalecido do episódio. Com a confirmação da decisão em segunda instância, o prefeito reforça seu posicionamento e ganha fôlego em meio ao cenário político local, que segue cada vez mais movimentado. (Blog do Daniel Matos)

Professores da Rede Municipal de Educação de Caxias participam do Ciclo Formativo do Pacto pela Aprendizagem

8.4.26

Professores da Rede Municipal de Educação participaram, nessa terça-feira (07), de mais uma etapa do Ciclo Formativo Municipal do Pacto pela Aprendizagem 2026. A capacitação aconteceu no auditório da Unidade Regional de Educação, no Centro, reunindo professores das zonas urbana e rural do município.

“É uma parceria do Governo Federal, Estadual e Municipal e da rede de apoio à gestão e formação. O foco é fazer com que as crianças estejam lendo e escrevendo na idade certa até o final do 2º ano. Nós temos o eixo de gestão, de alfabetização, de recomposição da aprendizagem, educação infantil e o Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil, que são estudos e técnicas para a formação de professores para que eles possam estar trabalhando a leitura na educação infantil”, destaca Talita Duarte, articuladora pedagógica regional.

O encontro teve como principal objetivo fortalecer as práticas pedagógicas voltadas à alfabetização na idade certa, promovendo momentos de formação continuada, troca de experiências e planejamento de estratégias educacionais. Durante a programação, os participantes discutiram metodologias de ensino, rotina escolar, avaliação da aprendizagem e formas de garantir que os estudantes desenvolvam habilidades essenciais de leitura e escrita nos primeiros anos escolares.

“Nós estamos agora trabalhando rotina e planejamento na organização escolar, para que os professores possam refletir sobre as rotinas que eles vêm construindo e que estas rotinas sejam contextualizadas e significativas para promover uma aprendizagem significativa. O ato pedagógico não é um ato construído na improvisação, é necessário que o professor construa suas rotinas, favorecendo o processo de ensinar e aprender”, destaca Poliana Melônio, articuladora municipal do eixo de alfabetização. (Continua aqui...)

Carisma de Eduardo Braide e excelente aceitação em São Luís o colocam como um dos favoritos nas eleições para o governo do Maranhão

7.4.26

Eduardo Braide já aparece em 1º lugar nas pesquisas de opinião para governador do MA

Desde sempre o maranhense se acostumou com a ideia de que a força do Palácio dos Leões é praticamente decisiva para definir o candidato vitorioso nas eleições para o governo do estado. Poucas, pouquíssimas vezes na história essa máxima foi quebrada.

Mas como a vida, assim como a história, é feita de quebra de paradigmas, o maranhense parece estar vivendo um daqueles momentos únicos na política estadual.

Eduardo Braide, um jovem político, com uma gestão bem avaliada em São Luís, boa presença em vídeo e forte comunicação nas redes sociais (sua conta no aplicativo Instagram tem hoje mais de 829 mil seguidores), passou, após sua renúncia à Prefeitura da capital, a figurar com frequência nas discussões políticas em diversas regiões do estado como um nome competitivo para o governo.

Braide já pode ser considerado, além de um fenômeno político, um dos favoritos na disputa deste ano por diversos fatores. O principal, ao qual este escriba se atém, é a aceitação – não apenas junto à população, mas também em diferentes segmentos da classe política em todo o estado.

Quem acompanha a história política do Maranhão lembra do gigantesco trabalho de Jackson Lago, também um bom prefeito da capital, que percorreu o interior do Maranhão durante anos com suas caravanas do PDT, buscando construir alternativas fora da influência tradicional do poder estadual.

O ex-prefeito de São Luís não fez nenhum trabalho de viabilização do seu nome pelo interior. Sua aceitação foi construída em grande parte devido à sua boa comunicação digital e pela percepção positiva de sua gestão na capital.

Além do carisma e da boa aceitação que EB está tendo de norte a sul, é um político considerado “um osso duro de roer” pelos adversários. Bombardeado dia e noite por setores da imprensa alinhados ao governo, o ex-prefeito virou saco de pancadas de blogueiros de todas as ideologias na capital e também no interior, onde há quem veja um movimento coordenado de críticas e, mesmo assim, infrutífero e sem nenhum abalo na sua imagem de gestor e de político popular.

Alheio - e, diria até mesmo, imune às críticas muitas vezes sem sentido -, Braide seguiu sua administração em São Luís por pouco mais de 5 anos enfrentando friamente uma mídia hostil.

Com mais de 4 milhões de visualizações no vídeo que anunciou sua renúncia à Prefeitura de São Luís para concorrer ao governo do Maranhão, Eduardo Braide segue, desde então, acumulando adesões políticas com a mesma robustez que acumula seguidores nas redes sociais, que saltaram de cerca de 740 mil no Instagram, quando anunciou sua candidatura, para 829 mil em apenas 7 dias.

Rede social não significa voto, nem pode ser considerada com 100% de confiança como métrica para medir a popularidade de um candidato ou outro. Mas, em um mundo totalmente digital, isso serve para empolgar uns e provocar calafrios em outros.

Quem será que está sentindo calafrios no Maranhão desde o anúncio da candidatura de Braide?!

A Justiça na praça: quando o sistema de justiça encontra o povo

3.4.26

Da esquerda para a direita - Juiz Federal Hugo Abas Frazão, Juíza TJMA Arianna Saraiva, Juiz Federal Wendelson Pessoa, e Professor Marcelo Carvalho, Chefe do Departamento de Direito da UEMA

Em um tempo em que se cobra do Poder Judiciário não apenas produtividade, mas capacidade real de transformação social, duas experiências recentes no Maranhão demonstram que há caminhos institucionais capazes de aproximar a Justiça da vida concreta das pessoas. A Praça de Justiça e Cidadania, realizada em Caxias/MA, e a Semana da Paixão, promovida em Alcântara/MA, não foram apenas eventos de prestação de serviços. Foram manifestações de um modelo de Justiça que deixa os gabinetes, ocupa o território, reconstrói vínculos sociais e enfrenta conflitos que o processo convencional, sozinho, não consegue resolver.

Sob a liderança do Ministro Carlos Augusto Pires Brandão e do Desembargador Federal Roberto de Carvalho Veloso, essas iniciativas revelam uma visão contemporânea do sistema de justiça: menos centrada na lógica isolada da petição, contestação e sentença, e mais comprometida com redes colaborativas, soluções estruturais e presença institucional qualificada. Trata-se de compreender que há conflitos que não cabem em planilhas nem se resolvem apenas com decisões formais, porque atingem comunidades inteiras, tradições, territórios e modos de vida.

Foi isso que se viu em Caxias, entre os dias 9 e 13 de março, quando a Praça de Justiça e Cidadania mobilizou Justiça Federal, Justiça Estadual, Ministério Público, Defensorias, Prefeitura e diversos órgãos estaduais e federais em torno de um objetivo comum: aproximar a população dos serviços da Justiça e de outros órgãos públicos. O resultado foi expressivo. Mais de 10 mil atendimentos foram realizados em áreas como saúde, documentação, orientação jurídica, assistência social, regularização fundiária e conciliação. Houve 300 audiências promovidas pela Justiça Federal, 400 atendimentos da Justiça Eleitoral, 150 pela Justiça do Trabalho, 1.800 pela Defensoria Pública, além de milhares de atendimentos prestados por secretarias municipais e instituições parceiras. Esses dados constam do material encaminhado pelo usuário e também dialogam com a perspectiva exposta no texto anexo. 

Mas o que dá densidade institucional à experiência de Caxias não é apenas a dimensão numérica. O que distingue a Praça de Justiça e Cidadania de um simples mutirão é justamente sua capacidade de articular, ao lado dos atendimentos individuais, respostas a questões coletivas e estruturais. O texto anexo destaca, com precisão, a realização de audiência pública sobre a duplicação da BR-316 no trecho Caxias-Timon, com participação do DNIT e impactos sobre vinte municípios do leste maranhense, revelando que a Praça não se limitou ao balcão de serviços, mas se abriu também ao debate público de temas sensíveis para toda a região. 

Nesse contexto, merece especial relevo a atuação do Juiz Federal Luiz Régis Bomfim Filho, cuja organização foi decisiva para o êxito da iniciativa em Caxias. Coube-lhe articular atendimentos, alinhar instituições, coordenar a logística e assegurar o funcionamento integrado dos diversos eixos do evento. O êxito da Praça também contou com a colaboração do advogado Washington Leite Torres, que auxiliou na coordenação dos trabalhos e contribuiu para a formação dessa ampla rede institucional. Em experiências dessa natureza, o resultado não decorre do acaso, mas de liderança concreta, planejamento rigoroso e capacidade de diálogo.

Se Caxias mostrou a força da Justiça como presença pública e solução concreta de demandas sociais, Alcântara projetou esse modelo para uma dimensão ainda mais profunda. A Semana da Paixão, realizada entre 23 e 27 de março, no âmbito do Projeto Viva Alcântara – Desenvolvimento Sustentável, reuniu cidadania, fé, cultura, escuta comunitária e desenvolvimento social em um território historicamente marcado por disputas fundiárias, memória coletiva e resistência quilombola. Mais do que uma programação religiosa e cultural, o evento assumiu o significado de uma ação institucional de reparação, pacificação e reconstrução de vínculos.

O texto anexo acrescenta um dado central para a compreensão dessa experiência: em novembro de 2024, a Corte Interamericana de Direitos Humanos proferiu sentença no caso das Comunidades Quilombolas de Alcântara vs. Brasil, responsabilizando o Estado brasileiro por violações que comprometeram o projeto de vida coletivo de numerosas comunidades quilombolas. Nesse cenário, a Semana da Paixão não foi apenas simbólica. Ela se inseriu como parte de um esforço concreto de cumprimento da sentença internacional, por meio de escutas, articulação institucional, regularização documental, promoção de direitos e fortalecimento da legitimidade das instituições junto às comunidades afetadas. 

Em Alcântara, portanto, a Justiça foi além da conciliação tradicional. Tornou-se mediadora social de um conflito estrutural, ligando o universo jurídico ao território, à cultura e à dignidade coletiva. A procissão pelas ruas históricas, a missa na Igreja do Carmo, a participação das caixeiras do divino e as referências à Festa do Divino Espírito Santo não foram elementos periféricos. Foram expressões vivas da identidade cultural de um povo, demonstrando que, naquela realidade, direito territorial, memória, religiosidade e pertencimento não podem ser separados.

Nesse quadro, sobressai a atuação do Juiz Federal Hugo Abas Frazão, cuja organização da Semana da Paixão em Alcântara evidenciou que projetos dessa magnitude exigem não só domínio jurídico, mas sensibilidade territorial, capacidade de articulação e leitura humana dos conflitos. Também nessa iniciativa houve a colaboração do advogado Washington Leite Torres, que ajudou a coordenar os trabalhos e a integrar os diversos atores institucionais envolvidos. A presença da AJUFER, de magistrados federais e estaduais, de representantes do sistema de justiça e de autoridades públicas reforçou o caráter plural e cooperativo da ação.

O ponto de unidade entre Caxias e Alcântara está justamente aí. Ambas as experiências revelam que o sistema de justiça pode assumir papel mais amplo do que o de mero solucionador tardio de litígios individuais. Pode funcionar como rede colaborativa de escuta, presença, mediação e reconstrução social. Essa visão, ressaltada no texto anexo, parte da compreensão de que o sujeito de direito não é uma abstração isolada, mas alguém inserido em relações familiares, sociais, econômicas, culturais e institucionais. Quando essas relações se rompem, a exclusão não é apenas jurídica: é humana, comunitária e histórica. 

É por isso que Praças de Justiça e Cidadania, Semanas temáticas e outras formas de atuação territorial têm relevância crescente. Elas materializam, no território, aquilo que metas e indicadores nem sempre conseguem expressar: presença estatal efetiva, cuidado com a saúde das relações sociais e solução concreta de conflitos complexos. O que o anexo chama de “redes colaborativas do sistema de justiça” traduz exatamente isso: uma forma de atuação em que Judiciário, Ministério Público, Defensorias, entes federativos e sociedade civil deixam de agir de modo fragmentado e passam a construir respostas conjuntas. 

Caxias e Alcântara, cada qual a seu modo, demonstram que esse caminho é viável, necessário e replicável. Em Caxias, a Justiça encontrou a população no espaço público e mostrou eficiência administrativa, capilaridade social e impacto regional. Em Alcântara, a Justiça se aproximou da cultura, da fé, da memória e da luta quilombola, reafirmando que a legitimidade institucional também se constrói pelo respeito à história e à identidade das comunidades.

Essas experiências, conduzidas sob a liderança do Ministro Carlos Brandão e do Desembargador Federal Roberto Veloso, com participação destacada dos Juízes Federais Luiz Régis Bomfim Filho e Hugo Abas Frazão, além da colaboração do advogado Washington Leite Torres, merecem não apenas elogio, mas reflexão. Elas apontam para uma Justiça que não renuncia à técnica, mas a coloca a serviço da vida concreta. Uma Justiça que não abandona a decisão, mas compreende que decidir, muitas vezes, também é escutar, articular, mediar e reconstruir.

O modelo já se expande. Em abril, São Miguel do Guamá, no Pará, receberá nova edição da Praça, com apoio da Coordenadoria dos Juizados Especiais Federais do TRF da 1ª Região. Ali, a Juíza Federal Priscila Garrastazu Xavier lida com conflitos envolvendo direitos de indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Entre 12 e 15 de maio, será a vez de Porto Calvo, berço de Calabar, em Alagoas, onde o Ministro Brandão já realizou visita técnica preparatória. 

Maranhão, Pará, Alagoas. A rede se espraia e já se projeta como política judiciária nacional.

Quando a Justiça vai à praça, ela não apenas amplia o acesso a serviços. Ela reafirma sua vocação mais alta: a de ser instrumento de cidadania, dignidade e pacificação social.

 

Destaque no Brasil: Caxias é reconhecida por excelência na assistência social

2.4.26

Caxias segue avançando e agora ganha destaque em nível nacional ao conquistar o Selo FNAS 2025, um reconhecimento que reforça o município como referência maranhense na gestão da assistência social.

O selo, concedido a cidades que aplicam com eficiência os recursos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), confirma que Caxias vem trabalhando com responsabilidade, planejamento e compromisso com quem mais precisa. O reconhecimento nacional evidencia que os investimentos realizados estão chegando de forma concreta à população, garantindo inclusão social, segurança alimentar e dignidade.

A conquista também é reflexo de uma gestão que tem fortalecido a rede socioassistencial, ampliando serviços, modernizando estruturas e firmando parcerias importantes, como a atuação conjunta com a Defensoria Pública da União. Além disso, o município segue expandindo sua rede com novos equipamentos, como o futuro CRAS Luiza Queiroz, que irá ampliar ainda mais o alcance dos atendimentos.

Entre os fatores que contribuíram para esse resultado estão a correta aplicação dos recursos, a transparência na gestão, o cumprimento rigoroso das prestações de contas e o fortalecimento de programas sociais. Iniciativas como as campanhas Maio Laranja e “Pule, Brinque e Cuide!” também ganharam destaque ao promover a proteção de crianças e adolescentes e reforçar a conscientização social.

Com uma rede estruturada que atende desde a proteção básica até a proteção especial, Caxias demonstra que investir em assistência social é também investir no desenvolvimento do município. Mais do que atender demandas imediatas, a gestão tem atuado na prevenção de riscos sociais e na quebra de ciclos de vulnerabilidade.

O Selo FNAS 2025 consolida Caxias como exemplo no Maranhão e no Brasil, mostrando que uma gestão eficiente, humana e comprometida pode transformar realidades e cuidar das pessoas de forma contínua.

Fábio Gentil se recoloca com protagonismo e reforça liderança no Maranhão

A política maranhense começa a ganhar novos contornos com um movimento que já vinha sendo aguardado nos bastidores: Fábio Gentil pediu exoneração do cargo de secretário de Estado, abrindo espaço para uma nova fase em sua trajetória pública.

A decisão, embora ainda cercada de especulações, reforça o que já era comentado nos corredores da política: Fábio Gentil pode estar se preparando para disputar um cargo de grande relevância nas eleições de 2026.

Uma liderança consolidada no Maranhão

Com uma carreira marcada por forte presença política e capacidade de articulação, Fábio Gentil construiu uma trajetória sólida ao longo dos anos. Ex-prefeito de Caxias por dois mandatos, ele ficou conhecido por um estilo de gestão que alia proximidade com a população, execução de obras estruturantes e habilidade política.

Seu nome ultrapassou os limites do município e passou a figurar entre as principais lideranças do estado, sendo peça importante em articulações políticas e administrativas no Maranhão.

Durante sua passagem pelo Governo do Estado, Fábio Gentil manteve protagonismo, fortalecendo sua imagem como gestor experiente e liderança influente.

Exoneração estratégica?

A saída do cargo estadual não é vista como um simples afastamento administrativo. Pelo contrário, analistas políticos interpretam o gesto como estratégico.

Em ano eleitoral, movimentos como esse costumam sinalizar reposicionamento. E, no caso de Fábio Gentil, o histórico político e o capital eleitoral acumulado indicam que ele não deve ficar fora das disputas.

Nos bastidores, o que se comenta é claro: seu nome surge com força para cargos de grande expressão, podendo disputar posições de destaque no cenário estadual ou até mesmo voos ainda maiores.

Força política e articulação

Fábio Gentil não é apenas um nome conhecido, mas uma liderança que construiu alianças, formou grupo político e mantém influência ativa em diversas regiões do Maranhão.

Sua capacidade de diálogo, somada ao histórico administrativo, faz dele uma das figuras mais respeitadas dentro do cenário político estadual.

Além disso, sua ligação com importantes lideranças e sua atuação estratégica ao longo dos anos reforçam sua posição como um dos protagonistas das eleições que se aproximam.

2026 já começou

Se a exoneração confirma ou não uma candidatura, o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: o movimento reposiciona Fábio Gentil no tabuleiro político e coloca seu nome novamente no centro das atenções.

Em um cenário cada vez mais dinâmico, onde alianças se formam e se desfazem rapidamente, a saída do governo pode ser o primeiro passo de uma caminhada que promete impactar diretamente as eleições de 2026.

E, se depender da sua trajetória até aqui, Fábio Gentil entra nesse novo ciclo não como coadjuvante, mas como um dos principais protagonistas da política maranhense.