E já se foram 15 anos...

15.7.14
Vitória aos 5 anos
O ano era 1999. Logo cedo, dirijo-me ao hospital com Eunice que, apesar dos nove meses, ainda não sentia as dores do parto. Um exame de ultra som recomendava uma cirurgia imediata.

Sem questionar, as primeiras providências são tomadas e Eunice é internada. Com a medicação tomada vieram então as primeiras dores, mas, mesmo assim, uma cesariana foi inevitável.

Minutos de tensão que logo se transformaram em 2 horas. De repente, uma enfermeira chega na ante-sala do centro cirúrgico da Casa de Saúde e me pergunta: “e a roupinha do bebê?”. Vixe! Tinha esquecido a roupa da menina em casa.

Com 14 anos (Em São Paulo)
Rapidamente saí em disparada para pegar a roupinha que já estava preparada havia muito tempo e passei todo o percurso, tanto na ida quanto na volta entre o hospital e a minha casa, falando sozinho com minha filha que ainda nem tinha visto.

Assim que entreguei a roupinha, em poucos minutos trazem minha pequenina. Que linda! Olhinhos fechados, mas já bem esperta a mexer os dedinhos. A imagem daquelas mãos ficou na minha memória de tal maneira que só viesse a ver ela 20 ou 30 anos depois, reconheceria imediatamente fosse que tamanho já estivesse. Ainda bem que isso não aconteceu e acompanho ela durante todos os dias dos últimos 15 anos.

Quando nasce um filho, os sonhos e as preocupações passam a ser todos deles e para eles. Não existe um caminho que sigamos sem que eles estejam do nosso lado.

Numa de nossas viagens (São Paulo)
Não acumulei decepções com minha pequena Vitória. Estudiosa desde a infância, continua a ser uma aluna bem aplicada e sem necessidade de cobrar-lhe mais estudo. Quando sente que algo não vai bem em determinado assunto na escola, ela mesmo procura reforço ou junta-se com as amigas em busca de conhecimento. Não tenho nenhuma preocupação em relação a sua dedicação aos estudos.

Daquela menina que encantava a todos, Vitória tornou-se uma adolescente mais linda ainda.

Dona de mim, consegue quase tudo que pede. Faço com prazer, pois as obrigações como filha ela cumpre sempre além das expectativas.

Hoje completa 15 anos. Sinto que cada vez mais estou perdendo aquele controle de pai com a filha pequena. Resisto a isso, mas sei que daqui a algum tempo serei eu a ser controlado por ela. E serei com orgulho, pois os caminhos que lhe ensinei, certamente me serão devolvidos, mas apenas no tempo certo, porque agora só quero curtir minha ainda pequena Vitória.

Parabéns, minha princesa Vitória Sabá.

E a aquela viagem tá de pé, viu!

1 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Bonita homenagem amigo Sabá.

Postar um comentário