Léo Coutinho e um 2013 perdido para Caxias

13.12.13
Eleito graças ao poderio político e econômico do então prefeito Humberto, Léo Coutinho mostrou-se uma decepção sem igual na história política de Caxias.

Bem criado, com uma formação profissional exemplar (foi aprovado em vários concursos públicos) e recebendo uma administração das mãos do tio que era vendida pela própria família e aliados “como a melhor do Maranhão, e uma das melhores do Nordeste”, o jovem que foi apresentado na campanha eleitoral de 2012 como o supra-sumo da competência administrativa mostrou-se um verdadeiro desastre administrativo.
 
Com a maioria das ruas da cidade em obras para a louvável troca da rede de fornecimento de água, o projeto não foi pensado como deveria ter sido e os remendos feitos em seguida levam transtorno aos condutores.

A perversa política salarial do ex-prefeito Humberto Coutinho, onde os servidores da Prefeitura recebem os piores salários da região em todos os níveis da administração, foi mantida a risca pelo sucessor. Léo Coutinho continua pagando em dia, como o tio, e muito mal, igualmente ao tio.

Cansados de tentar uma saída amigável e buscar o diálogo exaustivamente, os guardas municipais de Caxias decretaram greve por melhorias salariais e melhores condições de trabalho. O prefeito procurou a Justiça e o movimento paredista foi abortado.  Os agentes de Saúde, penalizados com o inexplicável desconto de R$ 80 reais nos seus vencimentos ao longo dos anos também se sentiram encorajados e foram às ruas no apoio a greve dos guardas, medida que teve o apoio incondicional do bravo e valoroso Sintrap, entidade sindical que abrange os professores do município e demais servidores da administração.

As demissões ocorridas no início do governo Léo Coutinho, estimadas em 2000 (duas mil), colaboraram para que o comércio de Caxias sentisse o baque e passasse a viver um 2013 de incertezas sobre o que vem pela frente.

Mas se existe medo, incertezas e protestos contra o prefeito Léo Coutinho, esses sentimentos mudam de tom quando olhamos para a área da saúde de Caxias. A revolta de pais e mães de família que sofrem nas filas dos postos de saúde, e que buscam no Hospital Geral um atendimento que quase sempre não existe, ou é inadequado, ajudam a pintar o quadro de calamidade em que vive nossa cidade.

Mas se a decepção de Léo Coutinho foi e está sendo sentida somente no campo administrativo, isso teria como ser contornado. Léo Coutinho mostrou também uma inabilidade tremenda no campo político.

Os vereadores Catulé e Fábio Gentil eram os mais destacados soldados da tropa coutinhiana no parlamento local. Referências políticas importantes na cidade, a voz de ambos sempre teve um peso diferenciado na defesa dos dois governos de Humberto Coutinho entre 2005-2012.

O desgaste natural da relação política entre os referidos vereadores e o chefe do grupo foi potencializado pela falta de traquejo político do prefeito Léo Coutinho que, embora tendo as ferramentas para sustar o rompimento que se anunciava, nada fez. Essa paralisia para solucionar a crise na base aliada ocorreu ou porque foi orientado para isso, ou nada fez porque não sabia como fazê-lo. O resultado disso está aí: Catulé e Fábio Gentil comandam uma oposição considerável no legislativo e constantemente levam dor de cabeça aos inquilinos do Palácio da Cidade.

Léo Coutinho foi vendido como uma promessa na campanha de 2012, mas o resultado daquela promessa é sentida hoje pelos caxienses que procuram o poder público em busca dos seus direitos básicos: saúde, educação, salário digno, trânsito seguro e transparência na aplicação dos recursos públicos.

O ano de 2013 ficará marcado para sempre na memória dos caxienses como um ano perdido.

Só para que aqueles mais incautos e dados a bajulação pelo poder não percam tempo com comentários tolos no blog, apresento-lhes aqui uma reflexão que com certeza irá exercitar seu raciocínio: Quando prefeito, Humberto Coutinho nos presenteava todos os meses com pesquisas de opinião onde sua popularidade estava sempre nas alturas. As pesquisas continuam sendo feitas todos os meses, mas por que será que nunca mais foram divulgadas?

5 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Sabá é por isso que sua coluna é a que melhor retrata nossa realidade.

    Matéria muito bem feita, com termos certos para as coisas incertas desta província.

    Resumiu a situação atual de uma cidade que tinha tudo para crescer.

    Fomos enganados. Contudo, não seremos mais.

    É unânime e inconteste:

    " Leonardo Coutinho Barroso pode ser bom em outro ramo, menos nesse de gerir um município deste porte. Talvez se dessem para ele um com 100 habitantes poderia desenvolver um bom trabalho, ou não hein ?!"

    E o que nos anima, se é que podemos considerar um atenuante, é que ele próprio sentiu, sente e sentirá o descontentamento de nossa gente.

    Ficou cravado nas ruas e memórias de todos, o quão ineficiente, amador, inconstante, relapso e inconsistente é o rapaz que nos foi vendido. Superou todas as expectativas e bolões que correram na cidade.

    Está tudo dominado....Vivemos em um cangaço.

    BEM-VINDO a COUTINHÓPOLIS ....

    Quem estiver achando ruim, a BR-316 é a serventia da casa...

    Marcelo Alcântara de Bourbon e Algarves Kuerten II



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  1. Anônimo disse...:

    esse projeto de prefeito ai é uma vergonha, uma verdadeira e total desorganização.

  1. Anônimo disse...:

    Mais um arrogante,da família Coutinho.Quem sai aos seus,não degenera....

  1. Unknown disse...:

    De fato à fatos, a política nos traz de tudo um pouco, vejamos:
    1- a esperança que nunca morre;
    2- acredita-se que quem erra pode mudar;
    3- lembrar que as promessas na política só valem em período eleitoral;
    4- não existe força em palavras soltas, porém deve-se crer em ações concretas;
    5- em política não se diz: "nunca errarei", pois o erro com hombridade constrói o cidadão sem vícios;
    6- não diga "nunca serei um político" pois somos políticos em todas as relações humanas;
    7- o sistema não corrompe as pessoas. São elas que se deixam corromper;
    8- em política a heterogenia de ideologias existe, o que não existe, é o ente cidadão ser motivação da causa em detrimento do dinheiro;
    9- alternância de poder é a legitima democracia;
    10- povo consciente, não deixa a mesmice reinar para sempre...


  1. Anônimo disse...:

    votei nessa figura, muita fantasia, mais irei da o troco no próximo ano na votação para governo do estado, eu votei no flavio dino na eleição passada, mas com essa péssima administração desse prefeito irei repensar meu voto.

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