Anonimato, uma praga que infesta as redes sociais! Jornalista Edmilson Sanches esclarece leitores e propõe diálogo com comentaristas do blog

17.12.13
Jornalista Edmilson Sanches
Desde que lancei este blog, travo várias batalhas no dia a dia da política caxiense e na apuração de assuntos que possam interessar e provocar o debate com os leitores deste espaço. Minha luta diária é bastante árdua na realização dessas tarefas, mas nenhuma é maior que meu combate a praga do anonimato que infesta as redes sociais.

Todos os dias tenho que excluir dezenas de comentários ofensivos e repugnantes contra figuras públicas de nossa sociedade. Num ato de covardia, alguns leitores aproveitam o anonimato e passam a expor recalques e frustrações contra desafetos e até mesmo contra mim. São tão tolos, que perdem tempo acreditando que irei publicar ofensas descabidas contra a minha pessoa. Publico apenas algumas para aliviar a tensão dessa turma, que acredito terem um contra-cheque da Prefeitura de Caxias.

Na postagem feita nas primeiras horas da manhã de ontem, onde abordo o discurso de posse do jornalista Edmilson Sanches no Instituto Histórico e Geográfico de Caxias – IHGC, dois comentaristas, que chegaram até a se identificar, criticaram a postura do jornalista contra o descaso do atual governo com a cultura da sua terra (Sanches é caxiense).

O discurso ora em questão trata-se de um texto primoroso sobre nomes de caxienses que não são lembrados em sua terra natal.

Covardia do anonimato não engrandece o debate
Mesmo sem conhecer Sanches pessoalmente (conheço apenas seu trabalho, que diga-se de passagem, é de um grande e respeitado profissional de comunicação) fiz uma defesa contra aqueles que o criticavam, pois vi nos argumentos dos comentaristas, muitas incongruências e desconhecimento da vida do novo membro do IHGC.

Num tom respeitoso, Sanches me enviou correspondência propondo um encontro com os comentaristas para esclarecer a eles os equívocos contidos nos comentários publicados aqui no blog.

Eis a correspondência recebida de ES:

Cláudio Sabá: Gostaria que você mediasse um encontro pessoal, civilizado, com os tais Srs. Antônio Sousa e Júlio César, se não forem nomes falsos repassando informações igualmente falsas.

Só tenho uma cara, mas, se tivesse duzentas, todas teriam vergonha. Nunca ataquei "a tudo e a todos" (não é isso o que a população conhece de mim em Imperatriz); nunca "fiz política por mais de 30 anos" (estou há pouco mais de 10). Nunca pedi emprego público para mim nem para familiares ou amigos. Não aceitei jogadas, quotas de cargos, propinas. Não sou candidato a santo, mas voluntariamente não faço o jogo da corrupção. Perco amizades, perco eleições, perco empregos, mas não me perco do caminho que, apenas para mim, julgo lícito escolher.

Não me reelegi porque era pré-candidato a prefeito, com baixíssima rejeição e a poucos pontos percentuais do primeiro colocado, na época (a informação está na Internet); aí, por opção do partido, com vistas a formação de coligação/projeto eleições ao Governo estadual, mesmo sabendo das chances, preferiu-se assegurar o projeto maior, e não houve tempo (nem recursos; partido pequeno, sabem como é) para relançar-me a reeleição, pois a cidade sabia de meu nome para prefeito. Sequer dispus de tempo no horário eleitoral gratuito, afora uma ou duas inserções.

Não "troquei" Caxias por Imperatriz: passei, na época, em três concursos federais e, arrimo de família, tomei posse na primeira instituição que me chamou -- e designou-me para Imperatriz, depois Fortaleza, depois Brasília.

Sou caxiense orgulhoso da história do município, aqui estudei, trabalhei, escrevi livros e em jornais, venho a Caxias várias vezes ao ano, aqui tenho familiares e diversos amigos, madrinhas, gente que sabe de minha índole, de minhas raízes. Não estudei tanto para ser mal-educado.

Presentemente, desde que há dois/três anos "descobri" algumas informações que remontam o início da existência histórica de Caxias para quatro séculos atrás, venho desenvolvendo um projeto tipo "Caxias 400 Anos", que se avulta e se afirma dia a dia. Não preciso de autorização para visitar nossa cidade nem para nela desenvolver projetos que passam longe de cofres municipais. Tenho amizade antiga (década de 1970) com os principais líderes dos dois principais grupos políticos e a eles não devo nem peço bênção, mas tenho por ambos e ambos têm por mim respeito.

Se não posso ajudar, prejudicar não me interessa.

Mantenho minha disposição de dialogar com os Srs. dois leitores acima. Espero que os nomes e eles próprios sejam pessoas de verdade -- pois o que escreveram, afora as menções de cortesia, não o são.

Os Srs. Júlio e Antônio sabem, e também o Cláudio, que é perda de tempo andar "respondendo" a pessoas presumivelmente anônimas, pois empregaríamos a vida toda só nisso, já que ao abrigo do anonimato virtual e nem tanto virtuoso pessoas falam o que querem sem poder serem apenadas (quando fosse o caso) por isso. Mas sou do tipo que ainda acredita que há vida inteligente mesmo por detrás do anonimato. Assim, está lançado o convite: escrevam para o Sabá, marquem hora e local e conversemos. No mínimo, seremos quatro pessoas que, civilizadamente, aprenderam a respeitar melhor uns aos outros. Aguardo. (EDMILSON SANCHES)

2 comentários:

  1. Julio cesar disse...:

    Saba, vc agora tem dois pesos e duas medidas, pq vc nao publicou meu comentário sobre esse rapaz, nao desrespeitei ele em nenhum momento e vc ta podando minha opinião , por favor publique, pois meu nome e Julio César e moro na avenida 6 Cohab

  1. Cláudio Sabá disse...:

    Façamos o seguinte, Julio Cesar (Seu nome não tem acento agudo?!), antes de publicar palavras ofensivas, seria mais sensato organizar um encontro como esse que o Edmilson Sanches propôs, onde poderíamos aparar arestas ou desmascarar quem deve ser desmascarado. Ah! A avenida 6 da Cohab é muito grande e ficaria difícil pra mim procurar casa por casa onde você mora. Manda o número que eu garanto que te farei uma visita para que possamos enriquecer o debate do blog. Abraços!

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