Presidente da Associação Industrial do Piauí diz que Timon ganhará várias indústrias após aumento de impostos naquele estado

4.11.17
Do Blog do Elias Lacerda - O presidente da Associação Industrial do Piauí, Gilberto Pedrosa, fez rasgados elogios ao Polo empresarial de Timon e a política de impostos do governo do Maranhão. Criticando o novo aumento de impostos do governo do Piauí aprovado na Assembleia Legislativa e que será implantado a partir de 2018, Pedrosa prevê que Timon ganhará muito com isso, pois várias indústrias piauienses deverão se instalar no Polo Empresarial timonense para fugir da carga tributária do estado vizinho.

Em entrevista a a rádio Cidade Verde de Teresina nesta quarta-feira (1º), o presidente da Associação Industrial do Piauí, Gilberto Pedrosa, afirmou que a alta na alíquota do ICMS a partir de 2018 pode gerar uma fuga de empresas para o vizinho estado do Maranhão, onde a cobrança de tributos seria menor. Na Manhã desta quarta, o projeto que aumenta impostos foi aprovado na íntegra na Assembleia Legislativa.

“Nós achamos que vai diminuir o consumo e pode até cair a arrecadação do Governo. Vamos sofrer uma concorrência desleal com a cidade vizinha de Timon (MA)”, disse Pedrosa, na Rádio Cidade Verde, ao fazer a comparação com empresas instaladas em Teresina (PI).

Gilberto Pedrosa classificou o distrito industrial de Timon como o “sonho de consumo dos empresários do Piauí”, pelas condições de infraestrutura. “Nós não temos nem asfalto na frente das nossas indústrias. Lá é tudo pavimentado”, acrescentou o empresário, reforçando que o aumento de impostos pode levar à mudança de empresas da capital piauiense para o outro lado do rio Parnaíba.

O presidente da AIP ressaltou que os empresários sempre tiveram um bom diálogo com a atual gestão do Governo do Piauí, com o qual estão batendo de frente pela primeira vez por não aceitarem o aumento de impostos, que deve atingir comunicações, combustíveis e cigarros e derivados.

Para Pedrosa, o Governo gasta muito com folha de pagamento, sem ter sobra para fazer investimentos em infraestrutura. “É um Estado inviável. O governador é um mero gestor de folha de pagamento”, criticou.

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