Na falta de oposição, vereadores governistas em Caxias se exaltam e sessão pega fogo nesta segunda-feira (20)

21.5.19

Provocado, vereador Jerônimo deu resposta a altura para o inábil líder do governo

A alta aprovação do prefeito Fábio Gentil aferida a cada pesquisa de opinião está provocando um efeito colateral poucas vezes visto na classe política do município, mais precisamente na Câmara Municipal, onde a falta de uma oposição que represente algum problema ao chefe do Executivo, produziu na sessão desta segunda-feira (20), um clima de animosidade entre os membros da base governista.

Tudo começou quando o líder do governo, vereador Sargento Moisés, trouxe à tona uma declaração do colega Jerônimo Cavalcanti, onde o mesmo teria afirmado que ele, Sargento Moisés, dissera em sessão anterior que para falar qualquer assunto na Câmara “teria que pedir autorização para o prefeito”, “eu nunca disse isso”, contestou Moisés, no que foi respondido rispidamente pelo colega.

Bastante exaltado com o infeliz comentário, Jerônimo Cavalcanti subiu o tom e disse que não era subserviente e nunca iria pedir licença para o prefeito para fazer qualquer denúncia na Câmara. “Denúncia o vereador tem que fazer sem precisar ir lá pedir a benção para prefeito ou perguntar se pode ou não”, rebateu ele em tom enfático.

Todo o entrevero entre os governistas aconteceu no pequeno expediente, onde cada vereador tem direito a usar o microfone por 5 minutos e sem direito a aparte, sendo que visivelmente nervoso com a incisiva manifestação de Jerônimo, o líder do governo ocupou novamente o microfone e tentou rebater Jerônimo chamando-o até mesmo de mentiroso e resgatando uma investigação envolvendo a APAE ocorrida em 2017, deixando claro seu nervosismo.  “Não era pra investigar o vereador Jerônimo, e é preciso que ele conheça o Regimento Interno desta Casa”, disse Jerônimo que aproveitou a discussão para esclarecer as irregularidades daquela investigação contra a APAE e que já foi denunciado ao Ministério Público e à Polícia.

A falta de uma oposição qualificada, e que tenha capacidade para representar um risco mínimo ao governo municipal, acaba provocando o que se viu na sessão legislativa desta segunda-feira, onde o líder do governo provoca um colega da base de forma desnecessária e fica visivelmente desconfortável com a resposta recebida.  

É bom o prefeito Fábio Gentil reorganizar sua esmagadora maioria no parlamento, pois a inabilidade demonstrada pelo seu líder pode lhe provocar dissabores daqui por diante.

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