![]() |
DISCURSO ATRASADO / Thais
Coutinho e Jerônimo falaram em caos na saúde talvez imaginando
que ainda estavam em
2016
|
Chega a ser patética a atuação da oposição ao
prefeito Fábio Gentil na Câmara Municipal de Caxias.
Na sessão desta quarta-feira, 10, sem dados e
sem fatos verídicos, a vereadora Thais Coutinho tentou faturar politicamente
com a saúde de Caxias.
![]() |
Vereador Antonio Ximenes votou contra audiência pública
proposta pela representante da família Coutinho e deu aula de política ao justificar sua posição |
Falando em um suposto caos no setor, a
vereadora defendeu de forma ardorosa a realização de uma audiência pública para
debater o tema, o que foi rejeitado pela maioria governista, ficando 10
vereadores contra e apenas 5 favoráveis. “Nós temos um problema sério na nossa cidade
e eu acho que nós temos uma comissão de saúde na Casa... [vereador Sargento] Moisés
colocou ainda há pouco que é pertinente... O Conselho [de Saúde] propôs uma audiência
pública onde todos os envolvidos tem que participar e não só uma ou outra
entidade envolvida”, justificou Antonio Ximenes ao votar contra a
audiência pública (e política) proposta pela representante da família Coutinho
na Câmara. “Tem que ser uma coisa bem ampla, bem divulgada com a sociedade, não é
só as entidades que participam... a população tem que tomar conhecimento e tem
que participar, audiência pública o nome já está dizendo: audiência pública onde
todos tem o direito de participar, inclusive com vez e voz”, ensinou brilhantemente
Antonio Ximenes dando uma verdadeira aula de como fazer política sem rancor e
sem perseguição.
Na avalanche de criticas ao setor de saúde do
município, o vereador Jerônimo Cavalcanti teceu palavras duras e deselegantes contra
a secretária da pasta, médica Socorro Coutinho, usando termos pejorativos.
Jerônimo cobrou de forma contundente os
recursos oriundos do Ministério da Saúde que não estariam sendo repassados à
Apae – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, no que foi esclarecido
pelo vereador Sargento Moisés que a documentação para a efetivação do contrato com
o município só ainda não foi realizado pela ausência de documentos da referida
entidade. “O prefeito pode ser acionado por improbidade administrativa”, disse
Jerônimo insinuando que a culpa seria da secretária Socorro Coutinho, a quem chamou de “Socorro C” durante toda a sua fala.
Na tribuna, Durval Júnior esclareceu que o atual
prefeito poderia ser acionado por improbidade caso não efetuasse o repasse à
APAE mediante a produção da entidade. “Agora, o que o prefeito Fábio Gentil quer e
está querendo junto com sua equipe de saúde, é a produção, a produção do que a
APAE está fazendo pelo povo de Caxias. ...Ou seja, se a APAE produzir R$ 300
mil reais, vai ser pago os R$ 300 mil reais, pois esse recurso é único e
exclusivo da APAE”, disse Durval tocando cirurgicamente na raiz do
problema.
Recado
- “Aqui,
tem conta de senhores que vão passar pela apreciação desta Casa, agora pra
passar essas contas pela apreciação desta Casa, eu não quero hilux, não, e aqui
nenhum amigo meu vai querer. Eu não quero 100 mil, eu não quero 30 mil, eu
quero é que o recurso da saúde volte pra Caxias”, finalizou Durval.
Sem se atentar ao triste e negro passado
deixado pelo seu primo, Thais chegou a dizer na tribuna que fazer saúde custa “caro”
e questionou para onde o dinheiro está indo: “Eu sei que a quantidade [de
dinheiro] não é pra resolver tudo do município, porque se fazer saúde, se fazer
saúde é cara. Eu sei o quanto é cara, mas, infelizmente, o recurso que vem tá
aonde?”, perguntou ela no início da sua fala e cujas indagações foram
respondidas pelos vereadores Durval e Darlan com um choque de realidade, pois
lembraram à colega o fim dos convênios existentes no governo anterior.
Caso a vereadora não lembre, ou não queira
lembrar, na gestão do seu primo, onde o verdadeiro caos na saúde era visível em
todos os setores, o governo Flávio Dino mantinha dois robustos convênios com a
saúde do município, onde a UPA recebia uma média de R$ 500 mil reais mensais
para custeio do quadro de servidores, e a Maternidade Carmosina Coutinho mais
R$ 1.350.000,00/mês e, mesmo assim, nossa cidade foi destaque negativo em
todo o Brasil com o triste caso da morte de centenas de recém-nascidos naquela
unidade de saúde.
![]() |
Sargento Moisés lamentou o fato da TV da família
Coutinho permanecer na Câmara apenas nos discursos oposicionistas e não apresentar a versão dos governistas |
Só para se ter uma ideia do esforço da gestão
Fábio Gentil para que o setor não entre em colapso, a média mensal de transferência
do FPM – Fundo de Participação dos Municípios, recurso destinado a manutenção
de prédios públicos, conservação de ruas, calçadas e diversas secretarias, é da
ordem de R$ 1.600.000,00, o que é bem próximo do valor que a cidade deixou de
receber do governo Flávio Dino tão logo o prefeito Léo Coutinho foi expulso da
Prefeitura pelo povo.
Falar em caos, desastre e incompetência na
saúde de Caxias, e que não se deve lembrar do passado é um discurso hipócrita e
que só serve para animar os apaixonados de um grupo que o povo rejeitou nas
urnas.
“História é uma ciência que estuda o passado
para poder compreender o presente e projetar o futuro pra justamente não
cometer os mesmos erros”, disse o vereador Sargento Moisés ao
finalizar sua fala na tribuna e dando mais uma aula de bom senso aos
saudosistas de um tempo sombrio no município.
0 comentários:
Postar um comentário