PT caxiense se isola e 2016 pode representar o fim da sigla no município

7.3.16
Desde a sua fundação, no início da década de 1980, o Partido dos Trabalhadores em Caxias nunca conseguiu se destacar e nem teve papel significativo na composição com outros partidos com vistas a disputas eleitorais.

Nem mesmo nas eleições vencidas por Lula e Dilma, onde o PT conseguiu, em centenas de cidades Brasil afora, acompanhar o sucesso nacional, em Caxias essa onda do lulismo não chegou a empolgar os eleitores da princesa do sertão.

Comandado no município pela família Teixeira, os dirigentes da sigla, mesmo tendo forte ligações com o PT nacional, onde Mundico Teixeira, pai do atual presidente, é um dos fundadores do Partido em São Paulo, jamais conseguiram tornar a agremiação simpática aos olhos dos caxienses.

No ano da sucessão municipal, novamente o PT caxiense se fecha para discussões com a sociedade e nenhum debate é feito com vistas as eleições de outubro.

As tradicionais reuniões com siglas igualmente nanicas no município não acontecem, e nem os encontros do diretório municipal, onde são feitas análises e conjecturas muitas vezes distantes da realidade, estão no dia a dia do Partido dos Trabalhadores do município.

Diante dessa apatia do PT caxiense, alguns filiados dão como certa a existência de um movimento que visa aproximar a sigla para os braços do deputado Humberto Coutinho. “Somente essa possibilidade é viável diante da falta de discussões com a militância sobre os rumos que devemos tomar em outubro”, disse-me um filiado do Partido na condição do anonimato e acrescentando que uma aproximação com o grupo Coutinho, “atenderia aos interesses da família do atual presidente, que não estão mais ocupando nenhum cargo público no governo estadual e federal, e que, com uma aproximação com o deputado Humberto Coutinho, poderiam ganhar algum cargo de visibilidade”.

Caso o Partido dos Trabalhadores em Caxias abandone as trincheiras oposicionistas em busca de espaço no grupo Coutinho, a movimentação significaria o fim da sigla em solo caxiense, onde o eleitorado tradicional dos petistas não iria apoiar uma mudança tão brusca e não perdoaria os dirigentes petistas.

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