Os assassínios de árvores centenárias na Terra do Poeta Gonçalves Dias.

17.2.15
Por Francinaldo Morais, professor de História, membro do IHGC e acadêmico de Direito.

“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor.” (Desmond Tutu)

Sabiá que nada. O que precisamos é de mais estacionamentos! Uma por uma, as centenárias árvores, onde pousavam os sabiás (e outros pássaros) para os seus cantos matinais, estão sendo assassinadas no Centro Histórico de Caxias-MA. Coincidência ou não, neste caso, a “terceirizada” que executa o assassínio, opera em meio ao carnaval, período de pouco ou quase nulo fluxo de pessoas no local.

Quem foi consultado? Quem forneceu a licença? Cadê o pessoal do Patrimônio Histórico; da Secretaria de Meio Ambiente; da Promotoria Ambiental? Cadê os velhos e novos poetas, herdeiros da paixão ambiental de Gonçalves Dias e Coelho Neto? Quantas moedas vale(m) este silêncio que nos compromete criminalmente, em face das futuras gerações caxienses?

Há pouco, eu e Solange Morais, paramos para assistir os últimos estertores vitais  da árvore (e da Stihl assassina!) situada entre a agência central do Banco do Brasil e a lanchonete Senadinho (vide o vídeo “Passeio Virtual em Caxias Maranhão”, postado em 23.07.2011, onde é possível perceber, “en passant”,  a altura e a frondosidade da “decujas” árvore).

Depois do carnaval, quando voltarmos a passear pelo local, veremos a imensa cova a ser cimentada para receber, muito provavelmente, os veículos de potentados e dos sub e gerentes daquele “banco do povo”. Ah! Eduardo Costa! (“No caminho com Maiakovski”) E como não reagimos no início, já não podemos fazer mais nada.

Que ela – a mais recente árvore assassinada na Terra do Poeta dos sabiás– descanse em paz!

2 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    francinaldo kade as telhas francesas do Antigo Colegio Sao Raimundo? o que voce fez delas quando diretor do colegio?

  1. Anônimo disse...:

    Parabéns pelo artigo. Me orgulho de ter sido aluno de um dos professores mais inteligentes e politizados da minha terra. Francinaldo é o cara.

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