Caxias contra LGBTfobia - Parada da Diversidade reúne milhares de pessoas em Caxias

12.9.17
Milhares de pessoas mais uma vez tomaram conta da Avenida Senador Alexandre Costa, na 12ª Parada da Diversidade de Caxias, realizada no domingo (10). Além dos munícipes, 32 caravanas de várias cidades do país, a exemplo de São Paulo, Salvador, Fortaleza, Teresina e São Luís, marcaram presença no evento.

O movimento é promovido tradicionalmente pela Associação de Gays, Lésbicas e Profissionais do Sexo (Agleps). O tema deste ano foi "Caxias contra LGBTfobia: nenhum direito a menos", trazendo a conscientização acerca da homofobia e a crescente estatística de violência sexual contra os LGBTs.

A programação começou no fim da tarde, com concentração do público no início da avenida, seguido do arrastão do trio elétrico ao comando da cantora caxiense participante do The Voice Brasil, Tori Huang. À noite, houve performances de artistas e drag queens, encerrando com o show da vocalista Lene Silva e o Groove da Negona.

Para Patrícia Tinder, de Teresina, transformista há 25 anos, "a Parada da Diversidade de Caxias é extremamente organizada, voltada para toda a sociedade, famílias, crianças, e não somente para os gays. É importante que todos aprendam a respeitar quem é diferente".

Presença de autoridades

O prefeito de Caxias, Fábio Gentil, e o secretário municipal de Governo, Catulé Júnior, marcaram presença no evento. "O melhor de tudo foi ver as autoridades no trio, nos valorizando, nos prestigiando, nos apoiando. Isso nos dá mais respaldo", destacou o coordenador executivo da Agleps, Edilson da Cohab.

"Nosso apoio demonstra o respeito que nós, na função de prefeito e como seres humanos, temos com todos aqueles que precisam. Até porque entendemos que não é questão de opção, é uma orientação sexual, e qualquer discriminação é crime. Estamos aqui para dizer a todos os caxienses que precisamos respeitar", afirmou o prefeito Fábio Gentil.

O secretário Catulé Júnior foi o padrinho desta edição da Parada da Diversidade. "É uma satisfação ter recebido o convite para ser padrinho. Isso é fruto do nosso respeito com toda a comunidade. Nós precisamos aprender a conviver com as diferenças e respeitar o direito que cada um tem de manifestar seus sentimentos. Essa é uma comunidade numerosa e que vem a cada ano mostrando a sua força em busca do respeito aos seus direitos".

Fonte: João Lopes/Portal Noca

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