Instinto de sobrevivência - Vereadores aliados se jogam como kamikazes na defesa do governo Léo Coutinho

16.2.16
Apesar de reclamarem horrores nos bastidores, vereadores governistas tentam 
ganhar algum beneficio com o prefeito

O blog acertou em partes ao publicar na manhã desta segunda-feira, 15, que o vereador Léo Barata iria fazer o papel de kamikaze na Câmara na defesa do prefeito Léo Coutinho. Digo em partes porque o papel de suicida político não coube somente ao ex-secretário de Cultura, mas sim de boa parte da base aliada.

Um Léo Coutinho “humano”, “sensível”, “competente” e “trabalhador” foi encontrado nos discursos dos governistas Mário Assunção, Thaís Coutinho, Ana Lúcia Ximenes e Léo Barata, que acabou por não conseguir, como queria, todos os holofotes para a defesa solitária do prefeito.

Logo na abertura dos trabalhos legislativos, quando travou-se um debate entre o oposicionista Catulé e a presidente Ana Lúcia Ximenes, sobre a leitura da mensagem do prefeito, que só acontecria ao término da sessão, sem a possibilidade de análise e comentários dos parlamentares, acabou prevalecendo a vontade da ultragovernista comandante-em-chefe da Câmara, impossibilitando um contraponto dos oposicionistas.

Catulé fez questão de registrar o descrédito da Câmara caxiense durante as gestões da família Coutinho, que ao contrário das assembleias legislativas e do Congresso Nacional, onde tanto o presidente da República como os governadores dos estados comparecem nas respectivas casas legislativas para fazer a leitura da mensagem do Executivo, numa forma de respeito e harmonia entre os poderes, o mesmo nunca aconteceu em Caxias .

Coube também a Catulé a primeira saudação a Léo Barata pela volta ao legislativo e reconhecer o esforço do colega para fazer um grande trabalho na Cultura do município, que, segundo o parlamentar, não foi possível devido a falta de apoio do prefeito. “Vejo no Jornal Pequeno a publicação de um edital de licitação que será feita na Secretaria de Cultura, justamente depois que Vossa Excelência deixa a pasta, eles agora estão preocupados com o setor”.

“Deixou um buraco na Cultura”

Como sempre, a vereadora Thaís Coutinho conseguiu roubar a cena com seus discursos.

Ao falar do trabalho de Léo Barata na pasta que comandou por poucos mais de 3 anos, Thais disse que o mesmo “deixou um buraco na Cultura”.

Embora sem saber construir um discurso minimamente coeso, o tal do “buraco” deixado por baratinha que a prima do prefeito se referiu não se trata de nenhum desfalque financeiro ou coisa parecida, mas sim ao vazio deixado pelo colega no que seria um grande trabalho desenvolvido pelo mesmo na cultura.

Doença de HC teria sido uma das causas da má administração

Tentando fazer a diferença no papel de kamikaze do grupo Coutinho, Léo Barata se juntou a colega Thais Coutinho para saber quem cometeu a maior gafe da noite.

É que ao relatar as supostas dificuldades do nosso incompetente gestor nos primeiros dois anos de mandato, baratinha acabou colocando a doença de Humberto Coutinho, além da suposta perseguição do governo Roseana, como um dos fatores que acabaram por dificultar a primeira metade da administração Léo Coutinho, gafe devidamente anotada por Catulé num providencial aparte onde enumerou todas as incoerências do discurso do candidato nº 1 a kamikaze.  

Com a base governista fazendo rasgados elogios ao prefeito Léo Coutinho, coube a vereadora Benvinda Almeida fazer o que certamente foi o mais coerente discurso da noite.

Benvinda abordou as incoerências dos discursos governistas e a realidade vivida pelos caxienses. “Fecham hospitais, descredenciam clínicas de quem não comunga com a política deles e nem o IML, que foi transferido de Caxias para Timon, e que aumenta a dor de quem perdeu um parente e tem que esperar até 2 dias após a morte para receber seu parente”, desabafou a oposicionista.

Fábio Gentil fez um duro discurso relatando os detalhes que levaram ao descredenciamento da Clínica Santa Teresinha, de propriedade do seu primo, Ermando Filho, como um ato de perseguição política devido ao seu grau de parentesco com o proprietário.

O prefeito é um pau mandado, pois disse que estava descredenciando a clínica do Dr. Ermando por ordens do seu tio, deputado Humberto Coutinho”, disparou Fábio Gentil.

Como não poderia deixar de ser, a claque, formada por mensalinhos e fantasmas da Assembleia, se fez presente para dar apoio moral aos vereadores governistas. Aqueles mais desprovidos da sorte, que formam a periferia dos mensalinhos, eram os mais empolgados e vez ou outra ensaiavam um aplauso mais forte quando o prefeito era elogiado.

Apelação ao extremo

Até o batido e surrado pagamento em dia dos salários dos servidores da Prefeitura foi abordado nos discursos governistas, mostrando que, embora vez ou outra tentem vender um Léo Coutinho dinâmico e capaz, o pagamento em dia dos salários continua sendo o pilar dos discursos coutinhianos, tanto faz ele ser vereador, fantasma ou mensalinho.

A primeira sessão legislativa do ano serviu para mostrar que Léo Barata não irá surfar sozinho nessa onda de candidato a kamikaze, pois alguns colegas governistas parece que estão enciumados com os benefícios que ele poderá receber do Palácio da Cidade pelos seus préstimos e prometem se jogar de peito aberto no ingrato papel de escudo do governo Léo Coutinho.

2 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Caro Cláudio Sabá,

    Permita-me algumas palavras....



    " CONSIDERAÇÕES DO ALTO DA BALAIADA DESATIVADA "


    * THAÍS: Sem oratória, sem carisma e sem noção. Vive na década de 80. Acredita que o Dinheiro compra o Povo. Não concatena nenhuma ideia ou frase sequer.

    * JERÔNIMO: Faz o tipo 'entendido de tudo', mas não sabe de absolutamente nada. Deixou 90 % dos seus eleitores sem amparo nenhum. Empurrando o Povo com a barriga, em meio a gritos e destemperos no seu gabinete, ouvidos lá da porta da câmara municipal. Mistura a política com o pessoal. O público com o privado. Vai se desdobrar em vários para se reeleger.

    CATULÉ: O mais realista de todos, independente do que pensara antes, e de qual lado esteve noutras épocas, hoje, é o porta-voz de 80 % dos caxienses. Com discurso forte e contundente, detona o dispositivo da sensibilidade do Legislativo.


    DURVAL: Diz que briga pelo povo, diz não concordar com o modo de agir do prefeito playmobil, blá,blá,blá.....#SÓ QUE NÃO. Na verdade, quer chamar a atenção e virar os holofotes para si.


    BENVINDA: Junto com o Destemido CATULÉ e o Incansável FÁBIO, reforça os pensamentos da MAIORIA da população caxiense.

    GENIVAL: Sem expressão.

    NELZIR: Café-com-Leite.


    LUIS CARLOS: Destaque nos votos recebidos no último pleito, mantém seu eleitorado, mas se pender para o lado do atual prefeito, decepcionará muita gente. De bobo só tem o andar e o jeito de falar.


    ANA LÚCIA: Faz parte de um sistema antigo, que recicla as maneiras de atuar, mas não recicla a essência da atividade política. Se agarra na gestão atual com um sorriso amarelado sabendo que está defendendo o indefensável.


    TANIERY: Pode ter futuro promissor na política, se continuar sendo coerente nas afirmações. Vale a pena investir na busca de conhecimento político em si, quem sabe visitar câmaras de outras cidades de outros estados, no intuito de trazer novidades saudáveis para nosso município. Assessoras servem para isso também (escavacar toda legislação e expôr ideias. Não servem apenas para alimentar a página do Facebook da vereadora.


    FÁBIO: O Soldado de mais temido pelo Governo atual. Com tom de voz amena, ideias atualizadas e de vanguarda, constrói uma oposição coesa, com pilares fortes. Exímio Articulador.


    MÁRIO: Apesar de não ser utilizado e valorizado como deveria pelo Grupo atual, destaca-se pela diplomacia com que trata assuntos políticos e polêmicos que surgem nas pautas e nos corredores. Digamos que o MÁRIO é o INVERSO do JERÔNIMO, pois é tranquilo nas atitudes, cumpridor de promessas além de ponderado nas palavras.

    NETO: Faz o estilo `Luta pelos trabalhadores´, mas deve se firmar também em outra plataforma para não virar ex-vereador.


    LACERDA: Quis colocar todos outros vereadores no bolso, por meio de requerimentos, supostas feitorias e muita garganta, mas viu que cada edil tem seu reduto. No momento encontra-se no seu canto, mas pode sair pra batalha a qualquer momento. Detém alguns votos, mas se conchilar, o Itapecurú sobe, e ele dança.


    ANTÔNIO: Das antigas. Faturando bem na farda branca(mérito). O resto pra ele é consequência. Por vezes solta uns podres da gestão atual mas sem impacto. Vereador por esporte.


    BARATA: Figura como o mais emblemático. Será KAMIKAZE ? Então será corajoso. Como secretário fez muito pouco. Dizia que não fazia mais por ter limitações do prefeito. Agora quer ser advogado do Playmobil ?! Você não precisa se expôr Baratinha ! Fique na moita, você tem umas 40 dúzias de votos. Não estrague tudo.


    ELIAS: Se disse indignado com sobrinho do Doutor H. Se falou do fundo do coração, saiba que não é só você Elias! Os caxienses não suportam mais tanta soberba e despreparo também.


    RONALDO: Pelo pouco tempo que passou na casa, se mostrou quieto, sem atitude, sem participação...Talvez já sabendo do futuro na capital São Luis. Deve almejar mais do que simplesmente uma cadeira na simplória Câmara Municipal. E seus eleitores hein ?!


    EDILSON: Só observando....


    MARCELO ALCÂNTARA DE BOURBON E ALGARVES KUERTEN II

  1. Anônimo disse...:

    "qui, qui, qui... Léo Barata já, já, já... ta no papo" "rong, rong, rong... tá sim".

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