E com tornozeleira, pode?! Saindo das grades da Polícia Federal em 21 de janeiro, dono da Escutec fará pesquisa em Caxias usando tornezeleira eletrônica

12.2.16
Exclusivo: Alvará de Soltura de Fernando lhe impõe uso de tornezeleira eletrônica

Humberto Coutinho é vendido pela “mensalada” como exemplo de seriedade e honestidade. Enchem a boca os mais bajuladores de que o homem é um poço de virtudes.

Mas é bom os fantasmas e mensalinhos em geral tratarem logo de arrumar explicações minimamente plausíveis para explicar mais uma do deputado.

Desta vez terão que explicar a ligação tóxica do presidente da Assembleia com um dos seus mais diletos amigos, o enrolado empresário Fernando Júnior.

Contratado por R$ 10 mil reais para fazer uma pesquisa de opinião, no que já era considerado finado Instituto Escutec, o proprietário da empresa poderá marcar presença para fazer uma sondagem onde o grupo Coutinho espera apresentar o prefeito Léo Coutinho com números favoráveis de intenção de votos com vistas ao pleito de outubro.

Outrora ativo e festejado em diversas prefeituras Maranhão afora, Fernando Júnior se viu mergulhado num turbilhão de problemas com a justiça desde 2014 (ano em que começou a ser investigado) até o ano passado, quando foi preso juntamente com seus sócios na Operação Atallea da Policia Federal.

Tendo praticamente desativado a Escutec desde bem antes de sua temporada no cárcere, o site do Instituto informa que seu último trabalho aconteceu no município de Barra do Corda em setembro de 2014.

Também em 2014, ano em que já suspeitava estar na mira da PF, o empresário Fernando Júnior não teve nenhum trabalho registrado com a sua Escutec em Caxias, onde a família Coutinho é um dos seus maiores parceiros comerciais.

Sem ver o sol nascer quadrado desde o último dia 21 de janeiro, quando foi devolvido, com ressalvas, ao mundo dos homens livres, conforme Alvará de Soltura obtido com exclusividade pelo blog,  Fernando Júnior cumpre algumas restrições impostas pelo desembargador federal Mário César Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, de Brasília.

Tanto Fernando Júnior como Fabiano Bezerra da Silva e José Antonio Machado de Brito Filho estão, pelo despacho do Desembargador Federal, sujeitos as seguintes imposições: “proibição de acesso à Prefeitura de Anajatuba; proibição de manter contato com os demais corréus e testemunhas; proibição de ausentar-se da Comarca quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalhos fixos; suspensão de exercício de função pública e monitoramento eletrônico".

Bem, fico achando meio difícil os mensalinhos e fantasmas da AL encontrarem qualquer tipo de explicação para tentar justificar a seriedade de uma pesquisa de opinião feita por um dono de Instituto que tenha no seu prontuário, entre outras coisas, acusações gravíssimas feitas pela Polícia Federal e tendo saído da cadeia com menos de 30 dias.

Mas o mais chato, caso Fernando Júnior venha a Caxias comandar os trabalhos da sua Escutec, vai ser explicar o uso do acessório eletrônico no tornozelo.

Com a modernidade da informática e da telefonia móvel, a pesquisa da Escutec será feita, ou melhor, comandada a partir da residência do proprietário do Instituto na capital.

Vai ser bem melhor, pois já pensou no constrangimento de Fernando Júnior ao tentar trocar o cheque do seu trabalho no Banco do Brasil em Caxias e o alarme da agência disparar devido ao inconveniente aparelho instalado pela PF?

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