Decisões judiciais sobre soltura de Lula repercutem na Câmara de Caxias

12.11.19

A batalha de decisões judiciais que aconteceu sobre o alvará de soltura do ex-presidente Lula repercutiu no pequeno expediente da sessão de segunda-feira (11) na Câmara Municipal de Caxias.

O vereador Neto do Sindicato (PC do B) avaliou o caso de Lula como uma prisão política, "que a burguesia o manteve preso para não ganhar as eleições. A prisão em 2ª instância era inconstitucional. Agora a justiça foi feita e o Brasil voltou a sorrir".

Segundo o presidente da Câmara, vereador Catulé (PRB), "a medida tomada pelo Supremo beneficia os ricos, que assaltam, que roubam bilhões e não querem tirar 10 dias de cadeia; e prejudica os pobres, pois quando é condenado na primeira não tem condição de chegar até o último rito processual. Se fará justiça com alguns".

Durval Júnior (PSB) reforçou a inconstitucionalidade da prisão em 2ª instância. "Hoje é um dia feliz principalmente para aquelas pessoas mais humildes que têm no Lula o pai da pobreza. A soltura de Lula só foi possível porque os mecanismos internacionais estavam fazendo pressão também. Um país que não cumpre a lei, a sua Carta Magna, cai em descrédito".

Para Magno Magalhães (PSD), "o Judiciário só prende bandido pobre, preto e que não tem recurso para sair da cadeia. Vivemos uma crise institucional sem precedentes. O país hoje está dividido em quem é favor do Lula ou do Bolsonaro, e as instituições se acabando". (Ascom/CMC)

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