Na Câmara, oposição tenta se aproveitar do fim de convênios com o governo Flávio Dino e busca imputar o caos do governo Léo Coutinho na saúde ao prefeito Fábio Gentil

11.5.17
DISCURSO ATRASADO / Thais Coutinho e Jerônimo falaram em caos na saúde talvez imaginando 
que ainda estavam em 2016

Chega a ser patética a atuação da oposição ao prefeito Fábio Gentil na Câmara Municipal de Caxias.

Na sessão desta quarta-feira, 10, sem dados e sem fatos verídicos, a vereadora Thais Coutinho tentou faturar politicamente com a saúde de Caxias.

Vereador Antonio Ximenes votou contra audiência pública
proposta pela representante da família Coutinho e deu
aula de política ao justificar sua posição
Falando em um suposto caos no setor, a vereadora defendeu de forma ardorosa a realização de uma audiência pública para debater o tema, o que foi rejeitado pela maioria governista, ficando 10 vereadores contra e apenas 5 favoráveis. “Nós temos um problema sério na nossa cidade e eu acho que nós temos uma comissão de saúde na Casa... [vereador Sargento] Moisés colocou ainda há pouco que é pertinente... O Conselho [de Saúde] propôs uma audiência pública onde todos os envolvidos tem que participar e não só uma ou outra entidade envolvida”, justificou Antonio Ximenes ao votar contra a audiência pública (e política) proposta pela representante da família Coutinho na Câmara. “Tem que ser uma coisa bem ampla, bem divulgada com a sociedade, não é só as entidades que participam... a população tem que tomar conhecimento e tem que participar, audiência pública o nome já está dizendo: audiência pública onde todos tem o direito de participar, inclusive com vez e voz”, ensinou brilhantemente Antonio Ximenes dando uma verdadeira aula de como fazer política sem rancor e sem perseguição.

Na avalanche de criticas ao setor de saúde do município, o vereador Jerônimo Cavalcanti teceu palavras duras e deselegantes contra a secretária da pasta, médica Socorro Coutinho, usando termos pejorativos.

Jerônimo cobrou de forma contundente os recursos oriundos do Ministério da Saúde que não estariam sendo repassados à Apae – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, no que foi esclarecido pelo vereador Sargento Moisés que a documentação para a efetivação do contrato com o município só ainda não foi realizado pela ausência de documentos da referida entidade. “O prefeito pode ser acionado por improbidade administrativa”, disse Jerônimo insinuando que a culpa seria da secretária Socorro Coutinho, a quem chamou de “Socorro C” durante toda a sua fala.

Na tribuna, Durval Júnior esclareceu que o atual prefeito poderia ser acionado por improbidade caso não efetuasse o repasse à APAE mediante a produção da entidade. “Agora, o que o prefeito Fábio Gentil quer e está querendo junto com sua equipe de saúde, é a produção, a produção do que a APAE está fazendo pelo povo de Caxias. ...Ou seja, se a APAE produzir R$ 300 mil reais, vai ser pago os R$ 300 mil reais, pois esse recurso é único e exclusivo da APAE”, disse Durval tocando cirurgicamente na raiz do problema.

Recado - “Aqui, tem conta de senhores que vão passar pela apreciação desta Casa, agora pra passar essas contas pela apreciação desta Casa, eu não quero hilux, não, e aqui nenhum amigo meu vai querer. Eu não quero 100 mil, eu não quero 30 mil, eu quero é que o recurso da saúde volte pra Caxias”, finalizou Durval.

Sem se atentar ao triste e negro passado deixado pelo seu primo, Thais chegou a dizer na tribuna que fazer saúde custa “caro” e questionou para onde o dinheiro está indo: “Eu sei que a quantidade [de dinheiro] não é pra resolver tudo do município, porque se fazer saúde, se fazer saúde é cara. Eu sei o quanto é cara, mas, infelizmente, o recurso que vem tá aonde?”, perguntou ela no início da sua fala e cujas indagações foram respondidas pelos vereadores Durval e Darlan com um choque de realidade, pois lembraram à colega o fim dos convênios existentes no governo anterior.

Caso a vereadora não lembre, ou não queira lembrar, na gestão do seu primo, onde o verdadeiro caos na saúde era visível em todos os setores, o governo Flávio Dino mantinha dois robustos convênios com a saúde do município, onde a UPA recebia uma média de R$ 500 mil reais mensais para custeio do quadro de servidores, e a Maternidade Carmosina Coutinho mais R$ 1.350.000,00/mês e, mesmo assim, nossa cidade foi destaque negativo em todo o Brasil com o triste caso da morte de centenas de recém-nascidos naquela unidade de saúde.

Sargento Moisés lamentou o fato da TV da família Coutinho permanecer na Câmara apenas
nos discursos oposicionistas e não apresentar a versão dos governistas

Só para se ter uma ideia do esforço da gestão Fábio Gentil para que o setor não entre em colapso, a média mensal de transferência do FPM – Fundo de Participação dos Municípios, recurso destinado a manutenção de prédios públicos, conservação de ruas, calçadas e diversas secretarias, é da ordem de R$ 1.600.000,00, o que é bem próximo do valor que a cidade deixou de receber do governo Flávio Dino tão logo o prefeito Léo Coutinho foi expulso da Prefeitura pelo povo.

Falar em caos, desastre e incompetência na saúde de Caxias, e que não se deve lembrar do passado é um discurso hipócrita e que só serve para animar os apaixonados de um grupo que o povo rejeitou nas urnas.

“História é uma ciência que estuda o passado para poder compreender o presente e projetar o futuro pra justamente não cometer os mesmos erros”, disse o vereador Sargento Moisés ao finalizar sua fala na tribuna e dando mais uma aula de bom senso aos saudosistas de um tempo sombrio no município.

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