O Globo
Um evento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Petrobras virou palanque para ele comentar a “guerra” com o Congresso e acenar aos parlamentares, mas sem deixar de dizer que “o governo não acabou”, como alguns estariam pensando, e indiciar que será um candidato forte à reeleição.
— Não quero nervosismo. Porque eu só tenho um ano e meio de mandato, tem gente pensando que o governo acabou. Mas eles não sabem o que eu estou pensando — disse. — Se preparem, porque se acontecer tudo que eu estou pensando, este país vai ter pela primeira vez um presidente eleito quatro vezes.
Ao comentar que parece haver uma “guerra” com o Congresso, o petista botou panos quentes e disse que aprovou “99%” do que mandou ao Legislativo.
— Sou muito agradecido pela relação que tenho com o Congresso. Até agora, neste mandato, o Congresso aprovou 99% das coisas que mandamos. Sou grato ao Congresso Nacional — afirmou. — Quando tem uma divergência, é bom, porque a gente vai, senta e negocia.
Lula também aproveitou o evento para reforçar o discurso de “justiça tributária” que virou o novo mote do governo. No cenário de atritos com o Legislativo, reclamou da dificuldade de impor mudanças nos impostos do país.
— Este país muitas vezes foi governado para 35% da população. Governar para 100% é mais complicado, exige mais sacrifício, mais trabalho, compreensão, carinho — disse. — O que é duro é que as pessoas não querem ceder, quem tem privilégio não quer abrir mão dos privilégios.
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