O suplente de deputado federal em exercício, Paulo Marinho Júnior, está passando por um verdadeiro purgatório ainda em vida nos últimos dias. O purgatório, para quem imagina ou teme que seja um lugar de castigo, seria, na verdade, uma espécie de purificação temporária que limparia as manchas de pecados irrelevantes ou não tão graves assim para só então liberar a entrada da alma no céu.
Talvez, sem querer, PMJ tenha antecipado seu ritual de passagem para o céu em uma escolha controversa na Câmara dos Deputados.
A votação contra o fim da impopular 6 X 1, que consequentemente proporcionará 2 dias de descanso por semana para o trabalhador, está tendo um efeito proporcional ao desgate da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo de 2014, quando perdeu de 7 X 1 para a Alemanha. Na política, PMJ está arcando com o agravante de ser o único representante do nordeste no Congresso Nacional a apoiar a manutenção da escala 6 X 1.
Aliando-se a figuras da extrema direita na Câmara, o representante caxiense resolveu se unir a parlamentares desse campo político e agora está no mesmo panteão de nomes como Caroline De Toni, Júlia Zanatta, Rosângela Moro, Zé Trovão, Marcel van Hattem, Ricardo Salles e Kim Kataguiri, todos identificados como contrários à proposta que prevê dois dias de folga semanais para os trabalhadores.
Adotando uma posição que gerou forte reação entre trabalhadores e sindicatos, o feito do rebento dos marinhos o igualou aos nomes mais identificados com o bolsonarismo radical e que lhe colocou um rótulo que marca sua passagem pelo Congresso Nacional de forma bastante negativa.
Diante da repercussão negativa do seu voto em todo o território nacional e, mais especialmente, em Caxias, Marinho Júnior chegou a marcar uma live para o dia seguinte a fim de explicar sua posição, mas a transmissão foi cancelada de última hora.
Em
Caxias, sua principal base eleitoral, correligionários do suplente de deputado
federal estariam há dias sem saber como defender e justificar o voto do seu
líder.
| Mesmo
outdoor sendo pichado, voto de PMJ contra o fim da escala 6 X 1 já está imortalizado |
Outros correligionários do deputado, talvez não concordando com a foto escolhida para ilustrar os outdoors, resolveram pichar um por um e afirmar, sem que ninguém entendesse exatamente o motivo, que aquele material de divulgação teria sido produzido com recursos públicos, deixando os caxienses sem compreender a razão de tal atitude.
Bem,
mesmo com os outdoors pichados, o voto de PMJ contra o fim da escala 6 x 1 para
o trabalhador — sendo ele o único deputado do Nordeste a assumir esse
posicionamento — tornará sua passagem pela Câmara inesquecível.
| Voto de PMJ ficará marcado na sua trajetória política |
O deputado caxiense também recebeu apoio de aliados de Caxias em comentários nas redes sociais, mas nada comparado com as incontáveis críticas que seu voto proporcionou.
Segura tua onda, Paulinho…
