12º ANUÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA - Maranhão mata quase três vezes mais que São Paulo

11.8.18

Segundo anuário, maior taxa de mortes é do Rio Grande do Norte (68 para cada 100 mil habitantes).

No ano passado, foram apreendidas 119.484 armas de fogo. (Foto: Reprodução)

SÃO LUÍS - Apenas em 2017, o Brasil registrou 63.880 mortes violentas, o maior número de homicídios da história recente do país. Os dados indicam que foram assassinadas 175 pessoas por dia, registrando elevação de 2,9% em comparação a 2016. A taxa é de 30,8 mortes para cada 100 mil habitantes.

Os dados fazem parte do 12º Anuário de Segurança Pública divulgado nessa quinta-feira (9), em São Paulo, durante o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O Rio Grande do Norte (68) registrou a maior taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes, seguido por Acre (63,9) e Ceará (59,1). O Maranhão teve uma taxa de 29,4, quase o triplo do número registrado no Estado de São Paulo.

As menores taxas estão em São Paulo (10,7), seguida de Santa Catarina (16,5) e Distrito Federal (18,2).

De acordo com o levantamento, o número de homicídios dolosos cresceu 2,1%, ao atingir os 55.900. As lesões corporais seguidas de morte totalizaram 955, com crescimento de 12,3%. Já os latrocínios caíram 8,2% e foram 2.460.

Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) no Maranhão em 2017

Homicídios dolosos: 1.816
Latrocínios: 97
Lesão corporal seguida de morte: 32

Violência policial

O número de policiais mortos reduziu 4,9%, chegando a 367. Na contramão, o número de pessoas mortas em intervenções policiais registrou aumento de 20%, com 5.144 casos em 2017.

Violência contra a mulher

Os indicadores mostram ainda que os estupros aumentaram 8,4%, chegando a 60.018. No Maranhão, o número saltou de 955, em 2016, para 1.199, em 2017. Os casos de feminicídio totalizaram 1.133, sendo 50 no Maranhão.

Em 2017, foram registrados 221.238 casos de violência doméstica, uma média de 606 por dia. Também houve crescimento no número de mulheres vítimas de homicídio (6,1%), chegando a 4.539; 125 casos no Maranhão.

Armas de fogo

No ano passado, foram apreendidas 119.484 armas de fogo. Dessas, 94,9% não eram cadastradas no sistema da Polícia Federal (Sinarm). Entre as armas legais apreendidas, 13.782 tinham sido perdidas, extraviadas ou roubadas – o que equivale a 11,5% das armas apreendidas no período.

Desaparecimentos

Os dados do estudo contabilizam 82.684 registros de pessoas desaparecidas apenas em 2017.

População carcerária

De acordo com o anuário, a população carcerária brasileira era de 729.463 pessoas em 2016 - 689.947 no sistema penitenciário e 39.516 sob custódia das polícias. O estudo mostra ainda o deficit no sistema prisional que contava com 367.217 vagas, o que resulta em duas pessoas presas para cada vaga. (Fonte: Imirante)

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