Tragédia continua - Maternidade da morte em Caxias é um pesadelo sem fim

18.1.16
Pai de mais uma criança morta na Carmosina Coutinho sendo 
entrevistado pela equipe da TV Band

Conhecida nacionalmente como a “Maternidade da morte”, por ter sido palco de centenas de mortes de recém-nascidos e por também ter deixado cegas outras dezenas, a Maternidade Carmosina Coutinho não para de protagonizar casos de mortes suspeitas.

Neste final de semana ficou-se sabendo de mais um caso escabroso ocorrido naquela que se tornou o retrato mais bem acabado da gestão Léo Coutinho.

Quando o escândalo da morte dos bebês foi destaque no noticiário nacional, a Secretaria de Saúde do município apressou-se em dizer que, na sua grande maioria, os óbitos ocorridos na Maternidade caxiense eram por conta das mães serem de outros municípios e até de outros estados e que as mesmas não haviam passado por um acompanhamento pré-natal satisfatório. Era essa a primeira alegação oficial.

No entanto, a morte de mais um inocente na “Maternidade da Morte” ocorrida neste final de semana atingiu em cheio os sonhos de uma família de Caxias, onde se supõe que a mesma teve acompanhamento pré-natal considerado “exemplar” pelo governo municipal.

Repórteres da TV Band Caxias apuraram o caso e conseguiram informações chocantes.

Pelo relato do pai da criança morta, o bebê lhe foi entregue pelo Hospital num caixão lacrado, o que levanta as primeiras suspeitas, pois não foi informado ao pai que a criança havia falecido de alguma grave infecção que justificasse esse lacre da urna funerária. “Me disseram que era pra não abrir o caixão e ainda me impediram de sair pela porta da frente e que não poderia levá-lo numa moto”, relatou o pai aos repórteres. “Gastei meu último centavo com táxi para levar meu filho”, desabafou ele que informou ainda que o motorista do táxi era o mesmo que estava na recepção da unidade de Saúde. “Parece que era coisa programada”, contou ele.

Indignado e intrigado com o lacre no caixão, o pai o rompeu e teve uma visão aterradora, onde a criança apresentava sangue nas cabeça e possíveis fraturas.

Eu fui pegar mo meu filho moço e percebi que o corpo todo estava duro como qualquer corpo que morre, mas a cabeça dele estava virada para trás dentro do caixão e quando tirei, era como se o pescoço estivesse quebrado, porque estava todo mole com ferimentos e sangue saindo, quebraram o pescoço do meu filho“, disse o homem sem esconder a revolta.

Como se não bastasse a revolta desse caxiense, ao se dirigir à delegacia de Polícia de Caxias o funcionário de plantão se negou a fazer o B.O.

"Tiraram meu sonho de ter um filho menino", chorava soluçando o pai desconsolado.

2 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Um tremendo absurdo isso acontecer nos dias de hoje! principalmente em caxias que recebe tantos recursos, sem falar nos milhões que o Gov federal mandou depois dos 200 bebes que morreram no ano de 2015. Isso não se pode chamar de tragédia de fatalidade de casos isolados nem podia ser, isso não tem explicação! Meu Deus onde vamos parar com esse prefeito que não oferece bons profissionais, esse péssimo gestor de saúde que ações serão tomadas frente a isso? povo de caxias vamos dar um basta nisso vamos colocar novos vereadores que zelem pelo bom da população vamos tirar essa família de coutinho do poder pois só querem o bem deles mesmos. fora coutinhos!!!

  1. Anônimo disse...:

    Não sei bem de fato o que está acontecendo, mas as vezes muitas mães chegam na maternidade só pra parir. Não faz nenhum pré-natal. Tornando um parto quase impossível. Não defendo o governo. Mas sim alguns profissionais da área que não merecem isso.

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