Povos indígenas isolados sofrem com o avanço do coronavírus no Maranhão

25.6.20

Povos indígenas que vivem isolados no Maranhão sofrem com o avanço da pandemia do novo coronavírus no interior do Maranhão. Manter o isolamento das tribos tem sido cada vez mais complicado neste momento e cuidar e testar quem precisa é ainda mais difícil.

“A pandemia é um ameaça particularmente grave para os povos indígenas, cuja as terras foram roubadas e que não podem se insolar de forma autossustentável como os guarani kaiowá. É uma grave ameaça também aos povos de recente contato, como os yanomami e os indígenas isolados como os awá no Maranhão, que são os povos mais ameaçados no mundo. Eles são vulneráveis até mesmo a doença comuns. Por isso, a Covid-19 é uma ameaça terrível e pode aniquilar povos inteiros”, disse Priscilla Oliveira, representante da Survival Internacional.

O povo awá não teve registro de casos de Covid-19, segundo sua frente de defesa. Eles adotaram algumas estratégias de isolamento e só tem saído da aldeia apenas para tratamentos de saúde. Só é permitida a entrada de pessoas credenciadas após quarentena de quinze dias.

Foram registrados casos do novo coronavírus entre os Cricatis, Caiapós e tem sido mais grave entre os Guajajaras. Na terra indígena Rio Pindaré já foram confirmados 130 casos e três mortes.

Na aldeia Zutiua, terra indígena Arariboia, também na amazônia maranhense, foram confirmados 40 casos. Na terra indígena Geraldina Tuco Preto, índios estão realizando barreiras por contra própria para manter o isolamento.

O Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) encaminhou 300 testes rápidos para aldeias atingidas pela Coviid-19. Diz que tem recebido ajuda do Governo do Estado e de prefeituras, mas afirma que não tem como realizar testes em massa como cobram os povos indígenas.

(As informações são do G1/MA)

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