Oscar Filho, ex-repórter do CQC, é absolvido em processo movido pelo prefeito Léo Coutinho

13.3.15
O juiz João Pereira Neto, titular do Juizado Especial Cível e Criminal de Caxias, julgou improcedente a queixa-crime movida pelo prefeito de Caxias, Léo Coutinho, contra o repórter do CQC, Oscar Filho.

O processo dava conta, na argumentação do prefeito de Caxias, que o repórter da Band/SP teria praticado crime durante sua passagem no município para gravar o quadro “Proteste Já” do humorístico da emissora paulista.

A morte de 142 bebês ocorrida na Maternidade Carmosina Coutinho era o alvo da reportagem exibida no ano passado e que mostrou para o Brasil inteiro a calamidade pública na unidade de saúde do município.

Na época, blogs alugados pelo grupo Coutinho por todo o Maranhão trataram de demonizar o programa CQC e o seu repórter, que chegou a ser tratado de gay, drogado e louco.

As expressões negativas contra Oscar Filho foram compartilhadas nas redes sociais por funcionários da Prefeitura de Caxias e demais correligionários do grupo dominante da cidade, numa tentativa desesperada de negar as mortes dos bebês e de tentar enlamear a honra e o trabalho do destacado profissional do Custe o Que Custar.

A decisão veio a tona na noite desta sexta-feira, 13, onde o apresentador da Band/Caxias, Ricardo Rodrigues, publicou a decisão em seu perfil na rede social facebook.

Ante o exposto, JULGO improcedente a queixa-crime apresentada para ABSOLVER sumariamente OSCAR FRANCISCO DE MORAIS JÚNIOR, por restar provado que o fato não constitui infração penal (CPP, art. 386, III). Após o trânsito em julgado, dê-se baixa na Distribuição e arquive-se o processo...”, anotou o juiz João Pereira Neto no seu despacho.

2 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    A mídia não pode perder seu espaço de mostrar a verdade e os acontecimentos, ontem a carmosina hoje a dilma amanhã a matriz estará repleta. Fora corrupção!

  1. Que bom que a justiça prima pela liberdade de expressão com resguardo ao direito do outrem. Valeu judiciário. Agora se quiser, o prefeito recorre a 2ª instância, e pega outro NÃO DA JUSTIÇA. SALVE PARA A DEMOCRACIA E A LIBERDADE...

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