Desde que indicou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a intenção de recorrer à leitura para reduzir a pena a que foi condenado pela tentativa de golpe, Jair Bolsonaro passou a ser destinatário de pacotes e mais pacotes na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso.
Nada de camisas da Seleção nem de bandeiras dos Estados Unidos ou de Israel. Os pacotes que estão chegando aos montes à PF contêm livros de autores repelidos pelo bolsonarismo. Entre os “presentes” que chegaram nos últimos dias para o ex-presidente estão, por exemplo, obras de Frei Betto e de Karl Marx, além de exemplares de “Ainda Estou Aqui”, de Marcelo Rubens Paiva.
Os
pacotes, por óbvio, passam pelo rito padrão de segurança da PF. Entre os
agentes que fazem a triagem, não há dúvidas de que se trata de uma trolagem
combinada por militantes de esquerda. Os livros devem ser incorporados ao
acervo da superintendência.


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