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Camarão leva grande carreata às ruas de Caxias e mostra força na reta final

2.10.26

O candidato ao governo do Maranhão, Felipe Camarão (PT), comandou, nesta quinta-feira (1º), uma grande carreata pelas ruas de Caxias, em uma das maiores demonstrações de mobilização de sua campanha. Uma extensa fila de carros e motos acompanhou o candidato, enquanto moradores saíram às ruas para acompanhar a passagem da comitiva e manifestar apoio.

A mobilização ocorreu em um dos principais colégios eleitorais do Maranhão e expressou a forte presença política do candidato a vice-governador, Ricardo Rodrigues. Caxiense, vereador pelo PT e atual presidente da Câmara Municipal, Ricardo construiu sua trajetória política no município.

A força da chapa em Caxias também dialoga com a expressiva votação de Lula no município. Nas eleições de 2022, o presidente recebeu 74,13% dos votos válidos no primeiro turno e chegou a 77,18% no segundo turno.

Para Camarão, a recepção em Caxias reforça o sentimento que tem encontrado nas ruas nos últimos dias da campanha. O candidato tem intensificado a agenda de mobilizações e chega à reta final confiante em passar para o segundo turno.

“Caxias deu hoje uma demonstração muito bonita da força desse projeto. Ver essa quantidade de carros, motos e pessoas nas ruas mostra que a nossa mensagem está chegando ao eleitor e que o Maranhão quer mudança. Estamos na reta final, com muita confiança e com a certeza de que ainda temos muito a conquistar até domingo”, afirmou Camarão.

Ao lado de Ricardo Rodrigues, Camarão percorreu diferentes regiões da cidade sob manifestações de apoio de moradores. A carreata de Caxias acontece a poucos dias da votação e reforça a estratégia do candidato de encerrar a campanha nas ruas, ampliando a presença em municípios estratégicos e buscando transformar a receptividade registrada nos atos públicos em votos no domingo.

Fachin nega pedido de Flávio Bolsonaro para afastar Dino de processos envolvendo eleição, Lula e o senador

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou seguimento ao pedido apresentado pela defesa do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) para declarar o ministro Flávio Dino suspeito de atuar em processos relacionados ao senador, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à eleição presidencial deste ano.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira e está sob segredo de Justiça. Após o despacho de Fachin, o processo foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) “para fins de intimação”, conforme consta no andamento processual do STF.

O pedido foi apresentado em uma arguição de suspeição, classe processual que fica sob responsabilidade da Presidência do STF. O processo tramita sob sigilo.

Conforme revelou a colunista Bela Megale, a defesa de Flávio havia pedido, inclusive em caráter liminar, que Dino fosse afastado desses processos até a análise definitiva da arguição de suspeição. Os advogados também queriam que, caso a suspeição fosse reconhecida, os casos fossem redistribuídos.

No pedido, a defesa sustentou que a relação pessoal e política de Dino com Lula antes de sua chegada ao Supremo colocaria em dúvida sua imparcialidade para analisar processos ligados à disputa eleitoral. Ao negar seguimento, Fachin impede que a arguição de suspeição avance no Supremo.

“O que não se pode admitir, sempre respeitosamente, é que, a poucos dias da eleição presidencial, continuem sob a relatoria do Exmo. Min. Flávio Dino as causas que envolvem o Presidente, a eleição e o principal adversário do Presidente”, diz a petição.

No mérito, os advogados requerem o reconhecimento da suspeição de Dino, alegando “amizade íntima” com Lula, e pedem a livre redistribuição dos processos abrangidos pelo pedido, caso não haja outro ministro prevento para julgá-los.