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SAAE registra ocorrência após protesto de morador por falta de água em Caxias

18.10.26

Autarquia afirma não ter recebido reclamações sobre desabastecimento na rua mencionada e reforça orientações sobre reservatórios domiciliares durante a estiagem

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Caxias registrou um boletim de ocorrência após um morador entrar na sede administrativa da autarquia para protestar contra uma alegada falta de água em sua residência e gravar um vídeo para as redes sociais. Segundo o documento, o episódio ocorreu na noite de sexta-feira, 16 de outubro. O registro policial foi formalizado no sábado (17), na Delegacia Regional de Caxias.

De acordo com o relato apresentado à polícia, o homem afirmou que estava sem água em casa e que pretendia tomar banho na sede do órgão. Ainda conforme a versão registrada pelo SAAE, ele teria dito que voltaria ao local caso o problema se repetisse fora dos dias de manutenção.

A autarquia informa que sua equipe técnica não identificou ordem de serviço aberta para o endereço mencionado nem reclamações sobre falta de água na rua do morador em seus canais de atendimento. A ausência desses registros, entretanto, não permite concluir, por si só, se houve ou não interrupção do abastecimento na residência.

No boletim, o representante do SAAE atribui à manifestação a intenção de prejudicar a imagem da instituição e estimular outras pessoas a entrar na sede administrativa. Essa é a versão do comunicante.

Orientações durante a estiagem

Em relatório técnico, o SAAE também destaca a importância dos reservatórios domiciliares para reduzir os efeitos de oscilações de pressão e interrupções temporárias no fornecimento, especialmente durante o período de estiagem.

O documento, assinado pelo diretor-geral da autarquia, engenheiro Evimar Jean Costa Barbosa, orienta que a capacidade da caixa-d’água considere o número de moradores e o consumo da residência. Com referência à ABNT NBR 5626:2020, o relatório aponta uma reserva mínima correspondente a 24 horas de consumo normal da edificação.

Segundo a autarquia, imóveis com reservatórios adequados têm maior autonomia durante intervalos no fornecimento. Já as residências sem armazenamento dependem diretamente da disponibilidade de água e da pressão da rede pública.

Entre as recomendações estão manter a caixa-d’água limpa, tampada e protegida contra contaminação, corrigir vazamentos e evitar desperdícios no banho, na lavagem de roupas e na limpeza de ambientes. O órgão também orienta priorizar o uso da água armazenada para necessidades essenciais.

O próprio relatório caracteriza a reservação domiciliar como uma medida complementar ao serviço de abastecimento, destinada a amenizar os impactos de interrupções temporárias.

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