A aprovação do fim da escala 6×1 no Senado brasileiro repercutiu na imprensa internacional e colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro do debate político às vésperas do segundo turno das eleições. Jornais da Europa e da Argentina destacaram tanto o impacto da redução da jornada de trabalho quanto os reflexos eleitorais da votação.
O espanhol El País estampou que dezenas de milhões de trabalhadores poderão conquistar um segundo dia de folga semanal, classificando a medida como uma vitória política para Lula.
Na Argentina, o Clarín tratou a aprovação como uma jogada política do presidente, ressaltando a proximidade da votação com o segundo turno. Já o La Nación definiu o fim da escala como a grande aposta de Lula antes da disputa eleitoral e destacou a mudança de posição de Flávio Bolsonaro (PL), adversário do petista na corrida presidencial.
A repercussão também chegou à imprensa britânica. O Financial Times, especializado em economia e negócios, destacou que o Brasil aprovou uma mudança que encerra a tradicional semana de seis dias de trabalho. O jornal apontou a decisão como uma vitória de Lula, mas também mencionou a preocupação de setores empresariais com o possível aumento dos custos para as empresas.
O The Guardian, por sua vez, estimou que a mudança poderá alcançar até 30 milhões de brasileiros. A publicação também resgatou a trajetória do movimento Vida Além do Trabalho, que ganhou força nas redes sociais e ajudou a impulsionar o debate sobre a redução da jornada.
Mudança de posição de Flávio Bolsonaro
A posição de Flávio Bolsonaro também foi abordada pelos veículos estrangeiros. Segundo as publicações, o senador, que inicialmente se opunha à proposta, mudou de posição poucos dias antes da votação no Senado.
O The Guardian observou, no entanto, que Flávio continuou defendendo uma alternativa baseada no pagamento por horas efetivamente trabalhadas.
A agência norte-americana Associated Press (AP) destacou que a oposição deixou de bloquear a proposta em meio à disputa eleitoral. A reportagem também registrou que o único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República durante o governo Jair Bolsonaro


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