Doação da bomba de água do SAAE - Vereadores caxienses tentam encenação teatral, mas terminam apresentando espetáculo de circo

10.5.16
E teve marmelada, sim senhor!!!

Em meio a patuscada encenada pelo deputado Waldir Maranhão na manhã desta segunda-feira, 09, que chocou o Brasil ao tentar anular o processo de impeachment da presidente Dilma, os caxienses tiveram horas depois, na sessão da Câmara, um espetáculo circense protagonizado pela maioria governista na Câmara Municipal.

Tendo que apreciar o pedido de instalação de comissão processante feito pelo jornalista Ricardo Rodrigues contra o prefeito Léo Coutinho, por conta da doação de uma bomba de água do SAAE sem o consentimento da Câmara, os vereadores caxienses fizeram bem o papel para o qual se propuseram a fazer em obediência ao deputado Humberto Coutinho.

O caso da doação da bomba de água do SAAE caxiense para a cidade de Bacabal foi denunciado em primeira mão pelo blog do Sabá, bem como as alegações contidas no requerimento enviado à Câmara pelo jornalista Ricardo Rodrigues também basearam-se nas postagens desta página eletrônica.

Após a leitura do pedido de abertura de comissão processante, que tinha como objetivo ouvir o prefeito e apurar todas as possíveis irregularidades no procedimento de doação, e antes da votação pela admissibilidade ou não da denúncia, a presidente da Casa do Povo leu um parecer apontando incoerências no documento enviado à Câmara por Ricardo Rodrigues.

Na votação nominal, a tropa de choque governista, devidamente amestrada pela assessoria palaciana, presenteou o público presente com um espetáculo circense.

Arrostando um suposto entendimento jurídico, um a um os palacianos se dedicaram a um único argumento, o de que o prefeito só seria impedido de doar ou emprestar bens imóveis, e não móveis, como seria o caso da bomba de água em questão.

Como se não fosse pouco, tolo e inadmissível, o vereador Jerônimo Ferreira disse que a bomba de água não foi doada, mas sim, “emprestada”. Jerônimo citou até um oficio enviado pelo SAAE de Bacabal para a autarquia caxiense, supostamente datada de 15 de março, em que pedia o tal equipamento e que o mesmo teria sido devolvido por não ser compatível com o sistema bacabalense.

Não precisa ser especialista em equipamentos de distribuição de água para saber que a história contida nesse suposto ofício não se sustenta, pois se fosse verídica, tanto os profissionais do SAAE de Bacabal, como os de Caxias, teriam que ser demitidos imediatamente, haja vista que os de lá não conseguiram especificar o tipo de bomba de água que precisavam e nem os colegas de cá detectaram que tipo de bomba seria adequada para socorrer os bacabalenses.

Outra, quem pediu a bomba de água ao deputado Humberto Coutinho foi o colega Roberto Costa, inimigo político do prefeito de Bacabal e que fez isso para capitalizar eleitoralmente diante do desgaste que a falta de água está provocando naquela cidade, não tendo, portanto, nenhum sentido a alegação de que se tratou de um pedido de cooperação feito entre as duas autarquias.

Não custa lembrar que Roberto Costa foi enfático durante discurso na tribuna de que “não se tratou de empréstimo, mas sim doação da bomba de água” (reveja o caso aqui, aqui e aqui).

A bancada governista, com exceção da presidente Ana Lúcia Ximenes, que só vota em caso de empate, votou em peso contra a admissibilidade da denúncia.

Os valorosos membros da bancada oposicionista , Catulé, Benvinda, Luis Carlos Ximenes e Fábio Gentil, votaram e justificaram o votou pela admissibilidade da denúncia.

Com isso, os vereadores atrelados ao Palácio da Cidade deram uma carta branca para o prefeito doar qualquer bem pertencente ao povo de Caxias.

O vereador Catulé, sabendo que na Câmara Municipal é pouco provável que se consiga qualquer vitória relativa aos atos praticados pelo prefeito, sejam eles ilegais ou imorais, mirou suas baterias contra um dos promotores em Caxias, “que é aliado do prefeito e so falta vir aqui para fazer parte da base do prefeito nesta Casa”.

Quando titular da 1ª Promotoria de Caxias, a promotora Carla Mendes era célere em agir em casos como esse da doação da bomba de água do SAAE, o que não é visto, nem de longe, no atual ocupante do cargo.

Enquanto isso, os vereadores governistas deram provas inequívocas de que estão com o prefeito Léo Coutinho para o que der e vier.

E que estão dispostos a pagar qualquer preço pela aliança com o Palácio da Cidade.

Só resta ao eleitor cobrar do seu representante a defesa dos interesses da sociedade.

O dia 02 de outubro é uma data perfeita para esse acerto de contas...

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