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Rodrigues faz leitura da manifestação do Ministério Público e do parecer jurídico da Câmara com um Mário Assunção sisudo ao lado |
Conforme o Blog do Sabá anteviu na manhã deste dia 15, a sessão da Câmara Municipal realizada na noite desta quarta-feira seguiu o roteiro traçado por esta página eletrônica, e a malfadada eleição antecipada do presidente do Legislativo caxiense foi anulada. Com isso, Mário Assunção terá que enfrentar novo escrutínio, caso queira presidir a Câmara Municipal de Caxias no biênio 2027/2028.
Apesar do aparente clima pró-Mário Assunção registrado na noite em que foi anunciado seu infortúnio, não se pode cravar, com 100% de certeza, que em novembro — data estipulada para a nova eleição — ele será ungido para comandar a Casa do Povo.
Mesmo com todos os salamaleques proferidos pelos previsíveis Léo Barata e Luis Fernando — sendo que este, quase chorando, derramou exageradas palavras elogiosas a Mário Assunção, que deixou parte do público presente surpreso, sem entender — teremos meses imprevisíveis até a nova eleição.
Ricardo Rodrigues leu a manifestação do Ministério Público, na qual foi feita a recomendação para que a intempestiva eleição fosse anulada logo no início dos trabalhos. Rodrigues também leu o parecer jurídico da Câmara, que tem força normativa interna, no qual foi marcada a nova eleição para novembro. A nova eleição não será fatiada, ou seja, não será exclusiva para o cargo de presidente, mas sim para toda a Mesa Diretora.
O agora ex-quase-futuro presidente Mário Assunção acompanhou a leitura do que simbolicamente seria o “atestado de óbito” de sua malograda presidência ao lado de RR, de cabeça baixa, sisudo, esboçando alguma reação apenas ao tomar sucessivos cafezinhos que lhe eram servidos.
Apesar do dissabor e da tensão que enfrentará até novembro, Mário terá tempo para refletir.
O poema “Canção do Tamoio”, do conterrâneo Gonçalves Dias, traz uma estrofe que soa enigmática e pode ter múltiplos significados:
“Porém,
se a fortuna
Traindo
teus passos
Te
arroja nos laços
Do inimigo falaz!”
Para um homem rico como Assunção, rodeado de inimigos, a ideia de traição — até mesmo pelos próprios passos — pode ganhar diversas interpretações.
Nada de recorrer a remédio forte, hein.

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