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Depois de Carlos Brandão prometer construir santuário em Caxias, empresa contratada pelo Governo do Maranhão faz lambança e fiéis ficam impossibilitados de fazer orações no local

14.4.26

Em reunião com padres, bispo, missionários, prefeito Fábio Gentil e deputadas Daniela e Amanda Gentil, governador prometeu viabilizar a construção do santuário N. Sra. das Graças

Além de um rastro de serviços mal executados, empresa deixou um verdadeiro “cemitério” de
manilhas, que podem ser vistas às margens da BR-316

Não convidem mais o bispo Dom Sebastião e os padres da Diocese de Caxias para uma conversa, ou até mesmo para rezar um Pai-Nosso com o governador do Maranhão, Carlos Brandão. O motivo é que, em reunião no Palácio Episcopal, realizada ainda em 2024, Brandão prometeu a todo o clero da Igreja Católica em Caxias que iria viabilizar a construção do santuário N. Sra. das Graças, uma demanda sonhada por toda a comunidade de Caxias e região. Na referida reunião também estavam presentes empresários, missionários, o então prefeito Fábio Gentil e as deputadas Daniela e Amanda Gentil.

Carlos Brandão fez questão de saber, dos envolvidos no projeto, quanto custaria o empreendimento. Quando lhe foi informado o valor, tratou-o com naturalidade e disse que seria fácil, chegando a citar o nome de duas empresas que atuam no Maranhão como hipotéticas patrocinadoras.

Depois dos tapinhas nas costas e muitos sorrisos, um total de zero pessoas presentes na reunião depositou grande confiança nas palavras do chefe do Executivo maranhense. Mas, como milagres podem acontecer, ficou no ar a possibilidade de a promessa do governador, feita na presença do bispo e dos padres, ser mais uma daquelas a serem catalogadas como um milagre de N. Sra. das Graças.

Passaram-se os meses e chega setembro de 2025, mês da tradicional “chuva do caju”, que muitos tratam como algo milagroso. No entanto, nem uma gota de água caiu do céu por essas bandas nos primeiros dias do mês, deixando desanimados aqueles poucos que ainda esperavam pelo milagre da promessa do governador.

Mas eis que, em meados de setembro de 2025, chegam as máquinas para iniciar as obras de construção do santuário e, junto com elas, a chuva do caju — um prenúncio de que o milagre era real e de que a palavra de Brandão estava sendo cumprida, um tapa na cara dos céticos e desprovidos de fé.

Muralha de 8 metros impede a passagem dos fiéis

Mas, como diz o ditado, quando a esmola é grande, o santo desconfia. Em poucos dias, a empresa abandonou a obra e deixou, junto com a decepção, uma lambança sem tamanho.

Fazendo apenas a melhoria da pavimentação dos primeiros 300 metros de acesso até onde será o santuário, a empresa deixou um barranco de aproximadamente 8 metros de altura no meio do caminho, algo desnecessário e que, desde então, inviabiliza a peregrinação dos fiéis, que costumavam ir até o local para pagar promessas, rezar e acender velas em um cruzeiro afixado pela Igreja, como forma de envolver a comunidade na construção do espaço sagrado.

As primeiras intervenções feitas pela empresa contratada pelo Governo do Maranhão não respeitaram o projeto original disponibilizado pela Igreja. Ou seja, o pouco que foi feito acabou prejudicando, pois ninguém consegue mais chegar ao local, algo que antes era possível até mesmo de carro.

 

Passaram-se longos quatro meses e as máquinas retornaram a Caxias, reacendendo a esperança dos fiéis. Quando muitos já acreditavam que tudo estava perdido, as obras foram retomadas.

 

Mas, ainda desconfiados, todos ficaram intrigados com o ritmo do trabalho, que não continuou de onde havia parado, mas sim a partir da entrada, onde dezenas de manilhas foram colocadas para viabilizar um novo acesso pela BR-316. Isso porque a empresa teria utilizado um terreno de terceiros, não previsto no projeto original, e o proprietário passou a reivindicar a posse da área.

 

A passos lentos, a obra do novo acesso ainda não foi concluída, e a empresa novamente retirou as máquinas do local, deixando um amontoado de manilhas às margens da rodovia — um retrato da falta de atenção do poder público com a fé do povo de Caxias.

 

E o que antes era um local de peregrinação e oração deu lugar à revolta e à indignação na comunidade católica caxiense, que agora se vê praticamente de mãos atadas. Um sonho possível tornou-se um pesadelo diante do descaso e da falta de sensibilidade daqueles que deveriam apoiar a iniciativa.

 

A Bíblia traz diversas passagens que orientam e fortalecem os cristãos diante de desafios à sua fé, encorajando-os a confiar em Deus, permanecer firmes e agir com sabedoria.

 

O que está sendo feito contra os sonhos e esforços da comunidade católica em Caxias terá resposta.

 

O santuário N. Sra. das Graças será construído, e ninguém, por mais poderoso que seja, impedirá isso.

 

O trabalho ficou mais difícil, mas não impossível para aqueles que têm fé e Deus no coração.

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