O blog no olho do furacão

20.6.13
Fiz questão de registrar meu encontro
com um dos estudantes do movimento
Compromissos familiares me trouxeram hoje, 20, ao olho do furacão. Assisti ao vivo a chegada de milhares de estudantes e demais manifestantes na Avenida Paulista, principal artéria empresarial do Estado de São Paulo e também da América latina.

Antes da chegada a São Paulo meu vôo fez conexão em Brasília. Aproveitei as 3 horas disponíveis e fui até a Esplanada nos Ministérios, juntamente com minha filha, tentar entender o movimento de mudanças que estão varrendo o Brasil.

Equipe de TV prepara equipamento
Como era muito cedo, só consegui ver resquícios do que havia acontecido ali na terça-feira, 18.

Assisti a chegada dos manifestantes
na Avenida Paullista, neste dia 20
Muitos funcionários ainda lavavam as paredes do Congresso e demais prédios públicos daquela área que foram pinchados durante os protestos.

Num banco em frente ao Palácio do Planalto apenas uma mulher, aparentemente sem nenhuma conexão com os movimentos, estava acabando de acordar.

Vários repórteres de emissoras de TV já estavam fazendo as primeiras chamadas para os telejornais da capital.

Policiais militares também já estavam chegando e se colocando em posições estratégicas na espera de mais manifestações no decorrer do dia.

Ao chegar em São Paulo, no táxi, nas ruas, no restaurante e em todos os lugares só se fala nas manifestações.

No final da tarde fui com minha passear em um shooping próximo a Avenida Paulista.

Quando estávamos saindo, por volta das 18:30hs, a segurança havia fechado algumas saídas temendo a ação dos manifestantes.

Quando consegui sair do shooping, meu faro de repórter não me deixou perder um momento histórico do Brasil.

Ali, bem na minha frente, o maior protesto popular do Brasil desde o movimento dos caras pintadas que derrubou o então presidente Collor em 1992.

Confesso que fiquei com medo de chegar perto da multidão, pois temia pela segurança da minha filha que andava comigo.

Mas qual não foi minha surpresa quando constatei que a quase totalidade dos manifestantes que estavam ali eram jovens estudantes que gritavam palavras de ordem clamando por justiça e igualdade social.

Vi um movimento pacifico, com estudantes, namorados e namoradas de mãos dadas, pais, mães e avôs e avós acompanhavam seu filhos e netos querendo garantir para as novas gerações uma sociedade justa que os mesmos não tiveram.

Pelo que vi, 99% do movimento de São Paulo é feito por pessoas ordeiras e pacificas.

Uma pena que em todo movimento, por mais nobre que seja, sempre tem aqueles que querem tirar proveito político ou mesmo fazer badernas, como temos visto em várias cidades Brasil afora.

Que o jovem estudante caxiense, Caio Motta, consigo organizar um movimento digno e com reivindicações justas e coerentes na próxima segunda-feira, 24.

4 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    CAIO MOTA,SUCESSO COMPANHEIRO,VAMOS LUTAR CONTRA A CORRUPÇÃO INSTALADA EM NOSSO MUNICÍPIO, HÁ QUASE 3 DÉCADAS, SEJAMOS NAS RUAS A VÓS DE NOSSA GENTE HUMILDE, AQUELES DA PERIFERIA,QUE NOSSO VERDADEIRO PARTIDO, SEJA A LUTA PELA MORALIDADE DA COISA PUBLICA,SEJA O NOSSO NOSSO MARANHÃO DECENTE PARA NOSSA GENTE.VAMOS LUTAR CONTRA ESTES CORRUPTOS QUE DESTRÓEM SONHOS E MAIS SONHOS DE JÓVENS COMO VOCÊ.UM ABRACO.
    CONTRA OS CORRUPTOS

  1. Anônimo disse...:

    O MAIOR FURAÇÃO DO MUNDO,É O PODER PARALELO CHAMADO CORRUPÇÃO.
    TA NA HORA DOS GOVERNANTES PARAREM PARA SENTAR E REFLETIR.TA NA HORA DE APARECER UM HOMEM DE EM EM NOSSA CIDADE.TA NA HORA DOS VEREADORES, TAMBÉM REFLETIREM.

  1. Anônimo disse...:

    O MAIOR FURAÇÃO DO MUNDO,É O PODER PARALELO CHAMADO CORRUPÇÃO.
    TA NA HORA DOS GOVERNANTES PARAREM PARA SENTAR E REFLETIR.TA NA HORA DE APARECER UM HOMEM DE EM EM NOSSA CIDADE.TA NA HORA DOS VEREADORES, TAMBÉM REFLETIREM.

  1. Anônimo disse...:

    Sobre os "vândalos e "baderneiros" deste Brasil. Uma leitura inspirada em Nietzsche e Hannah Arendt.
    Os que estudam Direito sabem que o seu fundamento é a violência. Neste caso a violência legal, legítima. A violência é imanente ao ser humano. Nascemos sob a violência do parto e depois dessa violência primitiva todos ficam felizes, inclusive a violentada. No Brasil muitas crianças sofrem as violências da fome, da falta de escola e da falta de saúde. Muitas vezes são nos palácios, nas assembléias, nos tribunais e na imprensa – principais alvos do “vândalos” e “baderneiros” -, que estas violências são "legalizadas".Muitos dos que utilizam a violência em meio aos protestos generalizados dos últimos dias o fazem tendo em mente a convicção de tudo isto. Eles sabem que as pirâmides egípcias, as torres de pisa e eiffel, a muralha da China, a democracia dos EUA para o mundo e outras tantas belezas da humanidade emergiram ensanguentadas pela violência da mesma classe social dos que tem medo que o povo saiba que o seu poder e riqueza são fundados na violência institucionalizada, disfarçada, naturalizada. Francinaldo Morais, professor de História e membro do IHGC, Caxias-MA.

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