Sebrae e prefeitura de Caxias firmam parceria para implantação da Sala do Empreendedor no município

28.3.17
No primeiro momento está sendo desenvolvido o trabalho de estruturação da Sala. A previsão é de que a inauguração ocorra em maio deste ano.

A gerente regional do Sebrae em Caxias, Milena Cabral e o secretário municipal de indústria e comércio de Caxias, João Antônio Queiroz, estiveram reunidos para discutir a implantação da “Sala do Empreendedor no município”.

O encontro aconteceu na tarde da última terça-feira (21), na sede da regional do Sebrae de Caxias e contou ainda com a participação do gestor de projetos do Sebrae, Stenio Pinheiro, do coordenador de indústria e comércio do município, Expedito Junior e da assistente administrativa da prefeitura, Adriana Aguiar.

A Sala do Empreendedor é um espaço que tem como objetivo a desburocratização do atendimento ao empreendedor, assegurando a entrada única de dados, centralizando o atendimento com a intenção de estimular a formalização dos empreendedores e facilitar os processos de abertura, alteração e baixa das empresas, em conformidade com a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

“O Sebrae apoia iniciativas que visam facilitar e incentivar a formalização de micro e pequenas empresas. Este será mais um local destinado ao empresariado, onde daremos o suporte necessário em capacitações e qualquer outra demanda que a Sala do Empreendedor necessite”, explicou Milena Cabral.

Neste primeiro momento está sendo desenvolvido o trabalho de estruturação da Sala do empreendedor, onde o Sebrae desenvolverá o curso  Formação de Agentes de Desenvolvimento, que visa capacitar servidores públicos municipais para atuarem como agentes de desenvolvimento no município. A expectativa é que a Sala do Empreendedor seja inaugurada em maio deste ano.

“O Sebrae é imprescindível para o desenvolvimento do município e com esta parceria, por meio da Sala do Empreendedor poderemos ter apoio e acompanhamento especializado nos projetos que serão desenvolvidos, além da capacitação dos servidores que trabalharão no local”, ressaltou o secretário de indústria e comércio de Caxias, João Antônio Queiroz.

CRISE DE ABSTINÊNCIA NA FASE AGUDA - Ex-mensalinhos do grupo Coutinho criam briga fictícia na Prefeitura de Caxias e deliram nas redes sociais

27.3.17
É preocupante a fase aguda que os ex-mensalinhos da Prefeitura de Caxias entraram ao fim do terceiro mês sem as benesses do poder.

Na noite desta segunda-feira, 27, a divulgação de um áudio, onde uma mulher fala de forma tresloucada da existência de uma suposta briga entre o presidente da Câmara Catulé, o ex-prefeito Paulo Marinho, e o atual Fábio Gentil, viralizou no aplicativo whatsapp e deu margem para todo tipo de especulação nas redes sociais.

A narrativa da mulher dava conta de que a suposta briga teria acontecido na Câmara Municipal e envolvido as 3 lideranças políticas. A pessoa citada pela senhora como sendo a fonte da história é um homem de nome Valdir Rios, que não se sabe ao certo de quem se trata.

Embora o boato ‘original’ aponte que a briga aconteceu na Câmara, os ex-mensalinhos turbinaram o suposto ocorrido e acrescentaram que foi na sede da Prefeitura de Caxias e tendo Catulé e Paulo Marinho “partido pra cima” do prefeito Fábio Gentil. Tudo, segundo os boatos, com cadeiras e mesas voando de um lado para o outro.

O ex-prefeito Paulo Marinho usou seu perfil no facebook ainda na noite desta segunda-feira e afirmou categoricamente que não ouve briga nenhuma. “Impressionante como algumas pessoas nao tem o q fazer e vivem inventando estórias...pouco criativas é verdade mas refletem o ódio que degustam”, disse PM dando ainda um crédito de confiança ao prefeito Fábio Gentil: “Embora não frequente a Prefeitura sei das dificuldades encontradas pelo Prefeito Fabio Gentil que não possui o dom da mágica assim em menos de 3 messes não tem como consertar tudo errado que encontrou.”

No final da nota publicada pelo ex-prefeito, ele é duro com aqueles que passam os dias tentando encontrar defeito em tudo que é feito pela atual administração: “Esses ladrões agora saem pelas ruas da cidade se intitulando de arautos da moralidade. Boa noite!”, finalizou PM.

Também no facebook, o secretário de Governo do município, advogado Catulé Júnior, embora sem citar a briga fictícia, deu um recado claro aos que espalharam o boato. “É incrível como a turma da abstinência inventa história. É cada uma.. kkkkk”.  

É tão grave a crise de abstinência em que vivem os ex-mensalinhos da Prefeitura de Caxias, que até mesmo quando mentiras e boatos desse nível surgem, eles usam as últimas forças que possuem para vomitar bobagens nas redes sociais e tentam empolgar seus iguais formando uma rede que possa alimentar seus delírios mais profundos.

E tudo isso com apenas 3 meses de crise de abstinência.

Agora imagina quando a crise chegar no aniversário de 1 ano...

Haja reforço na equipe do Caps!

“Se continuarem a provocar, posso entrar”, diz Roseana sobre candidatura

26.3.17

“Se me provocarem, posso resolver ser candidata ao governo, pois sempre fui de luta e nunca temi enfrentamento político”, disse ontem, em rápida conversa, por telefone, Roseana Sarney (PMDB), referindo-se à eleição de governador em 2018. Quando fala de provocação, refere-se ao grupo comandado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), de quem ela não citou o nome em nenhum momento da conversa.

Indagada, inicialmente, sobre como está sua disposição para disputar mais uma eleição de governador do Maranhão, Roseana respondeu sem convicção. “Estou vendo as coisas acontecerem. Por enquanto estou morando em Brasília, descansando e conversando muito, inclusive com o presidente Michel Temer, com quem já estive por duas vezes”.
A senhora tem dúvida se disputa ou não o governo em 2018? Por quê? “Olha, não sei ainda. A gente nunca sabe sobre uma situação dessas. Ainda tem muito tempo. Mas estou no aguardo dos acontecimentos. A situação está complicada em toda parte e não se pode precipitar as coisas.”

Trajetória

Roseana já disputou quatro eleições, perdeu uma em 2006, para o pedetista Jackson Lago, apoiado pelo então governador José Reinaldo, que tinha sido vice da peemedebista e se elegeu em 2002, após a titular renunciar para concorrer ao Senado. Com a cassação de Jackson, em abril de 2009, Roseana assumiu o restante do mandato, sendo reeleita em 2010, cujo mandato terminou em 2014. Ainda sobre as próximas eleições, Roseana disse: “Sinto que há muitas pessoas falando mal do governo atual, mas não é só isso, porque falavam mal também do meu quando eu era governadora. É que percebo, também, que eles estão com medo de disputar comigo. Com medo de mim”.

TRÊS PERGUNTAS A ROSEANA SARNEY

Quando a senhora acredita que poderá ter uma decisão?

Roseana: “Talvez lá para o segundo semestre. A minha vontade é não concorrer. Estou muito bem sem mandato e cuidando da saúde”.

Vai depender mais de quê?

Eles estão me provocando. Se continuarem a me provocar, posso entrar sim. Não tenho medo de concorrer. Boto um salto bem alto (brincando) e, quem sabe…

Como a senhora está daqueles velhos problemas de saúde, que já lhe causaram inúmeras cirurgias. Estão sarados?

Nenhum problema. A única coisa que tive recentemente foi uma pneumonia, mas pneumonia é causada pelo tempo, quando esfria muito.

A saia justa que Flávio Dino deve enfrentar

24.3.17
Do Blog do Jorge Aragão

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), terá uma verdadeira saia justa pela frente. O presidente Michel Temer retirou da Reforma da Previdência os servidores estaduais, deixando o assunto a cargo dos governadores.

A decisão, obviamente, foi tomada para facilitar a aprovação no Congresso Nacional, mas em contrapartida empurrou o problema para os governadores, já que, pelo que afirma o Governo Temer, a realização dessas reformas será inevitável.

O problema é que o PCdoB tem se mostrado um crítico da Reforma da Previdência no Governo Temer, ou seja, como o partido que é contra a Reforma da Previdência nacionalmente poderia propor uma reforma estadual?

Além disso, vários deputados estaduais, mesmo da base do Governo Flávio Dino, já subiram na Tribuna se posicionando contrários à Reforma da Previdência proposta pelo Governo Temer, ou seja, como esses parlamentares iriam aprovar uma eventual reforma estadual?

É bem verdade que o PCdoB pensa de um jeito quando está no poder e de outro quando está na Oposição, conforme o Blog já demonstrou (reveja aqui), mas que será uma saia justa e cheia de enorme desgaste para o governador Flávio Dino, isso será e ninguém duvida.

Câmara de Caxias decreta luto de três dias por morte do vereador Evilásio

22.3.17
Evilásio ao lado do vereador Repórter Puliça (PRB) em sessão da Câmara 

A Câmara Municipal de Caxias decretou três dias de luto pela morte do vereador Evilásio do Pam (SD). Veja abaixo o decreto, assinado pelo presidente da Câmara, o vereador Catulé (PRB).

Nota de pesar do prefeito Fábio Gentil pela morte do vereador Evilásio do PAM

21.3.17

CAXIAS - Vereador Evilásio do PAM morre aos 48 anos; suspeita é de suicídio

O enfermeiro e vereador caxiense Evilásio Roque Ramos, o Evilásio do PAM, 48 anos, faleceu na tarde desta terça-feira, 21, em sua residência localizada no bairro Cohab. Pelas primeiras informações obtidas no local, ele teria cometido suicídio.
        
No momento do fatídico acontecimento, apenas a empregada doméstica da família se encontrava no local.

Minutos depois, vários amigos, vizinhos, colegas de parlamento e curiosos se aglomeraram em frente a residência para se inteirar do fatos.

Populares e amigos estiveram no local em busca de informações
Eleito com 1.111 votos pelo partido Solidariedade, na coligação Amizade Solidariedade e Trabalho, que apoiou a candidatura de Léo Coutinho em 2016, Evilásio tinha um trabalho assistencial muito forte na zona rural do município. Evilásio deixa viúva e filhos.

Policiais militares chegaram minutos depois e impediram a entrada de pessoas que não eram da família na residência.

Um perito da Polícia Civil esteve no interior da residência colhendo evidências que possam auxiliar na elucidação do caso.

Informações prestadas por um policial militar que esteve no interior da residência dão conta que a morte ocorreu por disparo de arma de fogo na cabeça e que tudo leva a crer que foi um suicídio.

O primeiro suplente da coligação AMIZADE, SOLIDARIEDADE E TRABALHO, Ramos, irá assumir a vaga de Evilásio do PAM na Câmara Municipal de Caxias.

CAXIAS SOFRE - Fim de convênios do governo do MA na área da saúde é debatido na Câmara e governador Flávio Dino sofre duras críticas

Governador Flávio Dino mostra-se insensível com
o sofrimento dos caxienses
O fim dos convênios do governo do MA com o município de Caxias na área da saúde dominou os debates na sessão desta segunda-feira, 20, na Câmara Municipal.

O vereador Durval Júnior usou a tribuna para fazer um duro discurso lembrando da época que também discursava contra o fim de convênios na saúde no governo da então governadora Roseana Sarney. “Antigamente, aqui nessa tribuna, quantas e quantas vezes eu vim falar da Roseana Sarney por tal fato [fim dos convênios]?!”, iniciou Durval asseverando que não iria se calar agora. “Mas eu não vou me calar de forma alguma, porque o sujeito é governador do Maranhão eu vou jogar os erros dele pra debaixo do tapete. Agora, nós vamos ter a obrigação, a moral e a decência de resolver esse problema, porque a questão é política, mas quem tá pagando a conta é povo de caxiense”.

Fim do convênio com a Maternidade Carmosina Coutinho é inaceitável

“Como pode, em plena crise, uma maternidade que é macro regional, um governador tirar R$ 1.350.000,00 (hum milhão e trezentos e cinquenta mil reais) sem dar nenhuma satisfação pro povo caxiense?! Um governador que nasceu politicamente em Caxias, mas que não tá respeitando a população”, registrou Durval Júnior.

Neto do Sindicato

Pedindo um aparte ao colega, o vereador Neto do Sindicato elevou o tom das críticas por conta do fim dos convênios na área da saúde lembrando, inclusive, das facilidades em conseguir a realização de cirurgias no Hospital macroregional do Estado em 2016, e que desde a posse de Fábio Gentil, é praticamente impossível qualquer facilidade naquela unidade de saúde. “Eu tenho andado em busca de resolver o problema de uma cirurgia que no ano passado era muito fácil pra mim resolver e agora é muito difícil”, lembrou Neto ressaltando que, por fazer parte da  base do prefeito Fábio Gentil, estaria tendo dificuldades no acesso ao Macro e os pacientes não podem pagar por isso. “As pessoas não deixaram de ser caxienses. Essa senhora [que ele tenta marcar uma cirurgia no Hospital Macro Regional] não deixou de ter o direito de ser atendida pelo SUS”, protestou o parlamentar que estendeu suas criticas. “Nesse momento, um momento de saúde pública, o que a gente tem que fazer é deixar diferenças políticas de lado. Não dá para nós ficarmos assistindo aqui, a bel prazer, a briga do governador, a briga do prefeito, porque o prefeito não é bonito que o governador não vai mandar o dinheiro pra cumprir as necessidades básicas da saúde do nosso município. Então, essa briga entre poderes, atinge lá na ponta quem não tem dinheiro, quem não tem o plano de saúde, quem precisa do SUS pra fazer uma cirurgia. E essa Casa aqui tem responsabilidade, seja de situação, seja de oposição, porque não adianta se o governador não gosta do prefeito ou se o prefeito não gosta do governador, ai quem não tem dinheiro pra fazer um plano de saúde, vai morrer? O que é isso? Essa Casa tem obrigação, se for o caso, convocar uma audiência pública pra cá, chamar secretário de Saúde, chamar a população, pra dizer pra população o que tá acontecendo. Se é o governador que tá errado, tem que ser dito que é o governador que tá errado. Se é o prefeito que tá errado, tem que ser dito que é o prefeito que tá errado. Agora o cidadão, que tem direito a saúde, vai morrer porque a diferença que é porque não é do lado do prefeito, que não é do lado do governador?! Paciência!!!”, chateou-se o vereador do PC do B.

Repórter Puliça

Foi tão contundente o discurso de Durval Júnior, que vários vereadores engrossaram o coro das criticas contra a retaliação que Caxias está passando por parte do governo Flávio Dino. O vereador Repórter Puliça, tão conhecido pelo senso de humor utilizado nas suas intervenções no parlamento, deixou de lado a brincadeira e fez uma paralelo entre a dificuldade encontrada por pacientes de Caxias, que tentam dar entrada no Hospital Macroregional, e a facilidade daqueles oriundos de Matões. “Hoje eu soube que Matões tá fazendo é fila. Os doentes de Matões vindo pro Macro Regional. Os que vem de lá pra cá, se tiver uma unha ferida, opera na mesma hora. E aqui em Caxias é essa peregrinação do povo correndo atrás de vereador, atrás de prefeito por uma vaga”, revelou o Repórter Puliça ressaltando que os parentes dos doentes de Caxias, que tentam uma vaga no Macro, constatam a existência de vagas naquela unidade de saúde. “O próprio pai do paciente, ou a mãe, comprovam que existe vaga no macro e lá eles falam que não tem, mas quando chega alguém lá de Matões, é na mesma hora”.

“O governador Flávio Dino é hoje governador graças ao povo de Caxias, porque ele começou por aqui. Eu lembro como se fosse hoje, ele começou em Caxias. O povo de Caxias foi quem aprovou ele e votou nele. Esse desgosto pelo menos eu não tenho, eu nunca votei nele. Parece que eu estava adivinhando”, lamentou.

“E eu chamo, situação e oposição, para na hora que formos tratar dessa questão da audiência pública, a favor do povo de Caxias, para que nós esqueçamos a briga política e pensemos no bem estar do nosso povo”, finalizou Durval Júnior.

Catulé diz que Caxias está sem representatividade política: “hoje somos zero”

Fazendo um resgate da história da saúde pública de Caxias e da importância que a cidade possuía no âmbito politico estadual, o presidente da Câmara Municipal, vereador Catulé, lembrou das conquistas da saúde quando existiam  3 importantes hospitais, numa época que houve até transplante de rim, realizado na Casa de Saúde, e quando a cidade possuía representatividade politica com “4 deputados estaduais, 2 federais e 2 senadores”. Catulé lamentou que nos últimos anos, pela falta de liderança política, a cidade perdeu importância regional e deixou de ter Delegacia da Receita Estadual e do Trabalho, que hoje funcionam em Timon e em Codó.

“Hoje nós somos zero. Estamos perdendo tudo. Perdemos o IML, que foi feito pelo Dr. Marcelo. Se você tiver um problema na Receita Federal, que aqui era uma Delegacia Federal, hoje é posto. Se você cair na malha fina tem que se arrancar pra São Luís. Ministério do Trabalho que nós temos aqui, é posto. Pra tirar uma carteira de trabalho, um dissidio coletivo, é pior, tem que ir pra uma cidade menor do que aqui, Codó. Até a Receita Estadual, que desde que eu me entendo por gente é uma regional, hoje é posto subordinado a Timon. Hoje, já somos quintal de Timon”, lembrou Catulé enfatizando que essa diminuição da importância política da princesa do sertão se dá pela falta de agentes políticos com representatividade. “Por que isso? Porque nós estamos fracos de representação política. Fraco de representação política”, repetiu o presidente que continuou: “Se nós estivéssemos fortes na representação política, nós não estaríamos passando essa condição na saúde. Nós tínhamos até o mês de dezembro, e quem tem celular, computador observa isso, dinheiro suficiente pra manter a saúde. A partir do dia 1º [de janeiro] nós não tivemos mais. O prefeito só conseguiu pagar esses 2 meses da saúde por que a justiça federal bloqueou o dinheiro da repatriação, que era R$ 5 milhões, e acabou o dinheiro. E aí? Quem é que paga essa conta? A classe política e é necessário que o povo saiba a quem cobrar”, encerrou Catulé.

Por unanimidade, vereadores de Caxias aprovam Moção de Repúdio à PEC da Reforma da Previdência de autoria de Neto do Sindicato

Neto do Sindicato se mostra preocupado com as
 consequências da Pec da Reforma da Previdência
na aposentadoria dos trabalhadores
Os vereadores de Caxias aprovaram por unanimidade Moção de Repúdio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a Reforma da Previdência, de autoria do Poder Executivo Federal, encaminhada pelo presidente da República Michel Temer (PMDB) ao Congresso Nacional, em 5 de dezembro de 2016.

A proposição, de autoria do vereador Neto do Sindicato (PC do B), foi protocolada, assinada, lida e votada na sessão ordinária desta segunda-feira (20). A Moção de Repúdio será encaminhada ao Palácio do Planalto, ao Senado e à Câmara Federal, em Brasília (DF).

De acordo com a justificativa da Moção, a Reforma da Previdência proposta pelo governo federal é "por demais lesiva, retirando direitos dos trabalhadores conquistados a duras penas, em especial daqueles que recebem um salário mínimo, e das agricultoras e agricultores familiares, que são responsáveis pela produção de aproximadamente 70% dos alimentos que vão à mesa do povo brasileiro".

“A Câmara Municipal de Timon foi a primeira a aprovar uma moção de repúdio contra essa Reforma e Caxias é o segundo parlamento a mostrar para o Brasil nossa insatisfação”, disse Neto antes da votação e consequente aprovação do documento.

Leia abaixo o texto da moção na íntegra:

MOÇÃO DE REPÚDIO

A Câmara Municipal de Caxias, no Estado do Maranhão, nos termos do Regimento vigente, apresenta ao plenário, esperando aprovação, MOÇÃO DE REPÚDIO à Proposta de Emenda Constitucional - PEC 287/2016, que retira direitos dos trabalhadores, em especial daqueles que recebem um salário mínimo, e das agricultoras e agricultores familiares, que são responsáveis pela produção de aproximadamente 70% dos alimentos que vão à mesa do povo brasileiro.

Como representantes do Município, manifestamos extrema preocupação com a chamada "Reforma da Previdência". Trata-se de um conjunto de medidas encaminhadas pelo atual governo à Câmara dos Deputados, que prevê, entre outros pontos, a mudança na idade mínima das aposentadorias, que passa a ser de 65 anos, indistintamente para homens e mulheres, das áreas urbana e rural. Tal mudança representa um aumento significativo na idade mínima de aposentadoria de 05 anos para homens e 10 anos para mulheres.

Estudos comprovam que em muitas regiões do país, especialmente do Norte e Nordeste, a expectativa de vida está abaixo dos 65 anos. Além disso, igualar a idade mínima de aposentadoria entre homens e mulheres é uma grande injustiça, pois a maioria das mulheres brasileiras tem a chamada dupla jornada, ou seja, trabalham fora e depois em casa, cuidando dos afazeres domésticos. Portanto, nada mais justo que as mulheres se aposentem antes, como determina a atual legislação, o que se repete em inúmeros países pelo mundo.

Outro grave ponto da "Reforma" proposta pelo atual governo, estabelece a obrigatoriedade de contribuição de 49 anos com a Previdência, para que o trabalhador ou trabalhadora tenha direito à aposentadoria integral. A atual legislação estabelece 25 anos, ou seja, quase a metade. Na prática, essa medida representa o fim do direito à aposentadoria para a maior parte da população brasileira que, para se aposentar com salário integral aos 65 anos, terá que começar a trabalhar aos 16 anos de idade, com carteira assinada e contribuições permanentes durante esse período.

Sob o pretexto da "sustentabilidade" do Sistema Previdenciário, a PEC 287/2016 representa um enorme retrocesso num país com profundas desigualdades e diferenças. A médio e longo prazos representará o aprofundamento da crise econômica e social que aflige milhões de brasileiros.

Em contraposição ao falso dilema do déficit da previdência, consideramos que existem outras formas de enfrentá-lo, que não a retirada de direitos conquistados com sacrifício pelo povo brasileiro, ao longo das décadas. O combate à sonegação e à corrupção, como forma de garantir o aumento da receita líquida do sistema de seguridade social; a utilização dos recursos arrecadados pela previdência para sua finalidade e não para custear outros encargos do governo, principalmente o pagamento dos encargos da dívida pública.

Assim, reiteramos aqui o nosso compromisso, enquanto Vereadores e Vereadoras do município de Caxias-MA, na defesa intransigente da previdência pública e universal, a fim de garantir no futuro uma aposentadoria digna a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, dos grandes centros urbanos e das áreas rurais deste nosso País.

A presente Moção de Repudio à PEC 287/2016, aprovada pelo plenário desta Casa Legislativa, será encaminhada aos Excelentíssimos Deputados e Senadores, para que tomem conhecimento deste Ato e não votem a favor da proposta, encaminhada pelo Governo Federal, para a Reforma da Previdência Social, sobretudo pelo fato de que a seguridade social deve servir como instrumento de políticas públicas para o cumprimento dos direitos e de garantias fundamentais constitucionalmente previstos.

Câmara Municipal de Caxias-MA, aos 20 de março de 2017

Restos mortais de poeta caxiense são enterrados em sua terra natal

20.3.17
Depois de 100 anos enterrado em Porto Velho, no estado de Rondônia, os restos mortais do poeta maranhense Vespasiano Ramos chegaram à terra onde ele nasceu, Caxias. Em sua terra natal foram realizadas homenagens póstumas.

Os restos mortais do poeta caxiense Joaquim Vespasiano Ramos foram transladados em uma urna de madeira e velados na Academia Caxiense de Letras. O poeta foi exaltado e lembrado pelos acadêmicos, que também falaram da importância dele.

"Um ato divino para a literatura de Caxias, a literatura do Maranhão e a literatura brasileira", disse o poeta Wybson Carvalho.

Vespasiano era um poeta romântico, autor de uma única obra, Cousa Alguma. Segundo o presidente da Academia Caxiense de Letras, Renato Menezes, o livro "fala sobre o amor, fala sobre a dor, fala sobre a vida, fala sobre tudo isso que homens nascidos no começo do século passado sentiam. Era um poeta do momento, com todas as suas virtudes e desvirtudes, mas também é um poeta atual, pois esses assuntos ainda estão muito em voga entre nós".
Urna com os restos mortais de Vespasiano Ramos
(Foto: Reprodução/ TV Mirante)

A saga para trazer os restos mortais do poeta Joaquim Vespasiano Ramos de Porto Velho para Caxias começou há 36 anos, com uma lei sancionada pelo então governador do Maranhão João Castelo, que também era parente de Vespasiano.

Academia Caxiense de Letras (Foto: Reprodução/ TV Mirante)

Vespasiano morreu aos 32 anos, em 1916, em Porto Velho. Ele era patrono da cadeira 42 da Academia Maranhense de Letras, da cadeira 40 da Academia Paraense de Letras e da cadeira número 5 da Academia Caxiense de Letras.

A solenidade ocorreu no auditório da Academia (Foto: Reprodução/ TV Mirante)

Parentes de Vespasiano Ramos estiveram na cerimônia, se emocionaram e se mostraram felizes. "Eu acho que é um momento muito importante, principalmente pelo número de descentes, familiares que têm aqui", declarou Jacques Medeiros, sobrinho de Vespasiano Ramos.

Fonte: Com informações da TV Mirante