Polêmico como sempre: “Assistimos a Câmara de cócoras... É a cozinha da Prefeitura... O prefeito acha que é maior que o céu e a terrra”, diz Catulé no rádio

20.12.14
Vereador Catulé abordou temas polêmicos
O vereador Catulé concedeu no final da manhã deste sábado (20) na rádio Tropical FM, sua já tradicional entrevista de final de ano, onde fez uma espécie de prestação de contas de sua atuação parlamentar e opinou sobre o cenário político.

Na entrevista, mediada pela radialista Angela Sousa, os ouvintes tiveram, como sempre o vereador permite, uma participação ativa.

Duro e transparente como sempre foi em sua vida pública, o vereador Catulé denunciou, protestou e fez revelações sempre escondidas do grande público do submundo da política local.

Naturalmente, a péssima administração do prefeito Léo Coutinho foi alvo principal, com ênfase para o que Catulé chamou de “infanticídio” ocorrido na Maternidade Carmosina Coutinho e que o Brasil inteiro tomou conhecimento através do programa CQC. “Há muito tempo nossa cidade não era destaque nacional tão negativamente como foi recentemente como agora, através do CQC ao mostrar o infanticídio da Maternidade Carmosina Coutinho”, lementou o vereador acrescentando que até mesmo um vereador, que é médico daquela unidade de saúde, “revelou na Câmara que as duas enfermeiras, que fazem o atendimento das gestantes, uma fica olhando papel e a outra fica com cara pra cima”.

Também não faltaram criticas ao poder legislativo que, segundo ele, “transformou-se na cozinha da Prefeitura” numa alusão às constantes aprovações de matérias que penalizam a população e atendem os interesses do prefeito. “Assistimos uma Câmara de cócoras”, desabafou o oposicionista. “O prefeito acha que é maior que o céu e a terra”, referiu-se Catulé ao fato dele não gostar de ser contrariado.

Quanto a sofrível administração atual de Caxias, Catulé foi curto e grosso: “Nos últimos anos não tínhamos visto um prefeito tão despreparado para o cargo como esse”.

A recente crise na saúde, com as centenas de mortes na Maternidade Carmosina Coutinho, tiveram um destaque especial na entrevista. “É um infanticídio o que está acontecendo em Caxias” disparou Catulé questionando fortemente: “onde está os Direitos Humanos diante de tantas mortes de crianças?

Uma entrevista de cerca de uma hora, volta e meia Catulé voltava a atuação da Câmara Municipal. “Nunca tinha visto um legislativo com colegas tão subservientes”, protestou ele ressaltando, a certa altura de sua fala, que não são todos que estão calados diante de tudo. “Tenho que fazer um reconhecimento especial ao vereador Luis Lacerda, que tem tomado posições firmes no interesse do povo, inclusive ajudando a oposição a derrubar dois vetos do prefeito, enquanto teve gente que fugiu na hora da votação”, alfinetou lembrando que o prefeito tenta colocar a o povo contra a Câmara, “pois esse aumento na conta de água poderia ser feito por decreto, mas ele manda pra Câmara para que nós ficarmos com o ônus”, destacou o oposicionista que tentou, juntamente com os colegas da oposição, barrar o aumento da tarifa de água dos caxienses, que acabou sendo aprovada pela maioria governista.

Respondendo uma pergunta feita por um ouvinte, o polêmico vereador conclamou os caxienses a irem às ruas protestar, pois, segundo ele, “não adianta 4, 5 ou 6 pessoas reclamarem e as demais que estão insatisfeitas ficarem de braços cruzados”.

Num dos momentos mais polêmicos da entrevista, Catulé acusou o pai do prefeito de estar por trás de uma empresa que a Prefeitura tentou fazer a doação de um terreno público. “Vimos o prefeito pedir a doação de um terreno para uma empresa de energia, mas sabemos que quem está por trás disso é o pai dele”, revelou.

Um questionamento feito por Catulé na entrevista deixa bem claro como o prefeito só divide com os vereadores o ônus do seu impopular governo. “Ele mandou que a Câmara aprovasse o aumento da água, mas por que não mandou que votássemos um aumento salarial para o funcionalismo municipal ou o abono irrisório dos professores?”, indagou para em seguida responder: “não mandou por medo que os vereadores colocassem alguma emenda favorecendo os funcionários da Prefeitura”.

Conversei com o vereador Catulé após a entrevista e ele me garantiu que se sente revigorado para em 2015 enfrentar aqueles que se acham acima do bem e do mal e disposto a lutar pelos interesses dos caxienses. 

“Tchan-tchan-tchan-tchaaan!” Sílvia Carvalho e Vinicius Araújo podem participar de campanha de ‘marketing’ do governo Léo Coutinho

Demissão de Silvia Carvalho seria o “Tchan”...
Com o prefeito Léo Coutinho ainda em baixa nas pesquisas de opinião, seu grupo político tenta de todas as formas possíveis e imagináveis encontrar saídas que possam melhorar, mesmo que minimamente, sua aceitação popular.

Pensando em como levar o nome chefe do executivo competitivo para 2016, muitas estratégias estão sendo colocadas na mesa e serão praticadas neste ano de 2015.

O plano coutinhiano segue um script de marketing tipo aquela famosa propaganda da Gillete “A primeira faz tchan. A segunda faz tchun e... tchan-tchan-tchan-tchaaan!"

... Demissão de Vinicius Araújo o “Tchum”
No caso a primeira lâmina, responsável pelo “tchan”, levará ladeira abaixo a cabeça da secretária de Educação Silvia Carvalho. Considerada durona demais, espera-se com sua saída uma melhora no relacionamento com a classe dos professores.

Para o cargo de Silvia Carvalho, os dois prefeitos, Léo Coutinho e Berilo, indicaram a toda poderosa Josvalda, que foi rechaçada peremptoriamente pelo terceiro prefeito Humberto Coutinho. HC teme por um crescimento do poder de Berilo. Isso mesmo! Na família existe uma disputa interna por poder e ninguém pode ser maior que o deputado eleito.
O marketing do prefeito faria o “tchan-tchan-tchan-tchaaan!” 
(Deu certo no prestobarba, daria com ele?)

Ainda não está definido quem descerá na segunda lâmina, a que fará o “tchun”. O mais cotado, mas ainda não é certo sua participação na encenação ‘marqueteira’ de deixar o governo, é o secretário de Saúde Vinicius Araújo, pois a recente crise no setor seria uma chance de ouro para o desgastado governo livrar-se da sua companhia.

Após as demissões, e consequentes admissões dos novos ocupantes dos cargos, teríamos então o “tchan-tchan-tchan-tchaaan!” que viria com uma maciça campanha de marketing para tentar dar ao governo ares de produto novo e com muito a oferecer.

Na propaganda da Gillete deu certo, pois ainda hoje o comercial está nas nossas cabeças e impulsiona a liderança na venda do produto desde a década de 80

Vamos ver na vida real...

É o seu natal feliz!!! Sabiá Dá Sorte com premiação em dinheiro neste domingo: e são R$ 40 mil reais somente no 4o prêmio

MAIS 10 RODADAS DA SORTE DE R$ 200,00 CADA

O Sabiá dá Sorte deste domingo quer lhe dar aquela força no seu orçamento. Os prêmios são todos em dinheiro.

E o preço da sua cartela é mínimo: somente R$ 10,00 (sete reais) no seu termo de doação.

Confira a premiação completa:

1o PRÊMIO: 01 poupança de R$ 2.000,00

2o PRÊMIO: 01 poupança de R$ 2.000,00

3o PRÊMIO: 01 poupança de R$ 2.000,00

4o PRÊMIO: 01 poupança de R$ 40.000,00

Isso mesmo. Uma bolada de R$ 40 mil reais no 4o prêmio.

Todo o dinheiro arrecadado com a venda das cartelas será em benefício do projeto da escolinha de base do Sabiá Futebol Clube e a construção da Fazenda da Esperança Nossa Senhora das Graças.

E atenção

O sorteio será transmitido ao vivo, agora pelo canal 3, a partir das 10h, pela Rádio Tropical FM, além da rádio FM Nova Cidade do município de São João do Sóter.

Não fique de fora!

Rancor eterno – Era para ser Comendador Alderico Silva, mas Cleide Coutinho consegue na Assembleia que Hospital Regional receba nome do médico Everaldo Aragão

19.12.14
(1992) Alderico Silva recebendo mais uma comenda do então 
governador Edson Lobão: foram muitas homenagens em vida
O empresário Alderico Jefferson da Silva (1908-2005), foi o maior empreendedor da história de Caxias. “Seu Dá”, como era conhecido, de menino pobre fez fortuna e construiu um império na princesa do sertão.

Atuando no comércio, pecuária, indústria, gráfica, jornal e emissora de TV, foi na saúde que Alderico Silva fez sua maior ação social.

O Hospital Miron Pedreira, que funcionou durante décadas onde hoje está instalada a Faculdade da família Coutinho, foi um hospital escola para médicos de várias gerações, inclusive sendo um dos primeiros empregos de Humberto e Cleide Coutinho quando chegaram em Caxias recém-formados.

Foto histórica: Alderico Silva em foto de 1963
com João do Vale e Luiz Gonzaga
O local onde os coutinhos constroem milhares de casas, shooping center, onde será o novo prédio da Prefeitura e muitos outros empreendimentos, também foi de propriedade da família Silva.

Adversário político durante os últimos 20 anos de vida do comendador Alderico Silva, Humberto parece que ainda nutre pelo falecido empresário um ressentimento que nunca irá acabar.

Estava praticamente certo que o Hospital Regional de Caxias receberia o nome de "Comendador Alderico Silva" em homenagem a maior empresário que Caxias já teve. Esse justo reconhecimento teria partido do então secretário de Saúde, Ricardo Murad, que sabia da importância que o homenageado teve em Caxias e na região leste do Maranhão e em especial na área da saúde.

O deputado Max Barros, sobrinho do comendador Alderico Silva, embora ingenuamente, vazou a história nos corredores da Assembleia, o que motivou a súbita mudança no nome do Hospital.

De autoria da deputada Cleide Coutinho, juntamente com o deputado Arnaldo Melo, o Projeto de Lei no 228/2014, denomina o Hospital Regional de Caxias de “Hospital Doutor Everaldo Ferreira Aragão”.

O médico Everaldo Aragão (in memoriam) foi um dos grandes profissionais da saúde na cidade e merece ser homenageado, mas existem muitos prédios da área em Caxias a serem inaugurados que poderiam receber seu nome.

E foi a importância do novo homenageado que garantiu o silêncio de todos diante da tentativa de apagarem da memória de Caxias um dos seus maiores nomes, que foi o comendador Alderico Silva.

Pode não ser nome de prédio público durante o domínio da família Coutinho em Caxias, mas o legado de A. Silva está intrinsecamente ligado a história dessa cidade e isso ninguém nunca irá apagar.

Governador vistoria obras de hospital e inaugura Parque Empresarial de Caxias

O governador do Maranhão, Arnaldo Melo, em companhia do secretário de estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Mauricio Macedo, vistoriou nesta quinta-feira (18), as obras do Hospital Regional e inaugurou o Parque Empresarial de Caxias.

Ao lado do prefeito Leonardo Coutinho (PSB) e vereadores do município, o governador iniciou a Itinerância no canteiro de obras do Hospital Macrorregional, obra do Programa Saúde é Vida, que terá capacidade de 100 leitos de internação clínica e 10 de UTI, com área construída de 5.526 m2. A unidade vai dispor de centros cirúrgicos com quatro salas, centros de imagem para exames de tomografia, raio-x, ultrassonografia, mamografia e endoscopia.

O investimento é de R$ 21.138.379,59 e os equipamentos estão orçados em R$ 11 milhões, totalizando um custo de cerca de R$ 32 milhões. A conclusão da obra também prevê o Serviço de Pronto Atendimento 24 horas (SPA) e laboratórios de análises clínicas.

Logo após, a comitiva seguiu pela BR 316, distante cerca de 10 Km da sede do município, onde foi instalado o Parque Empresarial. A obra, construída pela Secretaria de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Sedinc), teve investimento de R$ 10,3 milhões, recursos oriundos do BNDES e foi realizada em seis meses.

O Parque Empresarial de Caxias faz parte do Programa Viva Maranhão e foi construído numa área inicial de 51 hectares divididos em 53 lotes empresariais. O terreno para a implantação possui no total 100 hectares e foi doado pela prefeitura municipal de Caxias.

O parque será administrado sob a forma de condomínio. A ideia é que seja uma Parceria Pública Privada para que os empresários sintam-se donos e ao mesmo passem a administrar.

O empreendimento conta atualmente com espaço urbanizado, com ruas pavimentadas preparadas para trafego de caminhões pesados; moderna sinalização de trânsito horizontal e vertical, além de contar com o abastecimento de água, energia elétrica, iluminação e drenagem pluvial, além de uma área administrativa com espaços para restaurantes, oficinas, bancos e entidades empresariais - o Centro Administrativo.

O governador Arnaldo Melo disse que o Parque Empresarial de Caxias é uma oportunidade belíssima para os caxienses maranhenses. "A entrega deste parque empresarial abre oportunidades para todos aqueles que acreditam no Maranhão, para os que querem investir e construir sua empresa aqui para gerar renda para o povo maranhense", disse o governador Arnaldo Melo.

O prefeito Leonardo Coutinho, que destacou o apoio do Governo do Estado na pessoa da governadora Roseana Sarney e do secretário Mauricio Macedo, disse que a inauguração deste parque é um sonho realizado.

A inauguração contou ainda com a presença do deputado federal César Pires; do secretário de Articulação Política, Rodrigo Valente, do presidente do Sindicato das Indústrias e Comércio do Leste Maranhense (Sindcocal), Edivan da Silva Amâncio, além de empresários e autoridades da região.

Na ocasião, Mauricio Macedo também entregou ao prefeito Leo Coutinho e ao presidente do Sindcocal, um exemplar do plano Maranhão Competitivo - Uma Estratégia de Desenvolvimento Produtivo, trabalho desenvolvido pela Sedinc com diagnósticos, metas, estudos para ser executado ao logo dos próximos 30 anos. (Fonte: Mano Santos/Portal Noca)

Quinze dias entre a vida ou a morte - Corrida contra o tempo da caxiense Miriele Costa

18.12.14
Quinze dias de vida. Este é o prazo dado pelos médicos para a pequena caxiense Miriele Silva Costa, de apenas 11 meses de nascimento. Ela sofre de hidrocefalia e a cirurgia que pode salvar a garota custa R$ 14.100,00 (Quatorze Mil e Cem Reais).

Desesperados por não ter a quantia para salvar a vida da própria filha, os pais da garota apelam para a imprensa pedindo ajuda. Miriele foi diagnosticada à cerca de 6 meses, mas, foi durante o último exame, realizado na clínica DMI em Teresina há duas semanas, que prognóstico de vida foi dado.

Miriele está na fila do SUS para realizar a cirurgia, mas, com a pessimista previsão médica, esse atendimento só correria dentro de no mínimo 3 meses, tempo insuficiente para salvar a vida da garota.

Amigos tentam fazer vaquinhas, bingos, sorteios e outros meios de angariar o valor em tempo recorde. A menina já apresenta sinais com o avanço da doença.

Quem pretende ajudar basta ligar para os fones (99) 98245-8881 ou 98846-6186

ORÇAMENTO DA CIRURGIA
- Procedimento: Neuroendoscopia para tratamento cirúrgico de Hidrocefalia.
1(uma) Diária de 1 (uma) UTI de Apartamento coletivo - R$ 7.500,00
Anestesista - R$ 600,00
Equipe Médica - R$ 6.000,00
Pagamento em espécie, depósito em conta e cartão (Visa, Máster, Hiper ou CredShop)
Haverá cobrança ainda do exame de tipagem de sangue bem como pelas bolsas de sangue utilizadas na cirurgia

A hidrocefalia é o acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano dentro do crânio, que leva ao inchaço cerebral. (Fonte: Mano Santos/Noca)

Engenheiro caxiense envolvido em suposto esquema de suborno na Petrobras

José Raimundo Brandão Pereira
foi indicado pelo ministro
Edson Lobão
O engenheiro caxiense, José Raimundo Brandão Pereira, foi citado em depoimento sigiloso à Polícia Federal, feito por um funcionário de Carreira da Petrobras, em que foi revelado detalhes de um esquema de corrupção que pode estar por trás do fim da parceria entre a estatal e a belga Astra Oil. O rompimento obrigou a Petrobras a comprar a parte que cabia à empresa belga na refinaria de Pasadena, causando prejuízo de US$ 792 milhões.

Lobão fugiu dos holofotes desde que o seu nome 
começou a surgir nos sucessivos escândalos na Petrobras
De acordo com a denúncia, a relação entre as empresas teria azedado depois que o engenheiro maranhense José Raimundo Brandão Pereira, indicado pelo ministro Edison Lobão (PMDB), teria mandado a Houston um emissário para propor o superfaturamento nos contratos de aluguel de navio e a apropriação de uma taxa de 1,25%, conhecido como "address commission”, para alimentar o esquema de corrupção. Por mês, a estatal gastava R$ 200 milhões com a operação.

O negócio teria sido recusado pela Astra Oil, que não estava disposta a assumir prejuízos intencionais causados pelo esquema de corrupção. Pereira ocupou diversos postos na estatal — foi diretor da Petrobras International Finance Company (PIFCo) e trabalhou com Paulo Roberto Costa na área de Abastecimento. Ele deixou a empresa em 2012.

Apesar da tentativa de fraude ter fracassado nos Estados Unidos, o modelo teria prosperado na Petrobras América em operações no Golfo do México, onde os navios conhecidos como aliviadores teriam sido afretados por um preço três vezes acima do mercado internacional. O bom desempenho do emissário lhe rendeu até mesmo promoção para atuar na Petrobras Global Trading, com sede na Holanda, mais conhecida como Petrobras Netherlands.

O engenheiro José Raimundo Brandão Pereira pertence a família tradicional de Caxias. Estudante do antigo colégio Diocesano em Caxias, Brandão seguiu carreira na Petrobras onde ocupou vários cargos na estatal fora do país.

Apontado agora em depoimento feito à PF por outro funcionário da Petrobras, Brandão foi procurado por diversos veículos de imprensa para comentar o caso, mas não atendeu a nenhum jornalista. (Com informações de O Globo).

Opressores e Oprimidos

Por Edson Vidigal, Advogado, foi Presidente do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho da Justiça Federal.

Leio no Eclesiastes 4/1:

“Depois, voltei-me e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol; e eis que vi as lagrimas dos que foram oprimidos e dos que não tem consolador, e a força estava do lado dos seus opressores; mas eles os oprimidos, não tinham consolador.”

Ora, as nuvens que estão ali agasalhadas numa quase baixa altura um pouco acima do sol nascente devem ser as vencedoras de alguma olimpíada que a noite distraída encomendou.

Vencedoras da corrida e por isso, só por uma madrugada, amancebadas com o sol, as nuvens agora se banham em raios dourados que refletem sobre as águas do lago realçando o branco das garças, o verde das arvores e o cinza dos prédios ao longe em derredor.

Isso tudo e mais o enorme azul que se esparrama pelo céu denunciando os arquipélagos das nuvens fracas, sem brilho.

É terrível viver sob a opressão e não ter em quem confiar. Não que faltem profetas. Há profusão deles. Não que a indiferença campeie sufocando os clamores nas cidades e nos campos, inclusive os rumores das selvas seculares.

São incontáveis os que se digladiam querendo a confiança dos oprimidos. A diferença, contudo, é enorme entre obter a confiança e se manter confiável para vencer as refregas em favor dos oprimidos. A história dos que padecem de fome de direitos e de sede de justiça tem páginas e mais páginas manchadas pelas tintas da decepção popular.

Os que não se desgarram da verdade tem dificuldades enormes para obterem a confiança dos oprimidos, o que é compreensível porque as pessoas que sofrem a opressão têm pressa, querem estar livres dos que lhes aperreiam o quanto antes.

Quem é comprometido com a verdade não transige com a mentira. Sabe que concretamente nada é possível de uma hora para a outra. As coisas devem ser feitas com eficácia duradoura. Nada de arremedos. 

O líder de verdade não cede à ilusão das promessas miríficas, aliás, não cede a ilusão nenhuma. Pode despertar esperanças? Sim. Afinal, agarrar-se a uma esperança não é agarrar-se a uma ilusão.

A mentira que move os falsos profetas, e eles são tantos e até incontáveis, é pródiga nas miríades, convincente nas promessas inalcançáveis que eles inventam e despertam. Compreensível que os oprimidos mais se inclinem em confiança aos falsos profetas.

A multidão condenada à opressão das desigualdades sociais, à tirânica supressão dos seus direitos, à sonegação da sua dignidade, à cegueira da desinformação pela falta total de instrução escolar, é presa fácil da demagogia, a qual nem existiria se o seu oxigênio não fosse a mentira.

Demagogo é o especialista em dizer às pessoas aquilo que elas estão exatamente querendo ouvir. Não lhe interessa se o que diz é viável, se tem alguma aparência de verdade ou se é descarada mentira. Interessa, sim, atrair a confiança da multidão ou de uma só pessoa para depois então vitima-la, lhe frustrando a esperança não sem antes usufruir tudo nos dividendos que a eventual liderança possa arrecadar.

Penso no Eclesiastes – “depois me voltei e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol”. Os oprimidos nem sempre tem ao seu lado quem verdadeiramente os represente e os console.

As nuvens que amanheceram hoje agasalhadas sob o sol já se banharam com os raios dourados e já flutuam no azul, vestidas de algodão. Amanhã serão outras. E outro o dia.

A voz da consciência: “Esses dois anos foram meio fracos”, diz Jerônimo na Câmara referindo-se ao governo Léo Coutinho (Sesssão do descarrego – parte final)

17.12.14
Protagonista de momentos tristes na sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira, 15, coube também ao vereador Jerônimo, um governista fervoroso, o papel de, em poucas palavras, sintetizar a administração Léo Coutinho.

Prefeito Léo Coutinho pode encontrar 
problemas na Câmara em 2015
Não foi um discurso contra o governo, coisa impensável para Jerônimo Ferreira, mas o seu simples e desproposital comentário dizendo que “esses dois anos [do governo Léo Coutinho] foram meio fracos” mostraram, para bom entendor, que as insatisfações de bastidores aumentam a cada dia em direção ao Palácio da Cidade.

É comum em conversas reservadas ouvir dos parlamentares a insatisfação geral contra o prefeito Léo Coutinho. O titular do blog ouve isso diariamente. A antipatia pessoal em relação ao prefeito só ainda não chegou em discursos na Câmara porque Humberto Coutinho ainda é um parachoque para o desastrado governo Léo Coutinho.

A derrubada de dois vetos do prefeito caxiense na penúltima sessão desta legislatura e a aprovação apertada de um terceiro deixou o Palácio da Cidade em estado de alerta.

Por mais incrível que isso possa parecer, Léo Coutinho acha que isso, o desgaste pessoal, não é com ele.

Se ele acha que essa história de “pode arrochar” da propanda dele vai levar a algum lugar, está muito enganado”, disse-me um vereador governista sem se identificar ao fina da última sessão do ano.

E as promessas de que na volta dos trabalhos da próxima legislatura tudo vai ser diferente em relação aos interesses e as medidas impopulares do governo municipal é cada vez mais recorrente.

Que não esperem de mim apoio para tudo”, disse-me outro vereador afirmando que está de olho é na sua reeleição. “Vou cuidar é de agradar meus eleitores, pois nesse governo não adianta querer agradar o prefeito que ele não reconhece o esforço de ninguém”, afirmou o desiludido parlamentar.

Pelas promessas da vereança, ou o prefeito Léo Coutinho se enquadra, ou será ele a ser enquadrado na Câmara Municipal no ano vindouro.

Lei Loane Maranhão - Ronaldo Chaves tenta criar lei para garantir segurança em órgãos públicos no município (Sessão do descarrego – parte VII)

Loane Maranhão: assassinada no trabalho
Após a longa e tensa sessão realizada nesta segunda-feira, 15, na Câmara  Municipal, na já famosa “sessão do descarrego”, no final dos trabalhos o clima nervoso deu lugar a um dos momentos mais sublimes e emotivos do ano no parlamento caxiense.

Familiares e amigos de Loane Maranhão 
participaram da sessão
A votação do Indicativo de Lei propondo a obrigatoriedade de agentes de segurança armados e/ou a instalação de dispositivos detectores de metais em todas as repartições públicas do munípio de Caxias, proposta pelo vereador Ronaldo Chaves, e já batizada informalmente de Lei Loane Maranhão, em homenagem a escrivã covardemente assassinada em seu local de trabalho na Delegacia da Mulher em Caxias, deixou vereadores e o público presente bastante emocionados quando a matéria foi apreciada.

A emoção estava a flor da pele devido a presença de familiares e amigos de Loane no auditório do legislativo caxiense.

Aprovado por unanimidade, o Indicativo de Lei irá para sanção do prefeito Léo Coutinho e poderá entrar em vigor assim que o chefe do executivo desejar.

Emoção após o término da sessão
O autor do indicativo, vereador e delegado licenciado Ronaldo Chaves, amigo pessoal e de trabalho da escrivã homenageada usou a tribuna para justificar a sua proposta.

Logo nas primeiras palavras, Chaves não conseguia esconder a emoção ao defender um projeto que leva o nome de uma colega de trabalho, ficando ainda mais sensibilizado devido a presença dos pais de Loane Maranhão.

Emoção após o término da sessão
Todo crime bárbaro tem sua simbologia e o de Loane serviu para mostrar a falência do Estado”, discorreu Ronaldo tendo que interromper por diversas vezes seu discurso devido a emoção a cada palavra dita ao lembrar o fatídico dia da morte de Loane. “Esse Indicativo de Lei, que com certeza vai ser sancionado, que ele traga soluções para que casos como esse [de Loane] não aconteçam mais”, disse o vereador.

Antes do encerramento da sessão, a presidente Ana Lúcia Ximenes leu uma mensagem comovente da mãe da homenageada e convidou a todos para um minuto de silêncio. Em seguida todos rezaram um Pai Nosso simbolizando o caráter espiritual da votação da Lei Loane Maranhão.

Ao final, em meio ao choro de parentes e amigos da escrivã assassinada, todos se abraçaram numa cena comovente.