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teve direito a um dissabor entre Cláudia Coutinho e
PMJ sobre quem teria o protagonismo para falar primeiro |
Se algum desinformado da política caxiense esperava um ato político de grande expressão com a suposta união entre Paulo Marinho Júnior e Cláudia Coutinho visando às eleições de 2026, enganou-se redondamente.
Em reunião realizada no Marília Eventos, em Caxias, a dita união parece ter prazo de validade, ou seja, até o dia da eleição em outubro próximo.
Com um público reduzido, muito em razão da perplexidade dos caxienses, que jamais imaginariam ver o ex-prefeito de Matões, Ferdinando Coutinho, e o ex-prefeito de Caxias, Paulo Marinho, juntos no mesmo palanque endossando tal união, o que se viu no local foram cenas fora de qualquer roteiro pensado pelos idealizadores do evento.
O ex-prefeito Paulo Marinho, por sinal, foi a ausência mais percebida no local. Nas redes sociais, PM fez questão de registrar sua opinião:
“Muitas pessoas me perguntando se me uni com os Coutinhos. A resposta é não. Paulinho é adulto e responsável pelos atos dele, inclusive os políticos. Eu tenho a minha opinião e conheço a ‘história’”, publicou o ex-prefeito, demonstrando contrariedade com a união e tomando distância dessa “história”.
Constrangimentos à parte entre os presentes por dividirem o mesmo palanque, houve até quem disparasse ser “uma grande honra estar ao lado de Paulinho” e, logo depois, se atrapalhasse na apresentação dos oradores, tamanha era a emoção de ficar ao lado de quem parecia um ídolo político.
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Evento
não teve o público e a empolgação esperada |
Mas, se a ausência do ex-prefeito Paulo Marinho foi notada por todos, a ex-deputada Cleide Coutinho, viúva do saudoso Humberto Coutinho, também não compareceu ao ato, demonstrando igualmente que não endossa — e provavelmente jamais endossaria — a união de cinco meses patrocinada por Ferdinando Coutinho com parte da família Marinho, uma vez que grande parte da trajetória política de Humberto Coutinho foi construída em embates com a família Marinho.
Cleide esteve ao lado de Humberto no fechamento da Casa de Saúde por conta de alegada perseguição do governo de Paulo Marinho e também na memorável reunião em que foi anunciada a demissão de centenas de funcionários da empresa imortalizado em reportagem na época pela antiga TV Paraíso.
Constrangimentos e ausências à parte, a união de cinco meses entre parte das famílias Coutinho e Marinho não saiu como esperado. Apesar da disposição estratégica das cadeiras no espaço do Marília Eventos para minimizar os “buracos” nas imagens que seriam divulgadas em vídeos na internet, o resultado pôde ser percebido também pela pouca ou quase nenhuma empolgação dos aliados dos dois candidatos nos grupos de WhatsApp.
Se pensaram que a celebração da suposta união entre os dois grupos oposicionistas provocaria algum rebuliço na população caxiense, enganaram-se novamente.
Pelo que se viu, pode-se dizer que o resultado foi quase insignificante e representou muito pouco diante da força política que as candidatas governistas Daniella e Amanda Gentil possuem em Caxias.






