Pesquisa fajuta anima incautos em Caxias; apesar de antigo, conto do vigário eleitoral continua sendo praticado na cidade

14.10.21

Tem uma cara enorme de picaretagem. Não tem autor e muitos menos o nome do contratante. Com esse enredo, o print de um questionário de hipotética pesquisa eleitoral feita em Caxias circula em grupos de whatsapp com questionamento sobre a intenção de votos para deputado federal.

Apresentando números ilusórios, a referida fake news só tem um único objetivo: tentar tumultuar a base do prefeito Fábio Gentil.

Por tentar tumultuar a base do prefeito Fábio Gentil entenda-se pela enorme discrepância entre as supostas intenções de votos atribuídas a Paulo Marinho Júnior e a Amanda Gentil. Foi como se o autor da patranha dissesse em alto e bom som da inviabilidade da candidatura de Amanda Gentil e que PMJ era a opção lógica para receber o apoio do prefeito de Caxias, semeando discórdia no grupo.

Mas não foi somente essa diferença entre as duas opções para deputado federal que remete ao signatário oculto dessa malandragem.

Como não existe crime perfeito, o autor da pesquisa fake deixou suas digitais que somente quem entende do jogo político de Caxias, e conhece os atores desse enredo, sabe interpretar.

No tal print que circula agora em grupos de zap, e que já saltou para a tela de desavisados escribas, não existe a logo do suposto instituto que teria feito, mas em edição anterior (isso mesmo, a fake news já circula há semanas na cidade), se atreveram a usar o nome de uma empresa de pesquisas sediada em São Luís.

Não importando qual seria o nome do instituto usado, uma vez que o autor, que não tem compromisso com a verdade e quer apenas tumultuar o processo eleitoral, poderia usar qualquer nome que lhe desse na telha.

Essa história de pesquisa falsa nos remete ao não tão distante ano de 2018, quando pesquisas de opinião apontavam o então candidato a deputado estadual, Zé Gentil, em situação dificílima naquela disputa, onde até um empate técnico com o ex-vereador Manoel da Caçamba ousaram apresentar. Isso sem falar na confortável projeção dada a Adelmo Soares naquela eleição.

Por falar em Adelmo Soares, o mesmo print que corre agora nos zaps da vida com nomes na disputa para o mandato de deputado federal a serem votados em Caxias, também apresenta figuras ligadíssimas ao insosso deputado estadual caxiense: Rubens Júnior, Felipe Camarão, Jefferson Portela, Clayton Noleto, Pedro Lucas Fernandes e Márcio Jerry, todos secretários do governo Flávio Dino e amicíssimos de Soares, foram presenteados com menções entre os hipotéticos pesquisados no município.

Lembram do empate técnico entre o então candidato a deputado estadual Zé Gentil e o ex-vereador Manoel da Caçamba, em 2018?  Pois é... a piada da vez é o mesmo empate técnico entre Amanda Gentil e o esposo da vereadora Taís Coutinho, o que confere um ar de comédia pastelão a essa sondagem.

Mesmo sem botar os pés em Caxias, e sem nenhuma liderança política a levar seu nome por essas bandas, o deputado Rubens Júnior ostenta incríveis 11,5% dos votos na zona rural da cidade e outros 5,7% na área urbana, o que também deixou a classe política ressabiada com esses números.

O registro de pesquisas de opinião junto ao TRE só é obrigatório em ano eleitoral, o que fará deste ano de 2021 um terreno baldio para mentes desocupadas que só pensam em artimanhas e falcatruas para obter dividendos políticos, mas que a performance da última eleição mostrou claramente o destino daqueles que usam a trapaça como trampolim.

Não custa nada o leitor rememorar estranhas pesquisas de opinião divulgadas em panfletos distribuídos na madrugada quando da última eleição municipal que apresentavam um empate técnico entre Adelmo e Fábio Gentil, mas que as urnas foram implacáveis em desmoralizar aqueles que fazem do jogo sujo um instrumento de vida.

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