PCdoB corre risco de fracasso nos principais colégios eleitorais do MA...

10.8.20
Partido do governador Flávio Dino tem desempenho ruim não apenas em São Luís – em que o candidato Rubens Júnior amarga as últimas colocações – mas também em Imperatriz e Caxias, onde caminha para derrotas

Rubens Júnior faz questão de se apresentar como candidato de Flávio Dino, mas não 
consegue superar a marca de 1 nas intenções de votos

Empenhado em se vender como opção presidencial, o governador Flávio Dino pode passar vergonha eleitoral com seu PCdoB já em 2020, amargando derrotas fragorosas em São Luís e nos principais colégios eleitorais do Maranhão.

Na capital maranhense, o candidato comunista é o deputado federal Rubens Pereira Júnior, afilhado “de sangue” do governador – que não consegue deixar as últimas posições nas pesquisas eleitorais, apesar da estrutura montada em torno de si.

A situação de Rubens Júnior é tão difícil para Flávio Dino que ele vive constantemente às voltas com especulações sobre desistência, uma vez que ficar fora do segundo turno será um desgaste nacional para a imagem do governador.

Ex-líder do governo Flávio Dino, Marco Aurélio disputa a terceira e quarta colocações 
em Imperatriz, bem distante dos líderes

Mas o PCdoB amarga dissabores também em Imperatriz e Caxias, os dois principais colégios eleitorais do interior.

Em Imperatriz, o deputado Marco Aurélio disputa um distante terceiro lugar com o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB), bem longe dos líderes Assis Ramos (DEM) e Ildon Marques (PP).

Já em Caxias, o também deputado estadual Adelmo Soares deve ser protagonista da principal derrota do PCdoB no estado; o ex-secretário de Flávio Dino aparece até 60 pontos distante do prefeito Fábio Gentil (PRB), que deve se reeleger.

Ex-secretário de Flávio Dino, Adelmo Soares deve sofrer derrota humilhante em Caxias, onde 
aparece até 60 pontos percentuais atrás de Fábio Gentil

São apenas três exemplos de derrotas anunciadas para Flávio Dino, mas as três nos três maiores colégios eleitorais do estado.

Suficientes para deixar o governador – ele próprio necessitando de crescimento – com imagem de rejeição em sua própria terra.

E para um candidato a presidente, essa imagem é devastadora…

(Fonte: Blog do Marco D’Eça)

Nasce o Imperador da Lira Americana, Gonçalves Dias


Por Wybson Carvalho

Há quase dois séculos, precisamente, nesta data de 10 de agosto de 1823, no morro da Laranjeira, num sítio denominado de Boa Vista, localizado na mata do Jatobá, distante acerca de 14 léguas da Vila de Caxias das Aldeias Altas, nascia o filho do comerciante português, João Manoel Gonçalves Dias, e da cafuza brasileira, Vicência Mendes Ferreira: Antônio Gonçalves Dias, o Imperador da Lira Americana e filho ilustre da terra de palmeiras onde canta o sabiá.

O porquê:

A Vila de Caxias fora no século XVIII um vigoroso centro comercial, localizado às margens do rio Itapecuru, num período em que a navegação era o mais importante meio de circulação das riquezas e muito se beneficiou dessa circunstância.
Porto de entrada para o Alto Itapecuru e para a então região dos Pastos Bons, além de destino ou passagem do intenso intercâmbio mercantil a partir da Bahia até os sertões maranhenses, a Vila de Caxias foi um florescente entreposto de compra e venda de gado e de produtos agrícolas, principalmente arroz e algodão, de acentuada participação na economia do Estado na época.

A crescente prosperidade do lugar atraiu inúmeros comerciantes europeus para a Vila de Caxias, dentre os muitos: os portugueses e entre eles João Manoel Gonçalves Dias, que não figurava entre os principais negociantes, em Caxias, daquela época mas avultava influentes capitalistas. Era solidamente estabelecido com uma casa de comércio na Rua do Cisco, junto à qual residia num sobrado com Vicência Mendes Ferreira, uma cafuza separada do marido e a quem tomava por companheira.

Precisamente, na segunda metade do ano de 1823, a forte reação contra a independência teve, na Vila de Caxias, ainda, um dos seus centros de maior ressonância. O cerco ao lugar e sua posterior capitulação custaram muito sangue derramado e revelaram, tanto da parte das tropas sob o comando do Major Fidié quanto entre os que lutavam pela causa nativista, muita bravura e determinação.

É bastante compreensível que o português João Manoel Gonçalves Dias formasse, ao lado de outros compatriotas, adeptos da continuidade do Brasil como colônia de sua pátria, Portugal. Por tal motivo, logo que se tornou vitoriosa a causa nacionalista brasileira, sobre quantos, por ação ou omissão, contribuíram para a impedir ou retardar a adesão do Maranhão à Independência, a Junta de Delegação Extraordinária do Ceará e Piauí, consumada a capitulação, lançou multas que variavam de oito contos de réis a quatro mil réis. Alguns pagaram a quantia estipulada, houve que conseguisse redução da pena, outros obtiveram a absolvição, ao passo que uns fugiram do ônus imposto, expediente ao qual recorreu João Manoel Gonçalves Dias, multado em um conto de réis.

Casa em sobrado, na cidade de Caxias, na qual residiu o poeta Gonçalves Dias, e, a de canto 
pegada a ela, era onde seu pai comercializava com a sua ajuda já aos oito anos de idade.

Deixando Caxias com Vicência, que se encontrava em adiantado estado de gestação, o português João Manoel Gonçalves Dias refugiou-se num sítio que possuía no lugar boa Vista, pertencente à data Jatobá, distante cerca de 14 léguas de onde partira.

Foi, então, no desconforto desse esconderijo que, em 10 de agosto de 1823, nasceu o menino batizado Antônio Gonçalves Dias, e a quem o destino reservara a glória de primeiro grande poeta brasileiro.

“É, pois, para todos os brasileiros, mas cabe mais, particularmente, aos filhos desta terra pugnar pelas suas glórias. Caxias, que tão dignamente figura na República das Letras, deve dar o exemplo de como se estimar os bons engenhos, de como zelar a fama própria, de como se respeitam esses grandes vultos que são o Panteon da Posteridade...”.
Dissera o poeta, Antônio Gonçalves Dias. Pois, hoje, aqui, neste jornal, traz estes cunhos: cívico e cultural no qual ratificamos Caxias em um bom engenho e, literalmente, berço de filhos com brilho próprio que a tornam um fiel Panteon cívico e histórico ao nosso povo.

Fonte de Pesquisa: Vida e Obra de Gonçalves Dias- Jomar Moraes.

Biografia

Nascido em Caxias, era filho de uma união não oficializada entre um comerciante português com uma mestiça cafuza brasileira (o que muito o orgulhava de ter o sangue das três raças formadoras do povo brasileiro: branca, indígena e negra), e estudou inicialmente por um ano com o professor José Joaquim de Abreu, quando começou a trabalhar como caixeiro e a tratar da escrituração da loja de seu pai, que veio a falecer em 1837.

Iniciou seus estudos de latim, francês e filosofia em 1835 quando foi matriculado em uma escola particular.

Foi estudar na Europa, em Portugal em 1838 onde terminou os estudos secundários e ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1840), retornando em 1845, após bacharelar-se. Mas antes de retornar, ainda em Coimbra, participou dos grupos medievistas da Gazeta Literária e de O Trovador, compartilhando das ideias românticas de Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Antonio Feliciano de Castilho. Por se achar tanto tempo fora de sua pátria inspira-se para escrever a Canção do exílio e parte dos poemas de "Primeiros cantos" e "Segundos cantos"; o drama Patkull; e "Beatriz de Cenci", depois rejeitado por sua condição de texto "imoral" pelo Conservatório Dramático do Brasil. Foi ainda neste período que escreveu fragmentos do romance biográfico "Memórias de Agapito Goiaba", destruído depois pelo próprio poeta, por conter alusões a pessoas ainda vivas.

No ano seguinte ao seu retorno conheceu aquela que seria sua grande musa inspiradora: Ana Amélia Ferreira Vale. Várias de suas peças românticas, inclusive “Ainda uma vez — Adeus” foram escritas para ela. Nesse mesmo ano ele viajou para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, onde trabalhou como professor de história e latim do Colégio Pedro II, além de ter atuado como jornalista, contribuindo para diversos periódicos: Jornal do Commercio, Gazeta Oficial, Correio da Tarde e Sentinela da Monarquia, publicando crônicas, folhetins teatrais e crítica literária.

Litografia de Gonçalves Dias em rótulo de cigarro.

Em 1849 fundou com Manuel de Araújo Porto-alegre e Joaquim Manuel de Macedo a revista Guanabara, que divulgava o movimento romântico da época. Em 1851 voltou a São Luís do Maranhão, a pedido do governo para estudar o problema da instrução pública naquele estado.

Gonçalves Dias pediu Ana Amélia em casamento em 1852, mas a família dela, em virtude da ascendência mestiça do escritor, refutou veementemente o pedido. No mesmo ano retornou ao Rio de Janeiro, onde casou-se com Olímpia da Costa. Logo depois foi nomeado oficial da Secretaria dos Negócios Estrangeiros. Passou os quatro anos seguintes na Europa realizando pesquisas em prol da educação nacional. Voltando ao Brasil foi convidado a participar da Comissão Científica de Exploração, pela qual viajou por quase todo o norte do país.

Voltou à Europa em 1862 para um tratamento de saúde. Não obtendo resultados retornou ao Brasil em 1864 no navio Ville de Boulogne, que naufragou na costa brasileira; salvaram-se todos, exceto o poeta que foi esquecido agonizando em seu leito e se afogou. O acidente ocorreu nos baixios de Atins, perto da vila de Guimarães no Maranhão.
Sua obra pode ser enquadrada no Romantismo. Procurou formar um sentimento nacionalista ao incorporar assuntos, povos e paisagens brasileiras na literatura nacional. Ao lado de José de Alencar, desenvolveu o Indianismo.Por sua importância na história da literatura brasileira, podemos dizer que Gonçalves Dias incorporou uma ideia de Brasil à literatura nacional.

O grande amor: Ana Amélia

Por ocasião da elaboração da antologia poética da fase romântica, elaborada por Manuel Bandeira, Onestaldo de Pennafort gentilmente escreveu a nota que segue, retirada daquela obra e aqui transcrita:

" A poesia "Ainda uma vez --adeus,--" bem como as poesias "Palinódia e "Retratação" -- foram inspiradas por Ana Amélia Ferreira do Vale, cunhada do Dr. Teófilo Leal, ex-condiscípulo do poeta em Portugal e seu grande amigo.

"Gonçalves Dias viu-a pela primeira vez em 1846 no Maranhão. Era uma menina quase, e o poeta, fascinado pela sua beleza e graça juvenil, escreveu para ela as poesias "Seus olhos" e "Leviana". Vindo para o Rio, é possível que essa primeira impressão tenha desaparecido do seu espírito. Mais tarde, porém, em 1851, voltando a S. Luís, viu-a de novo, e já então a menina e moça de 46 se fizera mulher, no pleno esplendor da sua beleza desabrochada. O encantamento de outrora se transformou em paixão ardente, e, correspondido com a mesma intensidade de sentimento, o poeta, vencendo a timidez, pediu-a em casamento à família.

"A família da linda Don`Ana -- como lhe chamavam -- tinha o poeta em grande estima e admiração. Mais forte, porém, do que tudo era naquele tempo no Maranhão o preconceito de raça e casta. E foi em nome desse preconceito que a família recusou o seu consentimento.

"Por seu lado o poeta, colocado diante das duas alternativas: renunciar ao amor ou à amizade, preferiu sacrificar aquela a esta, levado por um excessivo escrúpulo de honradez e lealdade, que revela nos mínimos atos de sua vida. Partiu para Portugal. Renúncia tanto mais dolorosa e difícil por que a moça que estava resolvida a abandonar a casa paterna para fugir com ele, o exprobrou em carta, dura e amargamente, por não ter tido a coragem de passar por cima de tudo e de romper com todos para desposá-la!

"E foi em Portugal, tempos depois, que recebeu outro rude golpe: Don`Ana, por capricho e acinte à família, casara-se com um comerciante, homem também de cor como o poeta e nas mesmas condições inferiores de nascimento. A família se opusera tenazmente ao casamento, mas desta vez o pretendente, sem medir considerações para com os parentes da noiva, recorreu à justiça, que lhe deu ganho de causa, por ser maior a moça. Um mês depois falia, partindo com a esposa para Lisboa, onde o casal chegou a passar até privações.

"Foi aí, em Lisboa, num jardim público, que certa vez se defrontaram o poeta e a sua amada, ambos abatidos pela dor e pela desilusão de suas vidas, ele cruelmente arrependido de não ter ousado tudo, de ter renunciado àquela que com uma só palavra sua se lhe entregaria para sempre. desvairado pelo encontro, que lhe reabrira as feridas e agora de modo irreparável, compôs de um jato as estrofes de "Ainda uma vez -- adeus --" as quais, uma vez conhecidas da sua inspiradora, foram por esta copiadas com o seu próprio sangue."

Julgamento crítico

De Alexandre Herculano

"Os primeiros cantos são um belo livro; são inspirações de um grande poeta. A terra de Santa Cruz, que já conta outros no seu seio, pode abençoar mais um ilustre filho. O autor, não o conhecemos; mas deve ser muito jovem. Tem os defeitos do escritos ainda pouco amestrado pela experiência: imperfeições de língua, de metrificação, de estilo. Que importa? O tempo apagará essas máculas, e ficarão as nobres inspirações estampadas nas páginas deste formoso livro.
Abstenho-me de outras citações, que ocupariam demasiado espaço, não posso resistir à tentação de transcrever das Poesias Diversas uma das mais mimosas composições líricas que tenho lido na minha vida. (Aqui vinha transcrita a poesia Seus Olhos.) Se estas poucas linhas, escritas de abundância de coração, passarem, os mares, receba o autor dos Primeiros Cantos testemunho sincero de simpatia, que não costuma nem dirigir aos outros elogios encomendados nem pedi-los para si" ("Futuro Literário de Portugal e do Brasil" em Revista Universal Lisbonense, t.7,pág. 7 ano de 1847-1848)

De José de Alencar

"Gonçalves Dias é o poeta nacional por excelência: ninguém lhe disputa na opulência da imaginação, no fino lavor do verso, no conhecimento da natureza brasileira e dos seus costumes selvagens" (Iracema)

De Machado de Assis

"Depois de escrita a revista, chegou a notícia da morte de Gonçalves Dias, o grande poeta dos Cantos e dos Timbiras. A poesia nacional cobre-se, portanto, de luto. Era Gonçalves Dias o seu mais prezado filho, aquele que de mais louçania a cobriu. Morreu no mar-túmulo imenso para talento. Só me resta espaço para aplaudir a ideia que se vai realizar na capital do ilustre poeta. Não é um monumento para Maranhão, é um monumento para o Brasil. A nação inteira deve concorrer para ele. (Crônicas em Diário do Rio de Janeiro, de 9 de novembro de 1894.)

Cronologia
• 1823 - 10 de agosto: Nasce no sítio Boa Vista, em terras de Jatobá, a 14 léguas da vila de Caxias, Antônio Gonçalves Dias. Filho do comerciante João Manuel Gonçalves Dias, natural de Trás-os-Montes, e de Vicência Ferreira, maranhense.
• 1830 - É matriculado na aula de primeiras letras do Prof. José Joaquim de Abreu.
• 1833 - Começa a servir na loja do pai como caixeiro e encarregado da escrituração.
• 1835 - É retirado da casa comercial e matriculado no curso do Prof. Ricardo Leão Sabino, onde principia a estudar latim, francês e filosofia.
• 1838 - Parte para São Luís, onde embarcará para Portugal; chega em outubro a Coimbra e entra para o Colégio das Artes.
• 1840 - 31 de outubro: Matricula-se na Universidade.
• 1845 - Embarca no Porto para São Luís, aonde chega em março, partindo no dia 6 para Caxias.
• 1846 - Embarca para o Rio de Janeiro.
• 1847 - Aparecem os Primeiros Cantos, trazendo no frontispício a data de 1846.
• 1848 - Aparecem os Segundos Cantos e Sextilhas de Frei Antão.
• 1849 - É nomeado professor de Latim e História do Brasil no Colégio Pedro II.
• 1851 - Publicação dos Últimos Cantos.
• 1852 - É nomeado oficial da Secretaria dos Negócios Estrangeiros
• 1854 - Parte para Europa.
• 1856 - Viagem à Alemanha. É nomeado chefe da seção de Etnografia da Comissão Científica de Exploração.
• 1857 - O livreiro-editor Brockhaus, de Dresda, edita os Cantos, os primeiros quatro cantos do poema Os Timbiras e o Dicionário da Língua Tupi.
• 1859 - 1861 - Trabalhos da Comissão no interior do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pará e Amazonas, chegando até Mariná, no Peru.
• 1862 - Parte para o Maranhão, mas no Recife, depois de consultar médico, resolve embarcar para Europa.
• 1862 - 22 de agosto: É desligado da comissão Científica de Exploração.
• 1862 - 1863 - Estação de cura em Vicky. Marienbad, Dresda, Koenigstein, Teplitz e Carlsbad. Em Bruxelas sofre a operação de amputação da campainha.
• 1863 - 25 de outubro: Embarca em Bordéus para Lisboa, onde termina a tradução de A noiva de Messina, de Schiller.
• 1864 - Fins de Abril: Volta a Paris. Estações de cura em Aix-ls-Bains, Allevard e Ems (Maio, junho e julho).
• 1864 - 10 de setembro: Embarca o Poeta no Haver no navio Ville de Boulogne. Piora em viagem
• 1864 - 3 de novembro: Naufrágio nas costas do Maranhão e morte de Gonçalves Dias.
Obras
• 1843: Canção do exílio
• 1843: Patkull
• 1846: Primeiros cantos
• 1846: Meditação
• 1846: O Brasil e Oceania
• 1848: Segundos Cantos
• 1848: Sextilhas de Frei Antão
• 1846: Seus Olhos
• 1857: Os timbiras
• 1851: I-Juca-Pirama
• 1858: Dicionário da Língua Tupi, chamada língua geral dos indígenas do Brasil
• 1859: Segura o Índio Louco
• 1997: Zica da Patagônia

O sofrido Líbano


Da Coluna do Sarney

O Maranhão tem uma certa ligação com o Líbano. É difícil encontrar uma família maranhense que com ele, de maneira direta ou indireta, não possua uma ligação de sangue, sentimental ou de amizade. Sírios e libaneses de vários credos religiosos buscaram para seus caminhos de imigração o Norte do Brasil. Aqui no Maranhão essa presença se tornou tão forte que muitos sírio-libaneses assumiram posições de liderança na política, no comércio, nas entidades de classe, com grande expressão.

Essa influência e miscigenação se tornou tão arraigada que chegou até a incorporar-se aos costumes e à culinária. Eu sempre digo que o Maranhão tem várias culinárias: a culinária da Costa, dos peixes e frutos do mar; a culinária portuguesa tradicional, que não abandonamos, de cozidões, tortas, caldeiradas; a do sertão, de carne de sol, maria isabel, pirão de leite etc; a libanesa de quibes, esfirras, quibe labanie; e a maranhense mesma, mistura da africana e da indígena com um toque libanês, de onde saiu o divino arroz de cuxá.

Antônio Dino, grande médico e alma boa, que foi meu vice-governador, me contou uma parte dessa saga da imigração libanesa dizendo que no início do século XX alguns refugiados políticos, seus ancestrais e muitos outros, vieram para o Maranhão, principalmente para o interior. Não guardei todo o relato, o que lamento, e faço uma sugestão para alguma tese acadêmica levantando essa história, que faz parte da nossa.

Eu mesmo tenho dentro de casa muitos Murad e Duailibe, netos, genros e netos.

Quando o meu romance O Dono do Mar foi traduzido para o árabe, fui a Beirute para seu lançamento. A cidade tinha saído da guerra civil e estava toda destruída. O Rafik Hariri – que seis anos depois foi morto pela explosão de um carro bomba na hora em que passava seu comboio – era um grande político, fizera o Acordo de Faët acabando com 15 anos de guerra-civil, estava reconstruindo Beirute. Com ele e sua irmã construí mesmo uma relação de amizade. Tenho um serviço de jantar que foi ofertado por ele.

O Líbano tem uma história sofrida. Sua localização, espremido com fronteira do Israel, Síria e Chipre (pelo mar), o torna alvo de  permanente agressão e envolvimento no caldeirão do Oriente Médio, tendo como centro a milenar luta de judeus e palestinos.

A tragédia que vive o Líbano com a gigantesca explosão e a destruição do seu porto e da cidade somase à crise econômica e política.  Naquela época se assinalava a presença de 500 mil palestinos nos campos de refugiados, comandados pelo Hezbollah, que  desequilibrava a divisão de poderes formada no pacto de independência, dividindo o poder dos xiitas com a milícia Amal. Com a guerra da Síria mais 1,5 milhões de refugiados entraram no país, que tinha 4,5 milhões. A insatisfação vem de toda parte. O filho de Hariri tentou recentemente substituir o pai e foi expulso pelos protestos de rua que exigem “fora todos os políticos”. A tragédia maior é um país essencialmente multicultural tornar-se inviável pela violência de seus vizinhos e pela incapacidade em exercer seu talento para a convivência.

Sofremos com o Líbano e somos solidários com o seu povo e nos juntamos àqueles que no mundo inteiro tem o dever de ajudá-los a ressurgir das cinzas.

Apresentador Análio Jr. afasta-se temporariamente do programa Cidade Alerta

9.8.20

O apresentador Análio Júnior, que apresenta o programa televisivo Cidade Alerta Caxias, anunciou seu afastamento do programa. Isso ocorrerá dia 10 de agosto. A medida é exigência da Justiça Eleitoral no que se refere a profissionais de mídia que concorrerão a uma vaga nas próximas eleições. Análio é pré-candidato a vereador.

O afastamento das atividades deve ser antes das eleições, marcadas para o dia 15 de novembro. Encerrado o prazo para a realização das convenções partidárias, as emissoras não podem transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato.

Depois da realização do pleito ele pretende retornar ao programa. Durante o período de campanha o programa, exibido pela TV Cidade Caxias, Canal 5, será apresentado por Alessandra Santos.

Trata-se de um desafio tanto para Análio, que participará da corrida eleitoral, quanto para os que realizam o programa, feito ao vivo. Os telespectadores já perceberam que o apresentador sempre incentivou sua equipe e esperamos que tudo dê certo.

Emanuel Pereira (Diário de Caxias)

CAXIAS – Hospital de Campanha contabiliza 42 altas médicas de um total de 2.370 pacientes que venceram a covid-19 no município

7.8.20

A Prefeitura de Caxias já contabiliza somente no Hospital de Campanha (Centro Médico), alugado pela gestão municipal, 42 pacientes que venceram a covid-19. Os pacientes que chegam à unidade de saúde são regulados da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caxias e também do Complexo Hospitalar Gentil Filho.

O Complexo Hospitalar Gentil Filho tem dado um grande suporte à saúde de Caxias. Após a abertura de uma Unidade de Terapia Intensiva com 10 leitos, os trabalhos têm tido grande êxito. Até esta segunda-feira (3), nove pessoas já haviam sido transferidas para o Hospital de Campanha, que depois tiveram alta médica.

“Tem pacientes que vêm com outras comorbidades, eles já vêm com a covid-19 às vezes. Tem pacientes que vêm entubados e precisam de um acompanhamento com fisioterapeuta e, devido a isso, ele é avaliado, e quando o médico vê que é um paciente que pode ir para a enfermaria, o paciente é transferido para o Hospital de Campanha”, explica Lucas Carvalho, assistente social da UTI Covid-19 no Complexo Hospitalar Gentil Filho.

Ao todo, o município de Caxias já  contabiliza 2.370 que já estão recuperados, dos atuais 3.215 confirmados com a covid-19, que estão sendo acompanhados para também vencerem a doença. Os trabalhos são realizados com muita responsabilidade. A cada recuperação, tanto os familiares quanto os profissionais de saúde vibram com cada alta médica.

“Cada familiar que tem a necessidade, que vem aqui ao Centro Médico, tem todo um acolhimento, graças à nossa gestão. Hoje nós conseguimos um índice de sucesso muito bom. Isso é culminado com o momento da alta médica, quando a gente vibra junto com a família. E quando a gente entrega o paciente para a sua família é um momento de muita alegria. A gente busca fazer com que no período em que o paciente esteja internado ele não se sinta confinado, mas que ele se sinta acolhido, valorizado, isso é muito importante, e por isso a gente vibra tanto quando o paciente tem alta. Nós conversamos com a família, os cuidados que tem que ter em casa, como o paciente deve se comportar para ter uma boa qualidade de vida”, explica Socorro Melo, diretora do Hospital de Campanha (Centro Médico). (Ascom)

Pré-candidatura de Duarte Jr à Prefeitura de São Luís recebe apoio do secretário Catulé Júnior

6.8.20

As mobilizações em torno da pré-candidatura de Duarte Jr à Prefeitura de São Luís pelo Republicanos vêm ganhando adesão continuamente. Quem também abraçou a causa foi o secretário de Estado de Turismo, Catulé Júnior, que tem total confiança em Duarte, em virtude dos resultados e das ideias apresentadas.

"É com muita convicção e entusiasmo que venho manifestar meu apoio à pré-candidatura de Duarte Jr à Prefeitura de São Luís. E faço isso com muita tranquilidade, porque enxergo no Duarte todas as qualidades que entendo que o próximo prefeito da nossa capital deve ter. Falo em relação à experiência administrativa que Duarte demonstrou na sua passagem pelo Procon. Tenho certeza absoluta que Duarte tem todas as ideias e todos os projetos que são necessários para colocar São Luís na vanguarda da administração pública nacional", declara o secretário Catulé Júnior.

“Fico muito feliz com o apoio do amigo Catulé Júnior que verdadeiramente tem compromisso com a nossa cidade. Durante a nossa gestão, a cultura e o turismo serão prioridades em respeito às nossas raízes e para a maior geração de emprego e renda.

Entre as ideias, pretendemos reduzir o ISS para a rede hoteleira e criar as áreas de livre cultura e turismo para incentivar a realização de congressos, excursões, eventos culturais e festivais - que se estendam até o amanhecer, como já acontece em Fortaleza e Recife”, pontua o deputado Duarte Jr.

Educação em tempos de pandemia


Da coluna do Mário Assunção, do Portal Noca

Vivemos momentos difíceis que irão ficar marcados na memória das pessoas. Uma geração inteira marcada pelo Covid-19 e sofrendo seus efeitos ao longo dos anos.

Em entrevista coletiva concedida na sede das Nações Unidas, o secretário geral António Guterres disse que uma das consequências mais devastadoras para a próxima geração é o fechamento das escolas. Segundo a ONU, até meados de julho, as escolas estavam fechadas em mais de 160 países, afetando mais de 1 bilhão de estudantes. Além disso, pelo menos 40 milhões de crianças em todo o mundo não tiveram acesso à educação pré-escolar. E os pais e responsáveis – e especialmente as mulheres – foram forçados a assumir os encargos mais pesados de cuidados em casa. A ONU destacou que o mundo já passava por uma crise de aprendizagem antes da pandemia. Mais de 250 milhões de crianças em idade escolar estavam fora da escola e apenas um quarto das crianças do ensino secundário nos países em desenvolvimento saía da escola com competências básicas. “Agora, enfrentamos uma catástrofe geracional que pode desperdiçar um potencial humano incalculável, minar décadas de progresso e acentuar desigualdades enraizadas”, disse Guterres.

Para superar esse mal que pode devastar uma geração, a ONU pede o retorno imediato das aulas em locais que a pandemia esteja controlada, aumento dos investimentos na área com melhoria no transporte e merenda escolar para dar acesso as crianças e segurança alimentar. Para finalizar, alterar as estruturas educacionais para melhor formar nossas crianças.

Voltada ao cenário local, a prefeitura precisa, urgentemente, implantar mecanismos para reduzir os impactos da suspensão das aulas presenciais como:

- Aquisição de chip´s de acesso à internet para os alunos carentes;

- Plantão tira dúvidas nas escolas com horário agendado para os pais e alunos;

- Distribuição de kits de merenda escolar de forma mensal;

- Utilizar as aulas mediadas por tecnologia para facilitar o aprendizado;

- Colocar os transportes escolares a disposição dos pais e alunos pelo menos 2 vezes por semana para a retirada das atividades da escola e do plantão para tirar dúvidas.

Precisa-se de maneira urgente proporcionar uma melhor acolhida a esses estudantes.

CAXIAS - Bairro Pampulha recebe a Operação Tapa Buracos

Os trabalhos da Operação Tapa Buracos seguem realizando intervenções em toda a cidade de Caxias. Depois de passar por uma das maiores comunidades, o Residencial Vila Paraíso, a operação chega ao Conjunto Pampulha.


As ações são realizadas pela prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, que mantém as equipes em campo, mesmo no período da pandemia, a fim de contemplar o maior número de vias que precisem dos reparos.

As equipes iniciaram os serviços pela Avenida Constantino Castro. “Mesmo com a pandemia estamos conseguindo manter as equipes do Tapa Buracos em campo para atender as principais urgências”, destaca o secretário de Infraestrutura, Murilo Novais.

Além da Vila Paraíso, a operação já passou este ano pelos bairros Centro, Bacuri, Pirajá e a Avenida Alexandre Costa. O reparo na camada asfáltica é uma das ações mais solicitadas pelos caxienses, considerando que se trata de uma pavimentação que permite o fluxo de veículos com facilidade.

A Prefeitura de Caxias, mesmo durante a covid-19, não parou as atividades. Todos os trabalhadores seguem os protocolos de saúde e utilizam as proteções devidas. (Ascom)

TURISMO – Mirante da Balaiada retoma atividades no Morro do Alecrim


O Mirante da Balaiada, no Morro do Alecrim, um dos cartões postais de Caxias, já retomou as atividades de forma segura, a fim de manter todos os caxienses atentos às questões de segurança, tendo em vista a existência da covid-19, que ainda causa grandes transtornos aos caxienses e brasileiros.

As atividades já retomaram nesta segunda (3), após a instalação de dois lavatórios portáteis pelos profissionais de Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). A Secretaria Municipal Adjunta de Turismo, que integra a Secretaria Municipal de Cultura, Patrimônio Histórico, Esporte, Turismo e Juventude, informa que tudo está sendo feito de modo a garantir que os caxienses sigam os protocolos de saúde, mantendo distanciamento e lavando as mãos com água e sabão caso seja necessário.

“Reabrimos o Mirante da Balaiada nesta segunda-feira com todos os protocolos de segurança adotados. Instalamos duas pias nas entradas. Disposição de mesas dos quiosques e restaurantes bem separadas para mantermos o distanciamento social, uso de máscara obrigatório para colaboradores e visitantes. Em breve abriremos a passarela para visitação de apenas 5 pessoas por vez. A loja de artesanato funcionará nos três turnos e quiosques e restaurantes nos períodos da tarde e da noite, não permitindo o consumo de bebidas alcoólicas e disponibilizando álcool em gel pelos estabelecimentos aos seus clientes”, explica Fernando Santos, secretário municipal adjunto de Turismo.

A Prefeitura de Caxias também orienta a população a usar máscara em todos os ambientes públicos da cidade. A gestão municipal lembra que todos os esforços estão sendo tomados no sentido de manter a população bem informada sobre as ações preventivas, a fim de prevenir os caxienses contra a covid-19. (Ascom)

Começa atendimento em trailer da Caixa Econômica instalado na Praça do Pantheon

5.8.20

Já começou o atendimento do trailer instalado em frente à Prefeitura de Caxias,  na Praça do Pantheon, pela Caixa Econômica Federal. A ação solicitada pela gestão municipal por meio do senador Roberto Rocha junto à superintendência do banco vai prestar auxílio aos clientes até o dia 14 de agosto.

No local, uma estrutura com tendas, cadeiras e todas as medidas segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) foi preparada para dar as condições de receber os caxienses que precisam acessar os serviços da Caixa neste período. A agência informa que estará realizando token (código para pagamento) do Auxílio Emergencial prioritariamente. Além disso, cadastramento e desbloqueio de cartão e senhas.

DOCUMENTOS E HORÁRIO

O cliente deve comparecer ao trailer munido de documentos pessoais (xerox e original). Não há a necessidade de madrugar em filas.  O horário de funcionamento é de 8h às 14h, de segunda a sexta-feira. Já no sábado, o funcionamento será apenas das 8h até às 12h. Neide Ferreira foi buscar informações sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).


“Eu vim saber sobre o FGTS. É importante aqui por causa da aglomeração de pessoas. Aqui ficou mais facilitado para resolver nossos problemas. Graças a Deus veio essa carreta para cá, glória a Deus por isso”, disse a cliente.

O atendimento será realizado conforme o calendário divulgado pela Caixa e conforme está previsto no decreto municipal, respeitando as iniciais das letras dos nomes dos clientes e dias da semana, para evitar aglomerações e garantir a saúde de todos os caxienses que serão atendidos.

“É bom para resolver as coisas. Eu vim buscar o Auxílio Emergencial e eu vim para desbloquear e ver a senha do cartão”, diz Francisco de Sousa. (Ascom)

Secretaria de Estado do Turismo assina acordo de cooperação com Ministério do Turismo de Cabo Verde

A expertise maranhense será usada para a criação de Observatório do Turismo no país.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), assinou no final da tarde da segunda-feira (03), o Acordo de Cooperação Mútua celebrado com governo de Cabo Verde para cooperação técnica visando subsidiar a criação de Observatório do turismo no país.

O acordo tem vigência até 03 de agosto de 2021 e ratifica o reconhecimento mundial das atividades desenvolvidas pelo Observatório de Turismo do Estado do Maranhão. A parceria foi firmada com o Instituto do Turismo de Cabo Verde, órgão vinculado ao Ministério do Turismo e Transporte. A ação fortalece o trabalho que vem sendo colocado em prática na Setur, visando expandir seus modelos operacionais, além de estreitar laços com povos que tenham cultura e potencial turístico semelhantes.

Para o secretário de Estado de Turismo do Maranhão, Catulé Júnior, o Observatório do Turismo e as pesquisas de demanda turística são essenciais. “Os estudos fornecem análises estatísticas que são fundamentais para que o poder público consiga traçar estratégias de gestão e para que conheça melhor as necessidades dos turistas. Ficamos muito felizes em receber a carta de intenção encaminhada por Cabo Verde, a assinatura dessa parceria reforça o reconhecimento externo do investimento do Governo do Estado nas ações relacionadas ao Turismo”, diz o secretário.

Em sua fala, o administrador do Instituto do Turismo de Cabo Verde, Américo Lopes, agradeceu e afirmou o interesse de Cabo Verde em aprofundar as relações. “Tivemos uma pronta e positiva resposta da SETUR, que desde a primeira hora disponibilizaram em nos apoiar na criação do Observatório do Turismo, e que se materializa agora, através deste acordo de cooperação que acabamos de assinar. Aproveitamos uma vez mais, para agradecer a disponibilidade e a expertise nesta matéria e dizer que tudo faremos para honrar este compromisso, agora assumido, no sentido de materializar este nosso projeto”, disse.

A Supervisora de pesquisa do Observatório do turismo do Maranhão, Hanna Coelho destacou a importância do trabalho conjunto. ” Recebemos o contato de Cabo Verde em reconhecimento ao trabalho que o projeto vem realizando nos últimos meses para a criação de um Observatório do Turismo no local. O alcance dos resultados é reflexo de uma gestão estratégica otimizada e assertiva”, explicou.

Cooperação Técnica

Pelo Termo de Cooperação, cabe à Setur disponibilizar todas as informações referentes ao “Observatório do Turismo do Maranhão”, necessárias à criação do “Observatório de Turismo de Cabo Verde”, como: modelos de estatuto; modelos de projetos; planos estratégicos; modelos de questionários; softwares e ferramentas utilizadas; procedimentos metodológicos de recolhimento de informações da demanda; informações sobre o SISTUR (Sistema de cadastro das empresas e prestadores de serviços em turismo) e permitir que seus servidores se mobilizem para participar de reuniões e oficinas de trabalhos destinadas à consecução do objeto, de forma remota;

“Acerca do processo de elaboração do projeto, um plano colaborativo foi pensado para que as atividades sejam realizadas de forma simultânea através de ferramentas online. O Instituto receberá orientações sobre o planejamento estratégico do Observatório a ser criado, quais metodologias podem utilizar, como formalizar parcerias e desenvolver estudos e pesquisas”, explicou a supervisora de pesquisa do Observatório do Turismo do Maranhão, Hanna Coelho.

Os últimos oito meses o Observatório do Turismo do Maranhão desenvolveu um intenso trabalho para ampliar os resultados das pesquisas do turismo no Estado, onde as parcerias já existentes foram fortalecidas e novas estão no sendo desenvolvidas. A coordenação executiva criou em parceria com a SEATI o novo portal que possibilita aos visitantes o acesso direto a todos os boletins produzidos. As pesquisas acerca da demanda turística foram aperfeiçoadas e estudos de oferta consolidados.

Observatório do Turismo

O Observatório do Turismo do Maranhão é uma rede de dados e informações acerca do Turismo coordenado pela Secretaria de Estado do Turismo em parceria com diversas entidades como instituições de ensino, institutos de pesquisa, secretarias municipais e estaduais.

O Observatório é um instrumento de planejamento e gestão disponibilizando informações e dados sistematizados, que possam contribuir com o desenvolvimento turístico do estado. O objetivo das pesquisas de demandas realizadas é levantar o perfil do turista que vêm conhecer o Estado. (Fonte: Setur MA)

A expedição ao Ceará e outros caminhos de Gonçalves Dias

4.8.20

Por Edimilson Sanches

RESUMO:

I) O jornal “O Povo”, de Fortaleza (CE), iniciou, em 28/1/2020, a publicação de uma reportagem em série sobre a expedição científica que percorreu o Estado a partir de 1859. O advogado, escritor e etnólogo Antônio Gonçalves Dias, maranhense de Caxias, fez parte da expedição, como um dos “cinco chefes” (como ele próprio escreveu), responsável pelos estudos sobre as populações indígenas, negras e sertanejas e pela redação do texto (“narrativa”) da viagem.

II) Além desses caminhos expedicionários, por onde mais Gonçalves Dias andou? A primeira listagem de cidades, Estados e países por onde o Poeta caxiense esteve.

*

O jornal “O Povo”, de Fortaleza (CE), em extensa reportagem publicada em 28 de janeiro de 2020, trata da famosa Imperial Expedição Científica de Exploração ao norte do Brasil, que teve, entre seus principais nomes (cinco ao todo), nosso conterrâneo caxiense Antônio Gonçalves Dias (sim, o famoso poeta, também advogado, etnólogo, tupinólogo, dramaturgo), que era responsável pelos estudos etnográficos e por toda a narrativa da viagem. (Eduardo Henrique Barbosa de Vasconcelos, professor do curso de História da Universidade Estadual de Goiás, escreveu um artigo com o nome “Gonçalves Dias e a Seção Etnográfica e Narrativa da Comissão Científica de Exploração (1859-1861)”).

A Expedição era um sonho do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB), que, em 1856, ouvira um marcante discurso de um de seus membros, o cientista Manuel Ferreira Lagos. Lagos, botânico, clamava por pesquisas e produções científicas feitas por brasileiros, sobretudo nas regiões menos visitadas, e reclamava de diversos estudos e explorações realizados por estrangeiros, os quais cometiam erros tamanhos. O próprio Gonçalves Dias, na “Parte Histórica” do seu livro-relato “Trabalhos da Comissão Científica de Exploração” (1862) informava, introdutoriamente, que “já acontecia que a terra de Santa Cruz era melhor estudada e apreciada nas viagens e relações dos escritores estrangeiros do que nas memórias dos nossos antepassados”. Um parágrafo depois, o notável caxiense observa que “os estrangeiros têm tido nem só ampla faculdade de visitá-lo [ao Brasil], pois não carecem de solicitar permissão para isso, como auxílio, recomendação, proteção e favores do nosso governo [...]”. Logo adiante, no mesmo parágrafo, o relator oficial da Expedição ressublinha, em aposto: “[...] aquele fato singular que no princípio assinalamos – de ser o Brasil mais e melhor conhecido pelos estranhos do que pelos nossos – se conserva no mesmo pé”. E finaliza o parágrafo, como quem lamenta ou alerta: “Precisamos estudar o Brasil nos autores estrangeiros, consultamos as suas cartas marítimas até na nossa navegação de cabotagem [aquela feita perto do litoral, com terras à vista], e mesmo na apreciação política dos acontecimentos remotos ou recentes da nossa história o estrangeiro como que tem, na opinião pública, entre nós a primazia, e leva a palma [...]”.

Deu-se que, para ser alvo dos estudos, o Ceará foi o escolhido – tanto que a Expedição também ficou conhecida como “Comissão Científica do Ceará”.

Por que o Ceará? Corriam rumores, boatos, estórias dando conta de que havia muito minério de valor, sobretudo ouro, no território cearense. (Um artigo de Paulo César dos Santos, como mestrando em História Social da Universidade Federal do Ceará, traz no título: “O Ouro é Nosso: Comissão Científica de Exploração de 1859 e as Lendas sobre Ouro no Ceará”).

Sobre essas pretensas riquezas minerais cearenses, Gonçalves Dias registrou, no seu relato, que estava “contribuindo não pouco para essa resolução [escolher o Ceará] a crença geralmente aceita de ser o solo do Ceará por ventura o mais metalífero de todo o Brasil”. Exemplifica Gonçalves Dias que “a obra de um escritor”, “filho do Ceará [Francisco Telles de Menezes, padre], mais talvez que nenhuma outra causa concorreu para propagar-se aquela opinião entre os cearenses e passar deles a todos os brasileiros”. Gonçalves Dias chega a anotar que “o autor não soube achar nenhum outro meio de engrandecer a sua terra senão anunciando pomposamente ricas minas, indícios de tesouros ocultos [...] e curiosidades maravilhosas [...]”.

Como se lê, os muitos ditos e escritos “auríferos” conduziram a famosa Expedição ao Ceará e a alguns Estados vizinhos. Mas, como se confirmou depois, de amarelo mesmo só as tonalidades da fauna, da flora... e dos dentes pálidos entremostrados nos sorrisos açafroados dos que, vivos, robusteceram as lendas e, assim, induziram a decisão...

No frigir dos ovos – também eles parte amarelos... –, fez-se do limão uma limonada e o que não se descobriu de riquezas minerais reverteu-se para riquezas talvez bem maiores e melhores: a fortuna faunística, com fecundidade de insetos e outros bichos; o fastuoso da Botânica, com suas plantas e outros vegetais; e a profusão de outras preciosidades do reino dos seres vivos, que tornam, ainda hoje, o Ceará um dos luxos brasileiros em espécies endêmicas, próprias, singulares, únicas...

Muita coisa foi coletada. Muito texto foi escrito. E muitos estudos depois, ao correr dos 160 anos da Expedição, também foram e são gerados. E, apesar disso, a Expedição ficou também conhecida – e até lhe criaram nomes... – em razão de episódios que envolveram galanteria, sedução e, diz-se, “defloramentos”, em conjunções carnais impróprias (para ser ameno), bem como o muito conhecido “imbróglio” dos dromedários ou camelos, 14 deles, trazidos da Argélia para, com a sabida capacidade de resistência deles, enfrentar travessias pelo cálido sertão, conduzindo cargas e gentes – e que foi um fracasso, tendo-se devolvido os animais, exceto um, que, ferido, morreu.

O nome de Gonçalves Dias foi mencionado. Em ambos os casos. Ele permaneceu no Ceará ano e meio, de fevereiro de 1859 a agosto de 1860.

Sobre a questão camelídea, pelo menos, o famoso poeta atesta que nada teve a ver. Escrevendo do Ceará para seu sogro, Cláudio Luís da Costa, em 20 de abril de 1859, Gonçalves Dias relata o episódio dos “camelos” (não escreveu “dromedários”). Ele registrou que os bichos tinham “an dar incômodo” e, por isso, conta o caxiense: “– deixei-os”.

Um dos camelos/dromedários, segundo nosso Conterrâneo, “quebrou a perna” (diferente do pouco específico “pata ferida” da reportagem de “O Povo”). O incidente ocorreu “meses depois” da participação de Gonçalves Dias como passageiro dos animais. Na época do incidente, os dromedários estavam levando cargas.

Também nessa época, houve desentendimentos com Gonçalves Dias a partir de uma autoridade (parece que o presidente da Província cearense). O maranhense disse, em outros termos, que não deixou barato. Na escrita dele: "[...] eu suporto tudo, exceto que me cheire a desaforo. [...]".

*

Reportagens como essa da série de “O Povo” (jornal que li muito quando morei e trabalhei em Fortaleza), resgatam-me um dos muitos sonhos que tenho: desenvolver uma espécie de “pesquisa GPS”, para registrar os diversos pontos geográficos (cidades, Estados, países) onde estiveram nossos talentosos Conterrâneos e, nesses pontos, buscar-lhes os registros relacionados a esses caxienses – o que eles escreveram e o que escreveram sobre eles; documentos em estabelecimentos de ensino, entidades de classe, órgãos públicos etc. Tudo visando a “remontar” e enriquecer, ainda mais, a biografia desses maranhenses...

Gonçalves Dias... Coelho Netto... João Mendes de Almeida... Teixeira Mendes... Aderson Ferro... Celso Menezes... Theodoro Ribeiro Junior... Ubirajara Fidalgo... Vespasiano Ramos... João de Deus do Rêgo... Teófilo Dias... César Marques... Elpídio Pereira... João Lopes de Carvalho... Manoel Caetano Bandeira de Mello... Rodrigues Marques... Adaílton Medeiros... Berredo de Menezes... Armando Maranhão... João Christino Cruz... Sinval Odorico de Moura... Andresa Ramos... Leonildes Macedo Castelo Branco Nascimento (Indinha Castelo Branco)... Joaquim Antônio Cruz... Francisco das Chagas Oliveira Luz... Cândido José Ribeiro... Dona Francisca do Lindô (Maria Francisca Pereira da Silva)... José Murilo Martins... Joaquim José de Campos Costa Medeiros e Albuquerque... Déo Silva... Cid Teixeira de Abreu... Joaquim José da Silva Maçarona... e muitos outros (para citar apenas caxienses) são nomes, em sua maioria, que frequentaram outros espaços geográficos para além do Maranhão, para além do Brasil, para além-mar, enfim, para muito além de Caxias.

Mas isso, que não requer um mundão de investimento, só é possível com o afloramento da verdadeira paixão e do incontido orgulho de ser caxiense/maranhense, com o que gestores, decisores, envolveriam a participação de outros estratos públicos, institucionais, econômicos, sociais e culturais, para a refundação de novas “expedições” que pudessem ir não aos confins e recônditos geográficos, mas, sim, que clareassem espaços temporais e documentais nos quais, indubitavelmente, assinala-se, orgulhosamente, a presença de nossos conterrâneos, filhos de Caxias, do Maranhão.

A título de exemplo, ponha-se um “GPS” imaginário em Gonçalves Dias, desde o seu nascimento em terras de Caxias até sua morte por naufrágio em águas de Guimarães, no Maranhão. No meio disso, o “intermezzo” do teatro da vida, Gonçalves Dias cruzou, várias vezes, águas oceânicas e chegou a terras bem distantes daquelas eivadas de palmeiras e com ouvidas de sabiás.

Gonçalves Dias, em listagem rápida, de Caxias foi, menino, para São Luís (MA). De lá, em 1838, para Coimbra (Portugal). Daí para diante, são muitas as cidades e países por onde passa e onde, certamente, deixou digitais documentais, literárias etc.: Portugal (Lisboa, Porto, Gerês e Évora); França, a partir de 1854 (Paris, Le Havre, Marselha, Vichy. Bordeaux/Bordéus, Aix-les-Bains e Allevard); Reino Unido (Londres e Southampton), Bélgica (Bruxelas) e Alemanha, a partir de 1855 (Dresden, Koenigstein, Berlim e Ems); Espanha (1856); Áustria (Viena) e Itália (Roma), ambas em 1857; Peru, em 1861 (Loreto, Cochequinas, Pebas, Iquitos, Nauta, San Rissi, Parmari e Mariná); Venezuela (São Carlos e Cocuí, ou Piedra del Cocuy); República Tcheca (Marienbad, ou Mariánské Lázn?, e Teplitz, ou Teplice, e Karlsbad, ou Karlovy Vary).

No Brasil, além de Caxias e São Luís (MA), Gonçalves Dias caminhou por: Rio de Janeiro (RJ); Estado do Pará e na Paraíba (ambos em 1851); Recife (PE) e Bahia, em 1852; Fortaleza, Pacatuba, Acarape, Baturité, Canindé, Quixeramobim, Quixadá, Icó, Crato, Missão Velha, Jardim, Milagres, Aracati e Limoeiro do Norte (CE); Sousa (PB); Pau dos Ferros (RN); Belém e Cametá (PA); Manaus, Coari, Tefé, Fonte Boa, Tocantins, São Paulo de Olivença, Tabatinga e Vila do Crato, hoje Manicoré (AM).

Pelo menos, 34 cidades em 10 países estrangeiros e, no Brasil, um mínimo de 34 cidades em 11 Estados.

Se, ainda assim, não são muitos, no mínimo são intensos, produtivos, criativos e, até, instigadores os caminhos por onde passaram os nomes talentosos de Caxias e do Maranhão. No caso de Gonçalves Dias, além das poesias, peças teatrais, livros em prosa, correspondência ativa, textos científicos, um dicionário de tupi... que outros textos mais produziu? Haveria algo não conhecido, em prosa ou verso, publicado em terras não brasileiras? Haveria outras “marcas”, documentos, assinaturas, imagens...?

Valeria a pena refazer caminhos – e, quem sabe, (re)conhecer o que ainda não é conhecido.

Sarney é contra nova CPMF e defende Rodrigo Maia: “sensata posição de não aceitar que o País seja passado para trás”


Em artigo publicado neste fim de semana, o ex-senador José Sarney defende a atuação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia contra a implantação de uma nova CPMF.

Sarney lembra que, originalmente, a CPMF, quando criada, destinaria recursos para saúde e depois os recursos foram utilizados para pagamento de juros.

“A motivação era mais que nobre, dinheiro para saúde sempre à míngua. A primeira resistência veio dos bancos, reação violenta que, se não estou traído pela memória, a que já tenho direito, foi até ao STF. Tinha como aval e idealizador o Professor Adib Jatene, cientista consagrado, austero, respeitado e ouvido, que se tornou arauto da causa e peregrino desses recursos que iriam salvar a saúde. Sob seu prestígio e sua proteção ninguém recusava apoio. Passou. Dinheiro exclusivamente para saúde. (…) O dinheiro da CPMF da saúde tinha sido desviado pra pagar juros da dívida!… A decepção não era só dele. Era de todos nós que o tínhamos acompanhado. A Saúde ficou chupando pirulito”, lembra.

No fim, Sarney elogia a atuação de Rodrigo Maia por se posicionar contra a criação de um novo imposto aos moldes da CPMF. “O deputado e excelente Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que com tanto brilho tem desempenhado suas funções, tem formulado muito bem, e prudentemente, a sensata posição de não aceitar que o País seja passado para trás.” (Blog do John Cutrim)

Nova pesquisa consolida ampla vantagem do prefeito Fábio Gentil na disputa da reeleição em Caxias

3.8.20
O prefeito Fábio Gentil lidera com folga em todos os 
cenários da pesquisa Prever
Pesquisa realizada pelo Instituto Prever, contratada pelo Blog do Daniel Matos, consolidou a ampla vantagem do prefeito Fábio Gentil (Republicanos) na disputa da reeleição em Caxias, com 41% das intenções de votos no cenário espontâneo, em que o eleitor diz em qual pré-candidato pretende votar, sem que lhe sejam apresentados nomes.

Os questionários foram aplicados entre os dias 30 de julho e 1º de agosto, em 30 bairros/setores do município. A pesquisa Prever/Blog do Daniel Matos foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo MA-02778/2020.

Em segundo aparece o pré-candidato Adelmo Soares (PCdoB), com apenas 10% de preferência do eleitorado caxiense. O levantamento traz Paulo Marinho Jr. (Progressistas) em terceiro, com 1%, seguido do ex-prefeito Léo Coutinho (PSB), também com 1%.

O percentual de votos nulos é de apenas 4%, de acordo com a sondagem, enquanto 42% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam em quem votarão para prefeito em novembro.

Estimulada

Na pesquisa estimulada, em que é apresentada ao eleitor uma lista de pré-candidatos e ele diz em qual pretende votar, Fábio Gentil tem vantagem ainda maior. Declararam voto no prefeito nada menos do que 59% dos entrevistados. Na sequência, aparecem Adelmo Soares, com 16%; Júnior Martins, com 5%; Tino Castro, Professor Arnaldo Rodrigues, Luis Carlos Moura e César Saba, todos com 1%. Brancos e nulos somaram 6% e não sabe/não respondeu, 10%.

Confronto direto

Em uma segunda rodada estimulada, no confronto direto com Adelmo Soares, Fábio Gentil também confirma seu amplo favoritismo, com 44% de diferença sobre o principal adversário. O prefeito obteve 65% de intenções de votos, contra 21% de Adelmo. Brancos e nulos totalizaram 7%, mesmo percentual dos entrevistados que disseram não saber em quem votarão ou não responderam à pesquisa.

A pesquisa Prever/Blog do Daniel Matos ouviu 400 eleitores em Caxias. A margem de erro é de 5%, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Fora entrevistados eleitores nos seguintes povoados: Baixinha, Baú, Brejinho, Cabeceira dos Cavalos, Campo de Belém, Cangalheiro, Castelo Branco, Caxirimbu, Centro, Centro das Cabeceiras, Cohab, Engenho d’Água, Fumo Verde, Ipem, Itapecuruzinho, João Viana, Mutirão, Nazaré do Bruno, Nova Caxias, Pampulha, Pirajá, Ponte, Engenho D´agua, Refinaria, São José, Siriema, Tamarineiro, Trizidela, Veneza, Vila Alecrim e Volta Redonda.

(Fonte: blog do Daniel Matos)