(Disputa tem desespero e muito mais) Esquenta a guerra de bastidores visando eleição para presidente da Câmara Municipal de Caxias

24.10.14
Cadeira da presidência da Câmara: todos 
querem sentar nela
Desde que o vereador Mário Assunção deu o pontapé inicial sobre a sucessão da mesa diretora da Câmara Municipal, em discurso realizado na última segunda-feira, 21, o assunto tomou a agenda política da cidade.

Nem mesmo a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa, que o deputado estadual Humberto Coutinho é candidato, e os políticos locais naturalmente tem bastante interesse, conseguiu tirar a atenção dos edis caxienses para o próprio umbigo.

O sentimento de mudança relatado por Mário Assunção no discurso do último dia 21 continua predominando entre os vereadores tupiniquins.

Tenho conversado com vários parlamentares ao logo da semana e senti deles que isso [o sentimento da mudança] é pra valer. “Temos que dar um novo rumo pros destinos da Câmara Municipal” confidenciou-se um vereador. “Falta liberdade para muitos aqui e temos ainda uma gestão fechada demais na Casa”, disse-me outro.

Todos que me comentam sobre a eleição na Câmara o fazem na condição do anonimato, daí a não publicação dos seus respectivos nomes nas falas que constam nesta postagem.

Intensas reuniões aconteceram desde o início dos debates sobre a eleição da Câmara. Mário Assunção ganhou larga vantagem, pois ao declarar-se candidato, mostrou-se pronto pra briga, enquanto Ana Lúcia Ximenes, naturalmente candidata a reeleição, não se pronunciou sobre o assunto. “Ela não tem encontrado amparo entre nós, pois sua gestão é muito fechada”, declarou um antigo aliado de Ana Lúcia e que hoje defende a alternância nos destinos do parlamento.

Para se ter uma ideia da ampla vantagem que Mário Assunção leva na presente disputa, na manhã desta quinta-feira, 23, uma reunião feita com aqueles que o apoiam chegou ao número de 12 parlamentares presentes. Tentando fazer um contraponto, Ana Lúcia Ximenes também tentou arregimentar apoiadores para sua tentativa de reeleição, mas apenas 3 parlamentares da base governista compareceram a uma reunião convocada por ela e, mesmo assim, 2 deles são simpáticos a candidatura de Assunção.

Conversei com um dos edis que estiveram com a atual presidente do legislativo e o mesmo saiu de lá com a impressão de que Ana Lúcia está só na disputa.

Ela chegou a fazer uma espécie de prestação de contas da Câmara e disse que os recursos são escassos”, contou-me o parlamentar para em seguida falar da incoerência da presidente: “me pediu o apoio e disse que tudo irá melhorar caso seja reeleita, mas eu não entendo por só agora que ela promete isso”.

Outro ponto contra a presidente é a sua forma de tratamento com os colegas, tanto de oposição quanto de situação. Já ouvi incontáveis vezes que muitos deles não se sentem bem com a forma que ela os trata.

DIVISÃO DA BASE GOVERNISTA FAVORECE CANDIDATURA OPOSICIONISTA

Sentindo o cheiro forte de queimado no ar, a oposição na Casa do Povo se anima e ensaia lançar um nome para a sucessão de Ana Lúcia.

Muitos podem achar isso impossível diante do número reduzido de oposicionistas, mas sendo a situação composta de 14 integrantes, um racha entre eles, que resultaria em 7 votos para cada lado, uma candidatura oposicionista só precisaria de 2 dissidentes para fazer o novo presidente, o que seria o pior dos mundos para o governo municipal.

A guerra de bastidores é intensa e o clima tende a se acirrar ainda mais entre os vereadores.

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