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A Justiça na praça: quando o sistema de justiça encontra o povo

3.4.26

Da esquerda para a direita - Juiz Federal Hugo Abas Frazão, Juíza TJMA Arianna Saraiva, Juiz Federal Wendelson Pessoa, e Professor Marcelo Carvalho, Chefe do Departamento de Direito da UEMA

Em um tempo em que se cobra do Poder Judiciário não apenas produtividade, mas capacidade real de transformação social, duas experiências recentes no Maranhão demonstram que há caminhos institucionais capazes de aproximar a Justiça da vida concreta das pessoas. A Praça de Justiça e Cidadania, realizada em Caxias/MA, e a Semana da Paixão, promovida em Alcântara/MA, não foram apenas eventos de prestação de serviços. Foram manifestações de um modelo de Justiça que deixa os gabinetes, ocupa o território, reconstrói vínculos sociais e enfrenta conflitos que o processo convencional, sozinho, não consegue resolver.

Sob a liderança do Ministro Carlos Augusto Pires Brandão e do Desembargador Federal Roberto de Carvalho Veloso, essas iniciativas revelam uma visão contemporânea do sistema de justiça: menos centrada na lógica isolada da petição, contestação e sentença, e mais comprometida com redes colaborativas, soluções estruturais e presença institucional qualificada. Trata-se de compreender que há conflitos que não cabem em planilhas nem se resolvem apenas com decisões formais, porque atingem comunidades inteiras, tradições, territórios e modos de vida.

Foi isso que se viu em Caxias, entre os dias 9 e 13 de março, quando a Praça de Justiça e Cidadania mobilizou Justiça Federal, Justiça Estadual, Ministério Público, Defensorias, Prefeitura e diversos órgãos estaduais e federais em torno de um objetivo comum: aproximar a população dos serviços da Justiça e de outros órgãos públicos. O resultado foi expressivo. Mais de 10 mil atendimentos foram realizados em áreas como saúde, documentação, orientação jurídica, assistência social, regularização fundiária e conciliação. Houve 300 audiências promovidas pela Justiça Federal, 400 atendimentos da Justiça Eleitoral, 150 pela Justiça do Trabalho, 1.800 pela Defensoria Pública, além de milhares de atendimentos prestados por secretarias municipais e instituições parceiras. Esses dados constam do material encaminhado pelo usuário e também dialogam com a perspectiva exposta no texto anexo. 

Mas o que dá densidade institucional à experiência de Caxias não é apenas a dimensão numérica. O que distingue a Praça de Justiça e Cidadania de um simples mutirão é justamente sua capacidade de articular, ao lado dos atendimentos individuais, respostas a questões coletivas e estruturais. O texto anexo destaca, com precisão, a realização de audiência pública sobre a duplicação da BR-316 no trecho Caxias-Timon, com participação do DNIT e impactos sobre vinte municípios do leste maranhense, revelando que a Praça não se limitou ao balcão de serviços, mas se abriu também ao debate público de temas sensíveis para toda a região. 

Nesse contexto, merece especial relevo a atuação do Juiz Federal Luiz Régis Bomfim Filho, cuja organização foi decisiva para o êxito da iniciativa em Caxias. Coube-lhe articular atendimentos, alinhar instituições, coordenar a logística e assegurar o funcionamento integrado dos diversos eixos do evento. O êxito da Praça também contou com a colaboração do advogado Washington Leite Torres, que auxiliou na coordenação dos trabalhos e contribuiu para a formação dessa ampla rede institucional. Em experiências dessa natureza, o resultado não decorre do acaso, mas de liderança concreta, planejamento rigoroso e capacidade de diálogo.

Se Caxias mostrou a força da Justiça como presença pública e solução concreta de demandas sociais, Alcântara projetou esse modelo para uma dimensão ainda mais profunda. A Semana da Paixão, realizada entre 23 e 27 de março, no âmbito do Projeto Viva Alcântara – Desenvolvimento Sustentável, reuniu cidadania, fé, cultura, escuta comunitária e desenvolvimento social em um território historicamente marcado por disputas fundiárias, memória coletiva e resistência quilombola. Mais do que uma programação religiosa e cultural, o evento assumiu o significado de uma ação institucional de reparação, pacificação e reconstrução de vínculos.

O texto anexo acrescenta um dado central para a compreensão dessa experiência: em novembro de 2024, a Corte Interamericana de Direitos Humanos proferiu sentença no caso das Comunidades Quilombolas de Alcântara vs. Brasil, responsabilizando o Estado brasileiro por violações que comprometeram o projeto de vida coletivo de numerosas comunidades quilombolas. Nesse cenário, a Semana da Paixão não foi apenas simbólica. Ela se inseriu como parte de um esforço concreto de cumprimento da sentença internacional, por meio de escutas, articulação institucional, regularização documental, promoção de direitos e fortalecimento da legitimidade das instituições junto às comunidades afetadas. 

Em Alcântara, portanto, a Justiça foi além da conciliação tradicional. Tornou-se mediadora social de um conflito estrutural, ligando o universo jurídico ao território, à cultura e à dignidade coletiva. A procissão pelas ruas históricas, a missa na Igreja do Carmo, a participação das caixeiras do divino e as referências à Festa do Divino Espírito Santo não foram elementos periféricos. Foram expressões vivas da identidade cultural de um povo, demonstrando que, naquela realidade, direito territorial, memória, religiosidade e pertencimento não podem ser separados.

Nesse quadro, sobressai a atuação do Juiz Federal Hugo Abas Frazão, cuja organização da Semana da Paixão em Alcântara evidenciou que projetos dessa magnitude exigem não só domínio jurídico, mas sensibilidade territorial, capacidade de articulação e leitura humana dos conflitos. Também nessa iniciativa houve a colaboração do advogado Washington Leite Torres, que ajudou a coordenar os trabalhos e a integrar os diversos atores institucionais envolvidos. A presença da AJUFER, de magistrados federais e estaduais, de representantes do sistema de justiça e de autoridades públicas reforçou o caráter plural e cooperativo da ação.

O ponto de unidade entre Caxias e Alcântara está justamente aí. Ambas as experiências revelam que o sistema de justiça pode assumir papel mais amplo do que o de mero solucionador tardio de litígios individuais. Pode funcionar como rede colaborativa de escuta, presença, mediação e reconstrução social. Essa visão, ressaltada no texto anexo, parte da compreensão de que o sujeito de direito não é uma abstração isolada, mas alguém inserido em relações familiares, sociais, econômicas, culturais e institucionais. Quando essas relações se rompem, a exclusão não é apenas jurídica: é humana, comunitária e histórica. 

É por isso que Praças de Justiça e Cidadania, Semanas temáticas e outras formas de atuação territorial têm relevância crescente. Elas materializam, no território, aquilo que metas e indicadores nem sempre conseguem expressar: presença estatal efetiva, cuidado com a saúde das relações sociais e solução concreta de conflitos complexos. O que o anexo chama de “redes colaborativas do sistema de justiça” traduz exatamente isso: uma forma de atuação em que Judiciário, Ministério Público, Defensorias, entes federativos e sociedade civil deixam de agir de modo fragmentado e passam a construir respostas conjuntas. 

Caxias e Alcântara, cada qual a seu modo, demonstram que esse caminho é viável, necessário e replicável. Em Caxias, a Justiça encontrou a população no espaço público e mostrou eficiência administrativa, capilaridade social e impacto regional. Em Alcântara, a Justiça se aproximou da cultura, da fé, da memória e da luta quilombola, reafirmando que a legitimidade institucional também se constrói pelo respeito à história e à identidade das comunidades.

Essas experiências, conduzidas sob a liderança do Ministro Carlos Brandão e do Desembargador Federal Roberto Veloso, com participação destacada dos Juízes Federais Luiz Régis Bomfim Filho e Hugo Abas Frazão, além da colaboração do advogado Washington Leite Torres, merecem não apenas elogio, mas reflexão. Elas apontam para uma Justiça que não renuncia à técnica, mas a coloca a serviço da vida concreta. Uma Justiça que não abandona a decisão, mas compreende que decidir, muitas vezes, também é escutar, articular, mediar e reconstruir.

O modelo já se expande. Em abril, São Miguel do Guamá, no Pará, receberá nova edição da Praça, com apoio da Coordenadoria dos Juizados Especiais Federais do TRF da 1ª Região. Ali, a Juíza Federal Priscila Garrastazu Xavier lida com conflitos envolvendo direitos de indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Entre 12 e 15 de maio, será a vez de Porto Calvo, berço de Calabar, em Alagoas, onde o Ministro Brandão já realizou visita técnica preparatória. 

Maranhão, Pará, Alagoas. A rede se espraia e já se projeta como política judiciária nacional.

Quando a Justiça vai à praça, ela não apenas amplia o acesso a serviços. Ela reafirma sua vocação mais alta: a de ser instrumento de cidadania, dignidade e pacificação social.

 

Destaque no Brasil: Caxias é reconhecida por excelência na assistência social

2.4.26

Caxias segue avançando e agora ganha destaque em nível nacional ao conquistar o Selo FNAS 2025, um reconhecimento que reforça o município como referência maranhense na gestão da assistência social.

O selo, concedido a cidades que aplicam com eficiência os recursos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), confirma que Caxias vem trabalhando com responsabilidade, planejamento e compromisso com quem mais precisa. O reconhecimento nacional evidencia que os investimentos realizados estão chegando de forma concreta à população, garantindo inclusão social, segurança alimentar e dignidade.

A conquista também é reflexo de uma gestão que tem fortalecido a rede socioassistencial, ampliando serviços, modernizando estruturas e firmando parcerias importantes, como a atuação conjunta com a Defensoria Pública da União. Além disso, o município segue expandindo sua rede com novos equipamentos, como o futuro CRAS Luiza Queiroz, que irá ampliar ainda mais o alcance dos atendimentos.

Entre os fatores que contribuíram para esse resultado estão a correta aplicação dos recursos, a transparência na gestão, o cumprimento rigoroso das prestações de contas e o fortalecimento de programas sociais. Iniciativas como as campanhas Maio Laranja e “Pule, Brinque e Cuide!” também ganharam destaque ao promover a proteção de crianças e adolescentes e reforçar a conscientização social.

Com uma rede estruturada que atende desde a proteção básica até a proteção especial, Caxias demonstra que investir em assistência social é também investir no desenvolvimento do município. Mais do que atender demandas imediatas, a gestão tem atuado na prevenção de riscos sociais e na quebra de ciclos de vulnerabilidade.

O Selo FNAS 2025 consolida Caxias como exemplo no Maranhão e no Brasil, mostrando que uma gestão eficiente, humana e comprometida pode transformar realidades e cuidar das pessoas de forma contínua.

Fábio Gentil se recoloca com protagonismo e reforça liderança no Maranhão

A política maranhense começa a ganhar novos contornos com um movimento que já vinha sendo aguardado nos bastidores: Fábio Gentil pediu exoneração do cargo de secretário de Estado, abrindo espaço para uma nova fase em sua trajetória pública.

A decisão, embora ainda cercada de especulações, reforça o que já era comentado nos corredores da política: Fábio Gentil pode estar se preparando para disputar um cargo de grande relevância nas eleições de 2026.

Uma liderança consolidada no Maranhão

Com uma carreira marcada por forte presença política e capacidade de articulação, Fábio Gentil construiu uma trajetória sólida ao longo dos anos. Ex-prefeito de Caxias por dois mandatos, ele ficou conhecido por um estilo de gestão que alia proximidade com a população, execução de obras estruturantes e habilidade política.

Seu nome ultrapassou os limites do município e passou a figurar entre as principais lideranças do estado, sendo peça importante em articulações políticas e administrativas no Maranhão.

Durante sua passagem pelo Governo do Estado, Fábio Gentil manteve protagonismo, fortalecendo sua imagem como gestor experiente e liderança influente.

Exoneração estratégica?

A saída do cargo estadual não é vista como um simples afastamento administrativo. Pelo contrário, analistas políticos interpretam o gesto como estratégico.

Em ano eleitoral, movimentos como esse costumam sinalizar reposicionamento. E, no caso de Fábio Gentil, o histórico político e o capital eleitoral acumulado indicam que ele não deve ficar fora das disputas.

Nos bastidores, o que se comenta é claro: seu nome surge com força para cargos de grande expressão, podendo disputar posições de destaque no cenário estadual ou até mesmo voos ainda maiores.

Força política e articulação

Fábio Gentil não é apenas um nome conhecido, mas uma liderança que construiu alianças, formou grupo político e mantém influência ativa em diversas regiões do Maranhão.

Sua capacidade de diálogo, somada ao histórico administrativo, faz dele uma das figuras mais respeitadas dentro do cenário político estadual.

Além disso, sua ligação com importantes lideranças e sua atuação estratégica ao longo dos anos reforçam sua posição como um dos protagonistas das eleições que se aproximam.

2026 já começou

Se a exoneração confirma ou não uma candidatura, o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: o movimento reposiciona Fábio Gentil no tabuleiro político e coloca seu nome novamente no centro das atenções.

Em um cenário cada vez mais dinâmico, onde alianças se formam e se desfazem rapidamente, a saída do governo pode ser o primeiro passo de uma caminhada que promete impactar diretamente as eleições de 2026.

E, se depender da sua trajetória até aqui, Fábio Gentil entra nesse novo ciclo não como coadjuvante, mas como um dos principais protagonistas da política maranhense.

Com mais de 25 toneladas de peixe, Caxias protagoniza uma das maiores ações sociais do Maranhão

1.4.26

Enquanto muitos municípios ainda enfrentam dificuldades para garantir ações sociais em datas importantes, Caxias tem mostrado, na prática, como gestão e compromisso podem caminhar juntos. Sob a liderança do prefeito Gentil Neto, o município realizou uma das maiores entregas de alimentos já vistas na região durante o período da Semana Santa.

Foram mais de 25 toneladas de peixes e mais de 10 mil cestas básicas distribuídas às famílias tanto da zona urbana quanto da zona rural, tudo isso com recursos próprios da Prefeitura de Caxias, com o apoio das deputadas Amanda Gentil, Daniella e o secretário de estado de agricultura e pecuária Fábio Gentil, o que mostra ainda mais o compromisso da gestão com a população.

A ação não apenas garantiu alimento na mesa de milhares de caxienses, mas também simbolizou cuidado, dignidade e respeito em um dos períodos mais importantes do calendário cristão.

Alcance histórico: povoados recebem pela primeira vez

Um dos pontos que mais chamaram atenção foi a ampliação do alcance da ação para os povoados do primeiro e terceiro distritos, que, até então, nunca haviam sido contemplados com esse tipo de iniciativa passaram a receber os benefícios, marcando um avanço significativo na política social do município.

A chegada da ação nessas localidades representa não apenas a entrega de alimentos, mas o reconhecimento de comunidades que por muito tempo estiveram fora do alcance de políticas públicas mais efetivas.

Força institucional e presença popular

A mobilização contou com a presença de importantes lideranças políticas e institucionais, como a deputada estadual Daniella, além de vereadores, secretários municipais e diversas lideranças locais.

Mais de 5 mil pessoas, no dia 31 de abril, no Ginásio João Castelo, foram assistidas pelos equipamentos da Secretaria Municipal de Proteção Social e participaram diretamente da ação, reforçando o alcance e a organização do trabalho realizado.

Outro ponto importante foi a atuação integrada da Secretaria de Atividades Produtivas e Inspeção Animal, que acompanhou todo o processo, garantindo qualidade e segurança na distribuição dos alimentos.

Um modelo que ultrapassa fronteiras municipais

A ação realizada em Caxias não passa despercebida no cenário estadual. Em um momento em que a eficiência da gestão pública é cada vez mais cobrada, iniciativas como essa colocam o município em destaque no Maranhão.

Mais do que números expressivos, o que se vê é uma gestão que tem priorizado políticas públicas com impacto direto na vida das pessoas, especialmente das que mais precisam.

Ao garantir alimento, dignidade e presença nas comunidades, a Prefeitura de Caxias consolida um modelo que pode, e deve ser observado por outros municípios do estado.

Como tem sido reforçado pela própria gestão, o compromisso é claro: seguir avançando e cuidando de todos.

Brandão aparece liderando para o Senado; Roseana e Weverton despontam sem governador

Levantamento divulgado pelo instituto Econométrica nesta semana aponta um cenário competitivo na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal pelo Maranhão, com destaque para Carlos Brandão, Roseana Sarney e Weverton Rocha, que aparecem entre os mais citados pelos eleitores, a depender do cenário analisado.

No primeiro cenário, com a presença de Brandão, o governador lidera as intenções de voto, com 18,5%. Em seguida aparecem Roseana Sarney, com 11,2%, e Weverton Rocha, com 10%. Na sequência estão André Fufuca (8,8%), Eliziane Gama (8,6%) e Roberto Rocha (7,7%).

Também foram citados Pedro Lucas Fernandes (4,3%), Dr. Yglésio (3,8%), Mical Damasceno (2,8%), César Pires (2%) e Hilton Gonçalo (0,9%). Outros 6,6% afirmaram que pretendem anular o voto, enquanto 14,8% não souberam ou não responderam.

Em um segundo cenário, sem a inclusão de Carlos Brandão, Roseana Sarney passa a liderar, com 12,9%, seguida de perto por Weverton Rocha, com 12%. André Fufuca aparece com 10,1%, Eliziane Gama com 9,9% e Roberto Rocha com 9,1%.

Completam esse cenário Pedro Lucas Fernandes (5,3%), Dr. Yglésio (4,3%), Mical Damasceno (3,1%), César Pires (2,2%) e Hilton Gonçalo (1%). Nesse caso, 7,1% dos entrevistados disseram que anulariam o voto, enquanto 23% não souberam ou preferiram não responder.

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 21 de março, com 1.556 eleitores, apresentando margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob o número MA-06947/2026.