Pesquisas eleitorais divulgadas no MA são vistas com desconfiança; institutos de pesquisa maranhenses colecionam falhas grosseiras nas eleições em Caxias

17.2.22

Ainda é cedo para que pesquisas de Intenção de votos sejam levadas a sério e reflitam a
realidade do quadro sucessório do MA

A polêmica criada nos últimos dias após a divulgação de sondagens eleitorais no Maranhão tem alimentado o noticiário. Políticos e blogueiros desenvolvem teses, ora para condenar e apontar falhas nos questionários e nos respectivos institutos ou então para festejar os números favoráveis aos candidatos que apoiam.

Os institutos de pesquisa conhecidos no Maranhão possuem um histórico de projeções nas eleições em Caxias que merecem uma reflexão dos eleitores. Na disputa de 2016, com o candidato do grupo Coutinho amargando uma rejeição absurda, foi apresentado por todos eles como líder nas pesquisas e acabou sofrendo uma derrota fragorosa. O único instituto que apontou uma vitória para o então oposicionista Fábio Gentil foi o Fênix, de Pernambuco.  

Nas eleições de 2020, o candidato a prefeito Adelmo Soares, que sofreu a derrota mais acachapante da história política do município, chegou a ter sua candidatura apresentada como competitiva por institutos maranhenses, com exceção do Escutec, que registrou o quadro eleitoral em várias pesquisas dando uma dianteira folgada para Fábio Gentil em todas elas.

Muitos podem dizer que sondagens pretéritas “refletiam apenas o retrato do momento”, que é o mantra criado para justificar fraudes ou tentativa de manipulação do eleitorado, mas que números tão discrepantes entre o período da campanha e o resultado das eleições em Caxias não corroboram com isso.

Numa campanha aberta para governador há mais de 1 ano, o senador Weverton Rocha figurar como primeiro colocado nas pesquisas não chega a ser algo absurdo ou irreal.

Embora Laésio Bonfim, Roberto Rocha, Josimar de Maranhãozinho, Edivaldo Holanda, Simplício Araújo e Enilton Araújo tenham se apresentado como pré-candidatos, a tendência é de uma polarização entre Weverton e Brandão, os nomes mais lembrados até o momento. Mas como política é um mar de incertezas, o quadro pode sofrer mudanças entre qualquer um desses postulantes ao cargo de governador.

Adotando uma postura discreta, embora toda a classe política soubesse das suas pretensões políticas, o vice-governador Carlos Brandão respeitou o prazo dado pelo governador Flávio Dino e não colocou o bloco na rua. Anunciado como sendo o candidato de Dino recentemente, nenhuma sondagem deve ser levada ainda em consideração para medir o real potencial eleitoral de Brandão.

Assumindo a cadeira de governador dentro de poucas semanas, o cargo deverá fortalecer ainda mais o seu nome no cenário político maranhense e uma pesquisa eleitoral feita pelo menos 30 dias após a posse certamente apresentará um cenário mais confiável, desde que seja feita por um instituto de projeção nacional sem as amarras dos interesses provincianos.

Aguerrido como poucos, o senador Weverton Rocha terá pela frente a força do Palácio dos Leões e a articulação de Flávio Dino em favor de Carlos Brandão, o que fará destas eleições as mais disputadas desde 1994, quando Roseana Sarney venceu o pleito contra o senador Epitácio Cafeteira.

Na última disputa pela presidência da Famem o senador pedetista mostrou seu poder de articulação e sua disposição para enfrentar qualquer embate político no MA, mas as últimas movimentações e os acordos feitos por Carlos Brandão mostram que o jogo terá início mesmo somente após a sua posse como governador.

Será uma eleição com fortes emoções e com pesquisas de todo tipo e para todos os gostos.

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