PROPAGANDA ENGANOSA - Procon-SP pede investigação criminal contra a Empiricus e suposta investidora

26.3.19

Caso de propaganda enganosa envolve suposta investidora bem sucedida

No vídeo Bettina Rudolph diz ter acumulado mais de R$ 1 milhão, em três anos
O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor em São Paulo (Procon-SP) enviou nesta segunda (25), para a Polícia Civil de São Paulo, uma representação criminal contra a empresa Empiricus Research Publicações, pedindo que seja instaurado um inquérito para investigar a empresa no que diz respeito a publicidade enganosa e propaganda abusiva com a veiculação do vídeo em que Bettina Rudolph diz ter acumulado mais de R$1 milhão, em três anos, com um investimento inicial de R$1.500.

Para o Procon-SP, a empresa incorreu em infração penal contra as relações de consumo e violou o artigo 36 do Código de Defesa do Consumidor. “A publicidade feita é enganosa, pois não mostra como efetivamente foi feito para evoluir no valor em questão e ainda sugere que foi por meio de aplicações financeiras, o que não é verdade, pois ali tem salários, bônus, doações familiares, ou seja, uma série de entradas que não constam na publicidade. A propagada cria uma ilusão mediante uma dissimulação de que o que aconteceu na verdade seria milagre financeiro e quem for aplicar na empresa Empiricus poderia receber os mesmos lucros”, comenta o diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez.

O economista e sócio da empresa G2W Investimentos Mauro Chuairi, alerta que é importante ficar atento à esse tipo de publicidade. “Para os 1.500 virarem R$1.000.000,0, em três anos, isso teria que render 66.000%. É totalmente inimaginável, porque com esse valor, se ela conseguisse manter essa estratégia daqui há mais três anos ela teria 700 milhões de reais. O que revela que isso não existe financeiramente”, afirma.

O economista explica ainda que mesmo acertando todas as operações que dão entre 50% e 100% e tendo acesso à informações privilegiadas, “dificilmente ela conseguiria essa rentabilidade, inclusive seria crime se ela tivesse acesso à isso”, ressalta Mauro Chuairi. (Diário do Poder)

0 comentários:

Postar um comentário