AVC: prevenção é simples e diagnóstico deve ser imediato

29.10.16
Dra. Deildes Oliveira, médica do Uniplam
Uma das principais causas de morte e incapacitação física em todo o mundo, os acidentes vasculares cerebrais (AVCs) alcançaram uma taxa estimada em 18 milhões de casos novos somente no Brasil, durante o último ano. Estima-se que até 2030 serão 23 milhões de novas ocorrências de AVC no país, que pode se apresentar em homens e mulheres das mais variadas faixas etárias. O próximo dia 29 de outubro é o Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral, instituído com o objetivo de alertar a população sobre os riscos e como se prevenir de uma das principais causas de mortes no Brasil. Essa data surge como um alerta para que as pessoas percebam que é fundamental observar os principais sintomas como forma de evitar a patologia.

Fraqueza ou adormecimento em apenas um lado do corpo, dificuldades na fala e no raciocínio, desvio da musculatura da boca, dor de cabeça intensa, perda da coordenação motora e elevação da pressão arterial são sintomas comuns em pacientes com AVC. Eles acontecem de forma súbita e exigem atendimento rápido, tão logo os sintomas sejam identificados. 

O AVC é segmentado em 3 tipos que vão desde episódios transitórios por um tempo de 2 a 5 minutos de paralisia em um vaso do sistema nervoso central (o ataque isquêmico transitório), até casos de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (Derrame Cerebral) ou AVC hemorrágico. Cerca de 10% dos casos de AVC são do tipo hemorrágico, no entanto, este é o tipo com maior incidência de morte e que acontece em pessoas com idade inferior a 60 anos. 

“O AVC é mais frequente no sexo masculino, o que corresponde a cerca de 51,6% dos pacientes, em idade entre 60 e 79 anos. Por outro lado, os indivíduos mais jovens são os que mais apresentam AVC hemorrágico. Por isso é importante que o paciente que apresentar qualquer um dos sintomas seja levado imediatamente a uma urgência para evitar o comprometimento físico ou a vida do paciente”, explica a médica Deildes Oliveira.

Tratamento imediato e prevenção

É cada vez mais comum encontrar pessoas que apresentem hipertensão arterial, diabetes, obesidade e sedentarismo. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), entre 2014 e 2015, o AVC está na lista de aproximadamente 1 milhão de internações, junto com doenças cardiovasculares e infartos.  

Compondo esse grupo, Luiza Lima, que já fazia tratamento de hipertensão arterial, teve um AVC em 2008, com apenas 39 anos. Ela conta que os sintomas foram rapidamente identificados. “Foi tudo muito rápido. Eu acordei sem conseguir falar, sem movimentar meu braço e a boca. Foi então que, em menos de 15 minutos, meu marido me levou à uma urgência e foi diagnosticado o AVC. Fiz tratamentos com fisioterapia, fonoaudiologia e, hoje, levo uma vida normal, mas não descuido da pressão, faço exercícios físicos e tento manter uma alimentação equilibrada para não ter esse problema novamente”, conta.

A médica Deildes Oliveira, responsável técnico do Uniplam, explica que hipertensão arterial, tabagismo, excesso de peso, sedentarismo, diabetes, doenças do coração, descontrole do colesterol, uso de bebidas alcoólicas, estresse e problemas de saúde mental são os principais fatores de risco para o AVC. Ela esclarece que todos esses fatores podem ser prevenidos com medidas simples.

Os cuidados com a saúde e o bem-estar são imprescindíveis em qualquer idade e a prevenção ainda é a principal forma de evitar o AVC. “Além do acompanhamento de doenças, é importante conhecer os fatores de risco e atender aos mecanismos de prevenção. Temos uma expectativa de vida maior que aumenta as chances de algumas doenças, por isso, a partir dos 40 anos é importante monitorar a saúde”, completa a médica.

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