Não aceitou receber sem trabalhar – Darlan Representação e a grandeza de não se submeter a ser funcionário fantasma da Assembleia

26.9.15
Darlan Almeida e o exemplo de dignidade em não aceitar 
ser funcionário fantasma da Assembleia
Desde quando o deputado estadual Humberto Coutinho assumiu a presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão, os casos de funcionários fantasmas no legislativo maranhense são manchetes em sites, jornais, blogs e emissoras de televisão.

Em Caxias, cidade onde se concentra o maior número de fantasmas por metro quadrado do Estado, destaca-se o caso de um correligionário do deputado caxiense que não compactuou com a dolorosa missão de ser mais um entre tantos outros a sugar os cofres públicos “sem dar um prego numa barra de sabão”.

Darlan Almeida da Silva, mais conhecido como Darlan Representação, foi nomeado em 1º de abril de 2015 no cargo de motorista da AL. A nomeação, segundo ele, aconteceu sem o seu consentimento. “Sabá, eu não sabia que seria nomeado para um cargo que não iria trabalhar” contou-me na época.

Pois bem, tão logo soube através do blog da sua nomeação para um cargo em que não iria trabalhar e que nem havia sido consultado, Darlan pediu sua exoneração imediatamente. Seu caso foi único entre os correligionários de Humberto Coutinho.

A TV Band/Caxias fez esta semana uma série de reportagens sobre os funcionários fantasmas da Assembleia do MA. Correligionários do presidente do Poder Rangedor foram alvos da mira das câmeras do programa Maranhão Urgente.

Devido a sua postura digna de pedir a exoneração tão logo soube da estranha nomeação, Darlan Almeida foi poupado de novo bombardeio midiático.

Embora ainda faça parte do grupo Coutinho, a decisão de não aceitar ser funcionário fantasma só eleva o caráter de Darlan Almeida, colocando-o num patamar bem acima dos demais.

Talvez comemorando lá no fundo do seu subconsciente a acertada posição tomada assim que soube da indevida nomeação, Darlan Almeida usou seu facebook nesta quarta-feira, 23, para postar um texto que reflete muito sobre suas decisões políticas: “Infelizmente vivemos em uma sociedade em que as pessoas estão com a mente fechada para coisas certas, e estão com o corpo aberto para coisas erradas. O que é certo virou errado e o que errado virou certo. Pense nisso!

3 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Darllan merece todo respeito, pois é um homem integro, uma decisão dessa é pra muito, mais muito poucos mesmo, mas o bom disso é a colheita la na frente...

    Wagner MOnte

  1. Anônimo disse...:

    Sabá, fiz um comentário ontem e você não postou. Está certo, o blog é seu. Mas, você sabe que estou com a razão! Sabe que ele não aceitou, porque o salário oferecido era irrisório, não é? Pois é, pena que você seja, também, mais um dos "brasileiros espertos". Esperto porque não fez a postagem - solidário ao cidadão lá - e esperto porque é a mesma matéria prima: brasileiro, maranhense, caxiense, desempregado, oportunista...mas, não fique zangado com o que lhe digo agora, pois é só uma amostra do que temos e do que somos para construirmos um Brasil, um Maranhão e municípios melhores. Nem você, nem Darlan Almeida, nem eu, muito menos os mensalinhos da Assembléia ou da Prefeitura somos diferentes. Cada um de nós temos um preço. Somos todos brasileiros - matéria prima igual. Provavelmente, não publicará esse comentário também, porque ele bate no cerne da questão. Mas, me satisfaz como brasileiro, porque quando se olhar no espelho, vai descobrir, lembrar, que é mais um dos responsáveis por esse estado de coisas que se institucionalizou em nosso País: "A ESPERTEZA". Todos, todos mesmo, somos espertos: jornalistas, empresários, profissionais liberais, padres, pastores, estudantes, professores, vigias, zeladoras, juízes, advogados, carroceiros, prefeitos, vereadores, deputados, senadores, " petistas", comerciantes - todos mais uma vez - somos brasileiros, vivemos e viveremos nesse Brasil de espertos. Como construir outro Brasil se a matéria prima é a mesma?

  1. Anônimo disse...:

    quede a prova Sabá que ele pediu exoneração? Quede o ato de exoneração? Quede o diário Oficial da Assembléia? Só dizer é fácil? Agora quero ver o blog publicar meu comentário.

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