Falta de transparência: o maior legado do governo Léo Coutinho

1.7.15
Reza a lenda, que em 1766, num reino distante, os plebeus tinham acesso a agenda das autoridades, aos salários pagos a eles e aos gastos públicos efetuados.

No Brasil, quase 250 anos depois, foi sancionada a Lei da Transparência, que submete as autoridades públicas a prestar contas dos seus atos e dos seus gastos.

A lei brasileira vem, aos trancos e barrancos, aqui e alí, sendo colocada em prática pelos nossos governantes.

Mas vamos colocar ordem na casa. Não existe lenda nenhuma de que existisse um reino que permitia acesso da população aos gastos públicos dos governantes. Isso realmente acontecia na Suécia de 1766.

Mas em Caxias, num dos estados mais atrasados da nação, o Maranhão, o prefeito da cidade, um advogado e procurador, parece que resolveu dar uma banana aos munícipes e as autoridades ao não cumprir a Lei da Transparência em praticamente todos os seus aspectos.

Em Caxias, os gastos feitos pela municipalidade, que devem estar disponíveis em tempo real na internet, não são atualizados nem mensalmente, quem dirá todos os dias.

Consultando o pré-histórico portal da Prefeitura de Caxias na noite de ontem, o último mês que tem seus gastos divulgados, e muito aquém do desejado, é abril de 2015.

Numa demonstração de má fé da atual gestão, apesar dos técnicos da Prefeitura atualizarem as despesas efetuadas a passos de tartaruga, a equipe que cuida da imagem do governo é célere em mostrar o prefeito discursando, abraçando crianças e posando de ‘grande líder’ nos eventos. Quisesse o prefeito respeitar minimamente a Lei da Transparência, teria que trocar urgentemente a equipe que atualiza o Portal pela que cuida das suas ações administrativas.

Não tenho a menor esperança que o nosso jovem prefeito, um advogado de competência mediana, e um procurador atuante em questões tributárias, possa um dia cumprir o que o governo da Suécia fazia em 1766. Seria pedir demais!

Pelo visto, a milionária folha de pagamento da gigantesca Secretaria de Gabinete, que custa próximo de R$ 300 mil reais mensais aos cofres públicos, nunca terá a identidade dos seus ocupantes conhecida dos caxienses.

E pensar que Léo Coutinho era vendido na campanha de 2012 como um jovem arrojado, competente e um modelo novo e moderno de administrador...

1 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Ficou chique o título, próprio aos que gostam de mascará, igual aos seus pares lacaios. Vem alvorada, desfaz meu chilique, muda o cenário, já vai tarde, seja bem vindo 16!

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