Novela “Sem salários do SAMU” ganha capítulo inédito: coordenador do órgão imita Madre Teresa de Calcutá e contratados tem proposta para “esquecer o passado”

17.4.15
Por mais inacreditável que possa parecer a situação dos 20 contratados do Serviço Móvel de Urgência – Samu/Caxias, os lances que se sucedem nesses 6 meses em que os mesmos estão trabalhando sem receber seus salários ganham contornos cada vez mais espetaculares.

Encontrei-me ontem (quinta-feira), com 3 funcionários do órgão que me relataram coisas absurdas e descabidas que divido agora com meus leitores.

Hoje, em reunião marcada para começar às 14:00h, a coordenadora da Secretaria de Saúde, dra. Alessandra Daniel, juntamente com o coordenador do Samu Regional, Dr. Mariano de Castro e Silva, irão apresentar aos 20 “sem-salários” do órgão algumas propostas no mínimo esquisitas.

A primeira proposta está deixando não só os “sem-salários” do Samu, mas todos os demais colegas com calafrios. Pelas informações repassadas ao titular do blog, para continuarem na expectativa de um dia serem remunerados, os “sem-salários” teriam que aceitar um perdão pelos 6 meses que se passaram. Isso mesmo: esquecer as dívidas que fizeram com a quitanda da esquina e demais credores que estão com a paciência esgotada, e botar na cabeça que de agora em diante tudo será diferente.

A segunda proposta é na verdade um prolongamento da primeira. Nela, num gesto que pode fazer Madre Teresa de Calcutá perder o título de benfeitora da humanidade, estaria previsto que os salários dos condutores e técnicos de enfermagem serão pagos pelo próprio coordenador do Samu, Dr. Mariano. Esse ‘salário’ seria no valor de R$ 500 reais mensais até que uma suposta portaria do Ministério da Saúde, que os efetivaria no emprego, saísse.

Imagine aí, caro leitor: o coordenador do órgão, comovido com a situação da turma de “sem-salários” tirando R$ 500 reais do próprio bolso para cada profissional! A hipotética boa vontade do coordenador representaria ele abrir a carteira e sacar R$ 10 mil reais de uma única vez. Isso todos os meses até uma solução definitiva.

Bem, o Brasil nunca teve um Prêmio Nobel da Paz.

Se concretizando isso no Samu/Caxias, com o Dr. Mariano enfiando a mão no bolso para socorrer seus sofridos subordinados, ele certamente concorrerá ao tão cobiçado prêmio.

Já pensou, hein, Léo Coutinho?!

1 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Situação triste e lamentavel

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