Centro de cultura de Caxias está abandonado e em vias de ruir

14.4.15
Antiga Companhia de Fiação e Tecidos União Caxiense, fundada em 1889, e que hoje abriga órgãos do município, tem problemas no teto

O Estado - Abandonada. Essa é a única palavra capaz de definir a estrutura do prédio que leva o nome de Centro de Cultura Acadêmico José Sarney, em Caxias. Restaurado em 1985, o local nunca mais passou por uma reforma ou reparo, apenas pinturas rápidas no seu espaço interno. Desde então, uma série de problemas vem contribuindo para a degradação do espaço, que era para ser um dos maiores centros culturais e artísticos de Caxias.

Funcionando atualmente como sede das secretarias de Cultura, Educação e Trabalho e, ainda, do Setor Tributário Municipal e do Programa Bolsa Família, em nada o prédio lembra o que já foi no seu período áureo.

Os banheiros estão depredados, com o sistema hidráulico precário e restos de necessidades fisiológicas. Quando chove, o problema se agrava. Muitas salas enchem de água. Quem se dirige até a sede da Secretaria Municipal de Educação se depara com o odor de fezes e urina.

Foi por esse motivo, e também por causa do teto, que está quase desabando, que as portas da Escola de Música Santa Cecília fecharam. Hoje, os músicos ensaiam na entrada da Secretaria Municipal de Cultura.

Outro exemplo claro de degradação está nas portas danificadas e que não oferece nenhuma segurança ao prédio. O teatro, que era para funcionar como tal, recebeu poucas apresentações artísticas desde a sua inauguração em 1985, e há alguns anos suas portas fecharam se pela falta de estrutura e, principalmente, de segurança para receber público durante as apresentações.

No teatro, não há cadeiras, os banheiros estão quebrados e não tem sistema de iluminação ou acústica ideal para funcionar como local de espetáculo. Para piorar ainda mais a situação, o telhado ruiu. Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, não há projetos para a reforma do centro.

Fora ­ Se do lado de dentro a situação é caótica, do lado de fora do prédio também há problemas evidentes. Basta um olhar mais atento para perceber que a pintura do Centro de Cultura está danificada. O sistema de iluminação durante a noite também é precário. Canteiros e bancos, onde antes existia uma praça, foram destruídos e o local é utilizado como banheiro público, exalando um forte odor.

Durante o dia, há outro problema. A área externa é explorada indevidamente como estacionamento e também por ambulantes. Dezenas deles montam barracas com a venda dos mais variados produtos. Há alimentos, bolsas, capas para automóveis e ainda uma pequena “rodoviária” de veículos vindos da zona rural.

Os serviços funcionam nesse espaço sem nenhuma restrição por parte do poder público, mesmo sabendo que a exploração indevida do local fere o Código de Postura do Município, que proíbe a ocupação desordenada dos logradouros públicos.

Saiba Mais

O Centro de Cultura Acadêmico José Sarney, antes de ser doado ao Município de Caxias para o funcionamento de repartições públicas, foi uma importante fábrica têxtil. Batizada de Companhia de Fiação e Tecidos União Caxiense S/A, foi fundada em 1889, em plena efervescência de mudança no sistema político brasileiro, que deixava de ser monarquia para ser república.

A fábrica foi fundada por três sócios: Antônio Joaquim Ferreira Guimarães, Manoel Correia Baima e Francisco Dias Carneiro. A indústria foi erguida em área de 6 mil metros quadrados, contava na sua criação com 220 teares e mantinha em seu quadro 350 funcionários.

1 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    O pior de tudo isso, Sabá, é que la funciona a Secretaria que em tese deveria cuidar de tudo isso. E o secretário é o Baratinha que de cultura não entende e nem sabe o que é. É mole, ou tu quer mais?!

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