Investigado na Lava Jato, Waldir Maranhão declara R$ 16 mil e doa R$ 557 mil

19.3.15
Vice-presidente da Câmara apontado como um dos beneficiários da Lava Jato, Waldir Maranhão declarou que possuía R$ 16 mil em seu registro de candidatura para as eleições de 2010. No entanto, doou R$ 557 mil para a própria campanha.

Com R$ 16 mil declarados, Waldir Maranhão 
doou R$ 550 mil para sua campanha
Congresso em Foco - Mesmo tendo declarado apenas R$ 16 mil em espécie e nenhum centavo em conta bancária durante as eleições de 2010, o vice-presidente da Câmara, deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA), doou R$ 557 mil para sua própria campanha eleitoral de 2010. O parlamentar está sob investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), apontado como um dos beneficiários do pagamento mensal de propina fruto do esquema de corrupção da Petrobras descoberto na Operação Lava Jato.

Conforme as delações premiadas do doleiro Alberto Youssef, operador financeiro do esquema, Maranhão fazia parte da ala de “menor expressão” do PP em 2010 e recebeu repasses mensais que variavam de R$ 30 mil a R$ 50 mil. O parlamentar sempre negou relações com o doleiro.

Segundo as prestações de contas do candidato referentes ao pleito de 2010, ele efetuou dez transferências bancárias para sua própria campanha: quatro em setembro e seis em outubro. As transferências realizadas em setembro ocorreram no mesmo dia. Houve, no dia 20 de setembro, um repasse de R$ 10,3 mil, outro de R$ 60 mil e mais dois de R$ 86 mil cada.

Em outubro, mais seis transferências. No dia 15, houve dois repasses no valor de R$ 86 mil cada. No dia 21, Maranhão contabilizou R$ 33,2 mil para a campanha. Já no dia 29, o parlamentar fez mais três transferências: uma de R$ 10 mil, outra de R$ 46,5 mil e a última de R$ 53,4 mil.

O volume de recursos que Maranhão desembolsou para sua campanha eleitoral foi superior até mesmo que as doações oficiais do diretório nacional do PP. Na época, a legenda transferiu R$ 90 mil para as contas do então candidato. Na prática, 67% daquilo que ele gastou na campanha eleitoral saiu do próprio bolso, segundo sua prestação de contas.

Atualmente, de acordo com sua declaração de patrimônio, o atual vice-presidente da Câmara disse possuir R$ 776,5 mil em bens. Esse valor é correspondente a uma casa avaliada em R$ 300 mil, um automóvel de R$ 160 mil e dois consórcios, um de R$ 120 mil e outro de R$ 180 mil. Além destes bens, Maranhão afirmou que tinha R$ 16 mil em espécie. O Congresso em Foco tentou contato com o parlamentar, mas não obteve resposta.

4 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Nunca me enganou é um pilantra......cadeia nele....

  1. Anônimo disse...:

    Diga com quem tu andas, que ti direi quem tu és. Mas não importa, o fim justifica os meios. Esse daí é só um no meio do turbilhão, se gritar pega ladrão não fica nenhum meu irmão. Ti vira Flávio!

  1. Anônimo disse...:

    Eita Jerônimo !

    Esse aí era seu contato fortíssimo hein ?!

    Lava-lava-lava os olhos verdes com esse jato aí agora !!!!

  1. Anônimo disse...:

    Não tem jeito mesmo, estamos vivendo num Estado corrupto. Todos somos corruptos. Não há referências neste País. A corrupção tem uma trajetória linear e verticalizada de cima para baixo. Não se salva ninguém. A diferença entre um corrupto e outro, reside na intensidade e na grandeza de cada uma. Uns roubam lavando dinheiro oriundo de investimentos brasileiros em países igualmente corruptos. Outros roubam a Petrobras, porque sabem dos roubos resultantes de acordos entre chefes de Estados. Brasil x Venezuela, Brasil x Cuba, e outros que existem por aí. Dessas práticas resulta a institucionalização da corrupção. Ninguém quer ficar de fora. Todos querem levar alguma vantagem. Só há um jeito para por ordem nessa baderna toda: criar Leis severas que possam punir o cidadão comum, o Juiz Togado, o Promotor de Justiça, o Ministro do Supremo, o Governador, o Prefeito, o Senador, o Deputado Federal, enfim, a todos os que são brasileiros corruptos, sem exceção qualquer. E com um detalhe: que tudo que seja roubado seja confiscado e devolvido ao órgão de origem.

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