História caxiense abandonada: ruínas da Balaiada e Cristo Redentor sofrem com o descaso do poder público

21.1.15
Ruínas da Balaiada: proteção do local também está em ruínas
Quer visitar um pouco da história ou da cultura de Caxias?! Vá no google, página de buscas na internet, que pode ser o local mais apropriado para encontrar imagens de prédios, monumentos, casarões ou construções que marcaram o passado da princesa do sertão.

Maior patrimônio histórico de Caxias, as ruínas do forte que foi palco da guerra da Balaiada, não tem suas imediações protegidas contra a ação do homem e nem de vândalos.

Qualquer um pode se encostar nas paredes das ruínas da Balaiada, fazer fotos ou até mesmo levar um pedaço da antiga construção para casa que ninguém vai lhe incomodar, pois não existem seguranças no local ou nenhuma barreira de proteção contra a ação até mesmo de pessoas que queiram usar o espaço para consumo de drogas.

Uma cerca de madeira, que hipoteticamente delimitaria a área que o visitante pode chegar, está praticamente destruída e é um convite para que se entre no interior das ruínas.

Até mesmo ensaio fotográficos são feitos regularmente ali.

Feita ainda na gestão do prefeito Aluizio Lobo, na década de 1970, a cerca de madeira é a última intervenção pública nesse importante patrimônio histórico caxiense.

Altar do Cristo Redentor está com sua base 
comprometida e pode desabar
Em visita a museus ou a muitos prédios históricos, é proibido aos visitantes tocarem nas paredes ou mesmo fazer fotos da área para que a luminosidade dos flashes não comprometa a integridade dos objetos. Na gruta de Ubajara, no estado do Ceará, uma caverna milenar, os guias avisam aos visitantes que não toquem nas suas paredes, pois o óleo presente nas mãos do homem escurece a área tocada.

Com sorte uma boa visão, placa no altar 
do Cristo pode ser lida
O altar, com uma réplica do Cristo Redentor em tamanho reduzido, localizado na Praça Cândido Mendes, bem em frente a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e São José, mais conhecida como praça da Matriz, está com sua base comprometida e corre o risco de desabar por falta de preservação do local.

De 1937, o monumento foi feito em comemoração do Congresso Eucarístico Sacerdotal daquela época e foi construído pelo comércio e indústria de então. Duas placas que estão afixadas na base do altar, mas que também sofrem com a falta de preservação, pois durante várias trabalhos de pintura que receberam, tiveram sua leitura comprometida pela tinta utilizada, contam a história do monumento.

Estação ferroviária do povoado Engenho d’água: só resta a 
lembrança de quem viveu aquele tempo e de imagens no google
Outro ponto histórico da cidade, a Estação Ferroviária, a maior do interior maranhense, só não conheceu o abandono por conta de ter sido doada ao Instituto Histórico e Geográfico de Caxias, que assumiu o prédio e, mesmo sem ajuda do poder público, faz sua preservação.

Mesma sorte não teve a Estação Ferroviária localizada no povoado Engenho D’água, que só pode ser vista em poucos retratos disponíveis por caxienses saudosos de sua história e pela busca de imagens no google, já que lá o abandono e a falta de cultura dos moradores da região permitiu que suas paredes fossem ao chão e hoje não exista nem resquício dos alicerces do prédio.

E assim caminha a história de Caxias, com seu patrimônio sujeito ao esquecimento e ao abandono do poder público.

5 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Era a princesa do sertão, caro blogueiro. Hoje é terra dos coutinhos que só pensam em ficarem cada vez mais ricos, mais poderosos e que o povo se exploda.

  1. Anônimo disse...:

    É cada uma... Alguém achar que esse povo que governa nossa cidade tem algum amor por ela. Eles pensam é em aumentar as fazendas, construir prédios, viajar pelo mundo e se tornarem donos de Caxias cada vez mais, humilhando aliados e convencendo, não se $abe por quanto, aqueles que se opõem a eles.

  1. Anônimo disse...:

    Caxias tem um belo passado, um presente sem brilho e um futuro nada promissor. A história irá contar, daqui a 40, 50 anos, o mal que as famílias Marinho e Coutinho fizeram pra nossa amada cidade.

  1. Anônimo disse...:

    É triste assistirmos nossa história ficar relgada a terceiro, quarto, quinto ou mesmo último plano. Temos um passado lindo, mas infelizmente os governantes da cidade não procuraram preservar nossa maior riqueza.

  1. Anônimo disse...:

    Para o anônimo de cima: eles não preservam nossa maior riqueza, pois querem é aumentar a riqueza deles. Kkkkkkkkk.....

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