São capazes de tudo! Acusações contra Flávio Dino lembram caso “Reis Pacheco”, de 1994

24.9.14
Vídeo mostra ‘depoimento’ de criminoso no Maranhão 
foi postado no you tube a partir do Chile
Na postagem publicada no blog na segunda-feira (22), às 10:25hrs, intitulada “O Ibope no Maranhão”, abordava as incoerências das pesquisas feitas pelo instituto carioca (todas encomendadas pelo Sistema Mirante, de propriedade da família Sarney) e finalizava a postagem com um alerta ao grupo de oposição comandado por Flávio Dino. Veja o trecho abaixo:

“Aos membros da oposição só resta dobrar a atenção e a vigilância, pois não se pode esperar que um grupo que detém um reinado de 50 anos de poder irá entregá-lo sem antes tentar todas as manobras possíveis e impossíveis para manter-se no comando do governo do Maranhão.

Quando se tem José Sarney, João Alberto, Edson Lobão, e de quebra Ricardo Murad e Edinho Lobão a frente desse grupo político, tudo pode acontecer, escrevi na segunda-feira (22), na metade da manhã daquele dia.

Todos lembram da eleição de 1994, quando Epitácio Cafeteira estava praticamente eleito e o Maranhão foi varrido com a suposta morte de Reis Pacheco, o homem que havia se envolvido meses antes no acidente que culminou com a morte do sogro do candidato favorito para ganhar aquelas eleições.

Foi o próprio senador José Sarney que, num artigo publicado no Jornal O Estado do Maranhão, revelou que durante conversa tida com Cafeteira durante o velório do seu sogro, ouviu do próprio que uma pessoa como Reis Pacheco, que causou a morte de Hilton Rodrigues, deveria morrer.

A conversa se espalhou como rastilho de pólvora e os boatos que Cafeteira teria mando matar o homem envolvido na morte do sogro tomaram as rodas de conversa em todo o MA.

Encontrado no Estado do Pará, Reis Pacheco foi exibido com vida no horário eleitoral de Cafeteira, mas as imagens foram exibidas somente na capital e em algumas poucas cidades do interior, pois na grande maioria dos municípios maranhenses, um estranho apagão simultâneo durante a propaganda política de Cafeteira impediu mais da metade dos maranhenses vissem que o ‘morto’ estava muito bem vivo.

Tudo isso nos últimos dias antes daquela eleição, o que prejudicou a candidatura do favorito Cafeteira e acabou favorecendo enormemente Roseana Sarney, que ‘venceu’ aquele pleito com uma pequena margem de votos, que também foram questionados na justiça pelas suspeitas de fraude nas apurações.

Novamente temos outro caso nebuloso e repleto de barbaridades, bem ao estilo Reis Pacheco: a divulgação de um vídeo, onde um homem acusa o candidato do PC do B ao governo, Flávio Dino, de ser chefe de uma quadrilha que assalta bancos é no mínimo uma prova de que são capazes de tudo, até de forçar um criminoso qualquer a dizer uma loucura sem tamanho.

Estranhamente, o suposto delegado que toma o depoimento do criminoso, tem sua voz alterada para não ser identificado. O recurso para que a voz não seja reconhecida em gravações daquele tipo é feito em testemunhas que não querem se identificar por medo de represálias. Qual o medo que uma autoridade policial teria de não ser identificada durante o interrogatório de um bandido?

A trama foi tão grotesca que, mesmo sendo um ‘depoimento’ feito no Maranhão, o vídeo foi publicado no site You Tube por um internauta que se apresentou como Juan Queiroz, a partir do Chile.

Tiveram o cuidado de iniciar a farsa a partir de outro país, pois quando do caso “Reis Pacheco”, de 1994, correligionários de Cafeteira conseguiram localizar o ‘defunto’ “vivinho da silva” no interior do Pará.

Flávio Dino já pediu garantias de vida ao criminoso que aparece no vídeo, no que fez muito bem, pois, preso em Pedrinhas, o mesmo corre enorme risco de vida, já que um “Reis Pacheco” morto de verdade, traria sucesso para o enredo que teve falhas em 1994, quando o suposto cadáver foi encontrado.

Volto a repetir o que disse na segunda-feira (22): “Quando se tem José Sarney, João Alberto, Edson Lobão, e de quebra Ricardo Murad e Edinho Lobão a frente desse grupo político, tudo pode acontecer.”

1 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Ja era grupo Sarney. O Maranhão será agora de todos nós...

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